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Profa. Dra. Sonia Regina Loureiro (FMRP/USP-RP) e Profa. Dra. Fernanda Aguiar Pizeta (Tribunal de Justiça de Ribeirão Preto) A infância e adolescência se configuram em períodos decisivos do desenvolvimento humano influenciados pelos recursos e/ou adversidades pessoais e ambientais; sendo as manifestações desadaptativas nos contextos familiar, escolar e social as principais demandas indicadas junto a serviços-escola, serviços de psiquiatria e sociojurídicos, com destaque para os problemas comportamentais e de saúde mental. A avaliação psicológica em tais contextos busca responder a tais demandas visando a compreensão de indicadores psicológicos na interface com os diferentes contextos de desenvolvimento, tendo como foco procedimentos de intervenção e encaminhamentos especializados. Com a emergência sanitária da pandemia, o processo avaliativo se reveste de novas demandas e desafios que envolvem as condições estressoras que impactaram o desenvolvimento infanto-juvenil e o funcionamento das famílias, além da necessidade de ajustes que envolvem o uso de novas tecnologias. Nesse curso abordar-se-á, de forma introdutória, o planejamento das avaliações e os principais recursos técnicos, exemplificando-se com casos avaliados. No processo de avaliação psicológica, a fonte de encaminhamento, a queixa referida e o objetivo da solicitação devem ser inicialmente considerados para a escolha e o planejamento dos procedimentos e técnicas de avaliação a serem utilizadas. Em geral os pais ou responsáveis pela criança/adolescente são as pessoas a serem inicialmente entrevistadas, assim como são relevantes a observação clínica e as informações apresentadas pelas crianças/adolescentes em sessão lúdica/ludodiagnóstico. A avaliação no geral contempla aspectos cognitivos e afetivos/emocionais, em associação com a demanda identificada, sendo necessário que tais constructos sejam operacionalizados a partir de multimétodos, tendo por suporte instrumentos aprovados pelo Conselho Federal de Psicologia. A escolha de técnicas objetivas e projetivas, especialmente no contexto institucional, evidencia também a necessidade do uso de instrumentos de mais rápida aplicação e codificação/interpretação, de forma a se garantir uma avaliação inicial breve. Após a análise do caso, faz-se fundamental a devolutiva de informações e conclusões mediante estratégia técnica que se adeque à fonte de encaminhamento/demanda. Destaca-se que para as crianças e adolescentes a avaliação psicológica tem um caráter preventivo, e no contexto pandêmico tem também uma dimensão de saúde pública.
X Congresso da Associação Brasileira de Rorschach e Métodos Projetivos: Desafios Contemporâneos dos Métodos Projetivos