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Prof. Dr. André Pereira Gonçalves e Prof. Dr. Lucas de Francisco Carvalho No Brasil estão disponíveis diversas ferramentas avaliativas, usualmente no formato de autorrelato, para identificação de traços da personalidade. Parte dessas ferramentas são focadas em traços patológicos da personalidade, isto é, traços que acarretam prejuízos em diversas áreas da vida da pessoa e ao longo do tempo. Esses prejuízos tipicamente afetam a relação da pessoa com si mesma (self) e também suas relações interpessoais. Esses prejuízos podem se configurar como quadros clínicos específicos que, se corretamente identificados, podem ser adequadamente tratados, melhorando a qualidade de vida do paciente. Esses quadros clínicos são chamados de transtornos da personalidade (TP). Uma pessoa com TP apresenta um perfil específico patológico, e esse perfil pode se enquadrar em categorias diagnósticas ou tipos (e.g., narcisista, borderline). Diagnosticar um TP demanda o uso de uma ferramenta diagnóstica, que pode ser baseada em diferentes modelos, incluindo o modelo categórico presente na seção II do DSM-5 e o modelo alternativo para TP (ou modelo dimensional, ou modelo híbrido) presente na seção III do DSM-5. No Brasil, ferramentas diagnósticas para TP são escassas, sendo que a Entrevista Diagnóstica para Transtornos da Personalidade (E-TRAP) está disponível para uso profissional. A E-TRAP apresenta diversas vantagens: é uma ferramenta digital, com relatório detalhado automaticamente gerado após seu preenchimento, e fornecendo diagnóstico de TP com base no modelo categórico e no modelo alternativo, ambos presentes no DSM-5. Posto isto, este minicurso tem como objetivo apresentar a E-TRAP e fornecer recomendações e diretrizes para seu uso profissional.
X Congresso da Associação Brasileira de Rorschach e Métodos Projetivos: Desafios Contemporâneos dos Métodos Projetivos