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Essa mesa é o espaço para pensarmos sobre a infância e a rua. As crianças são responsabilidade de toda a comunidade, por isso todos os espaços precisam acolhê-las, já que elas também são sujeitos que podem e devem pertencer aos lugares. Reduzir a experiência da infância a espaços privados ou delegar unicamente a mãe a função de cuidar é nos desresponsabilizar enquanto comunidade. Nesse sentido, a reinvenção do espaço público que estamos apresentando reivindica que a ausência de crianças no espaço seja tão marcada quanto sua presença. É preciso compreender a rua como lugar das crianças, essas como sujeitos que têm vontades e ideias, sujeitos que compreendem e absorvem seu entorno. Queremos pensar uma nova forma de lidar com educação, com o brincar, com o lúdico, como forma de criar espaços.
Ao nos perguntarmos sobre a rua e convidar a comunidade alcançada por nós sobre como seria se ela fosse nossa, queremos mais do que evocar imaginações e suposições que vão além do limite da dura realidade na qual estamos submersos. Queremos convidar todes a pensar a rua como o ponto de encontro para as travessias e peregrinações que ainda temos que enfrentar. O convite para a rua é um convite de organização de nossas lutas, é uma tímida, mas importante faísca para organizar essa revolta que há muito temos guardado dentro de nós. Dessa forma, enquanto estudantes enxergamos este momento e espaço que foi construído através de muita luta como uma resposta ética e política da nossa geração para o presente momento. Por isso, para o 2º Encontro Online de Saúde, Educação e Direitos Humanos, construímos eixos direcionadores para tentar pensar em conjunto: "E se essa rua fosse nossa?”.