Certificado Even3
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Essa mesa se propõe como um relato dos desafios, perdas e aprendizados na hibridez da formação prática em psicologia, mais especificamente na formação psi na Rede de Atenção Psicossocial. Nesse sentido, refletindo sobre a necessidade do corpo e da presencialidade nesses espaços e buscando compreender por onde passa a falta do território e das relações na formação de profissionais que precisam do afeto, no sentido de vínculos de transferência, para construir um campo de trabalho. Lembrando que os serviços da RAPS são lugares ocupados pelas políticas de saúde mental e precisam ser mobilizados por sentimentos, emoções e angústias que dizem do imprevisível, então, o cuidado, que é o produto final do trabalho em saúde, é indissociável do manejo do acolhimento que irá permear esse encontro. Sendo assim, quais as formas possíveis de construir uma rede que se conecte ao trabalho remoto e como articular a volta do presencial?
Ao nos perguntarmos sobre a rua e convidar a comunidade alcançada por nós sobre como seria se ela fosse nossa, queremos mais do que evocar imaginações e suposições que vão além do limite da dura realidade na qual estamos submersos. Queremos convidar todes a pensar a rua como o ponto de encontro para as travessias e peregrinações que ainda temos que enfrentar. O convite para a rua é um convite de organização de nossas lutas, é uma tímida, mas importante faísca para organizar essa revolta que há muito temos guardado dentro de nós. Dessa forma, enquanto estudantes enxergamos este momento e espaço que foi construído através de muita luta como uma resposta ética e política da nossa geração para o presente momento. Por isso, para o 2º Encontro Online de Saúde, Educação e Direitos Humanos, construímos eixos direcionadores para tentar pensar em conjunto: "E se essa rua fosse nossa?”.