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A Mesa Redonda de encerramento do VIII SHIAM coloca em destaque a necessidade e as possibilidades da formação contínua de professores, sob a perspectiva do desenvolvimento profissional, principalmente em contextos de incerteza, de tensão, de opressão, de desafios e aventuras, como aconteceu com a pandemia da Covid-19. Maurício Rosa (UFRGS) traz suas experiências e aventuras formativas e investigativas de docentes sob a concepção da “Cyberformação com professories de matemática”, explorando e problematizando, mediante análise de filmes e episódios de séries, as dimensões matemática, pedagógica, tecnológica e, também, social e política desta forma/ação com professores/professoras/professories. Desta forma, macro/micro exclusões/inclusões são evidenciadas e debatidas por meio da matemática e das Tecnologias Digitais (TD) como dramas e terrores a serem enfrentados, sendo-com, pensando-com e sabendo-fazer-com-TD, no caso, com-filmes-e-séries. Adair Nacarato (USF), por sua vez, nos apresenta experiências, investigações e discussões sobre o desenvolvimento profissional de professores, sob uma perspectiva sociocultural, e que resulta de processos de reflexões interpessoais e intrapessoais, produzidas pelos professores em contextos e práticas de colaboração com outros professores, tendo a prática escolar como foco de estudo e a pesquisa narrativa como estratégia para compreender sua própria prática, suas aprendizagens, suas transformações e seu próprio processo de constituição profissional. Celi Espasandin Lopes (Unicsul) apoia-se no conceito de subversão responsável, como alternativa para impulsionar o desenvolvimento profissional de professores que ensinam matemática, e em Rochelle Gutiérrez, para descrever a insubordinação criativa dos professores como postura necessária para desencadear a ação política dos professores de matemática em diferentes contextos de prática, sobretudo em ambientes opressores para professores e alunos, geralmente decorrentes de políticas públicas. Traz e destaca seus estudos anteriores, com Beatriz D’Ambrósio, nessa perspectiva, bem como as possibilidades das ações criativamente insubordinadas de gestores, professores e pesquisadores comprometidos com a qualidade de vida humana.
Aventuras e Desafios em Tempos de Pandemia: (re) inventar a prática docente