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Este é o relato de minha experiência acadêmica na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, onde ingressei em 1971 como estudante até minha aposentadoria como professora Adjunto em 2004. As décadas de 1970-1990 foram regidas, na linguística, por um marco teórico forte que se pretendia hegemônico e único, e que tinha metas claras de contribuição prática para a inteligência artificial, a tradução automática, o tratamento eletrônico de textos e dados. Os primeiros anos dessa nova era na linguística foram de grande entusiasmo e de produção vertiginosa. Ao mesmo tempo que esse intenso envolvimento dos linguistas e de toda a estrutura acadêmica que os abrigava era responsável pela consolidação de grupos fiéis de pesquisadores à pauta ditada por Noam Chomsky e colaboradores estreitos, rupturas produzidas pela própria disciplinaridade iam sendo identificadas e exploradas, não sem sofrimento ou punição dos hereges que eram alijados dos grupos de pesquisa e discussão, não recebiam bolsas de pesquisa ou tinham dificuldade para publicar seus trabalhos. O que poderia motivar pesquisadores a andar na contramão de um fluxo disciplinar consensual? Que contribuições poderiam dar para a área, quando o consenso se fecha em torno do trabalho em bloco com metas comuns? Quais as perdas e os ganhos desses pesquisadores “indisciplinados” e como devem ser pesadas enquanto o processo acontece? E no futuro? Há contribuições potenciais que podem ser vislumbradas? Neste relato particular vou procurar refletir sobre a experiência de rupturas disciplinares, a construção de novos grupos de diálogo e a contribuição possível em contexto que ultrapassa o da área de estudos original.
O VIII SIMPÓSIO MUNDIAL DE ESTUDOS DA LÍNGUA PORTUGUESA (SIMELP) é um evento consolidado, constituído por diversos simpósios, conferências, mesas-redondas e minicursos que pretendem funcionar como espaço para agregar pesquisas e discussões entre professores, pesquisadores, estudantes e profissionais interessados em áreas como Linguística, Literatura, Cultura, Tradução, Educação. O evento também se destina a profissionais de outras áreas para quem a língua portuguesa representa um ponto de interesse ou de partida para inovações tecnológicas na área do ensino e/ou de outras áreas. Em sua Edição Especial Híbrida, em 2022, a VIII edição do SIMELP destacará Angola e contará com a participação de representantes de todos os Continentes. A presença de importantes profissionais de todas as partes do mundo e a atmosfera de partilhamento trazem um impulso ainda maior para o ensino, a divulgação e a pesquisa da língua portuguesa, levando-a a confirmar e sedimentar a sua importância no cenário mundial. Entre os dias 04 a 07 de outubro do ano de 2022, o VIII SIMELP ocorrerá no formato online, cuja organização reflete uma parceria entre universidades do mundo todo nas quais a língua portuguesa é tomada como objeto de ensino e/ou de investigação e com variadas formas de difusão cultural. É com grande satisfação que convidamos a todos para participarem do VIII SIMELP. Temos a certeza de que, à semelhança de edições anteriores, o evento será bastante produtivo e irá contribuir substancialmente para o enriquecimento das pesquisas, discussões e projetos no âmbito da língua portuguesa.