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Este trabalho estuda os romances de formação feminina como um subgênero romanesco que se distancia do Bildungsroman na noção de aprendizado e integração social das protagonistas. O auge dos romances de formação feminina na América Latina ocorreu juntamente com o posicionamento da mulher como escritora e a conquista de seus direitos políticos e civis. Para compreender as relações entre o subgênero e a configuração de novos espaços femininos, o estudo se concentra em três representações iniciais dos romances de formação feminina: Uma holandesa na América (1876) de Soledad Acosta de Samper, Ifigênia (1924) de Teresa de la Parra e Amanhecer (1938) de Lúcia Miguel Pereira. A análise aprofunda-se na forma como a trama romanesca das três obras gira em torno do choque entre as imposições sociais e as expectativas das protagonistas; o contexto assume uma função antagônica nos relatos, onde o político se transpõe para o familiar. Além disso, analisa-se o recurso narrativo da viagem, que funciona como desencadeador do processo formativo. Os deslocamentos representados propõem uma reflexão sobre o lugar da mulher que se movimenta e escreve sobre sua própria experiência. Finalmente, propõe-se uma leitura das obras em que se desafia a figura patriarcal, subverte-se o sentido do sacrifício, promove-se a ideia do trabalho feminino e da independência econômica da mulher, e defende-se o prazer sexual e a maternidade consciente. O estudo conclui que os romances de formação feminina, ao serem narrativas feminocêntricas, ajustaram-se às circunstâncias históricas e culturais da região por meio da representação de pontos de vista marginais e transgressores.
II Simpósio Internacional Língua(gem), Ação e Reflexão: novas perspectivas em ensino e pesquisa em Letras - SILAR - que ocorrerá entre os dias 22 e 24 de abril de 2025, no formato on-line, terá como tema, nesta 2ª edição: “Novos diálogos, reflexões e saberes: perspectivas de pesquisas nas áreas de linguagens e literaturas”. O evento é uma proposição das Coordenações Didáticas dos Cursos de Letras Português, Espanhol e Inglês da Universidade Estadual de Montes Claros-MG, Brasil, cujo objetivo é oportunizar novos debates, reflexões e aprendizagens sobre as pesquisas e questões atuais associadas às práticas de ensino-aprendizagens de línguas portuguesa, espanhola e inglesa e de suas literaturas. Esta edição do Simpósio objetiva, ainda, (a) promover diálogos em interfaces entre educação (básica), pesquisa, ensino e formação docente, para professores, pesquisadores, alunos de graduação e de pós-graduação, do Brasil e do exterior; (b) fomentar novas propostas de pesquisas que tenham como escopo questões de língua(gens) e suas literaturas e (c) possibilitar o contato entre diferentes grupos de estudos, fortalecendo o intercâmbio e o compartilhamento de pesquisas. O II SILAR propõe ser um espaço de debates sobre práticas de ensino e aprendizagens fundamentadas em pesquisas e reflexões sobre o ensino de Línguas (Portuguesa, Inglesa e Espanhola) e de Literaturas, visando à colaboração e à melhoria da qualidade e do fortalecimento do ensino e das atividades de pesquisa. Nesta segunda edição, o intuito será (re-)pensar sobre como o estudante, o professor e o pesquisador da grande área de Letras interagem com referenciais teórico-metodológicos de diferentes correntes dos estudos do texto, do discurso, das ciências da linguagem, dos estudos literários e de disciplinas afins, a partir de uma abordagem interdisciplinar, considerando os inúmeros desafios impostos pelas novas e plurais formas de Língua(gens) disponíveis.