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Toxoplasma gondii é um protozoário intracelular, parasita de uma grande variedade de animais vertebrados incluindo humanos. A infecção apresenta uma fase aguda onde os taquizoítos se reproduzem rapidamente e se espalham pelos tecidos dos hospedeiros, com maior tropismo pelo cérebro, retina e músculos. Após a ativação da resposta imune, nestes locais, o parasito se multiplica mais lentamente na forma de bradizoítos dentro de cistos teciduais, o que constitui a fase crônica da doença, ou latente. Entretanto, estudos tem associado distúrbios de comportamento como transtorno bipolar e esquizofrenia a toxoplasmose crônica. Ademais, reagudização de lesões oculares são mais frequentemente reportadas na América do Sul, devido à grande diversidade de genótipos não clonais de T. gondii nesta região. Apesar da gravidade da doença e dos riscos da infecção crônica não existe tratamento medicamentoso que seja eficaz nestafase. Os esquemas terapêuticos disponíveis não alcançam os bradizoítos dentro de cistos e são efetivos somente na fase aguda, além de possuírem efeitos colaterais importantes. A rosuvastatina, uma estatina amplamente utilizada para o controle dos níveis séricos de colesterol, mostrou-se eficaz contra taquizoítos de T. gondii in vitro. Ao testar os efeitos in vivo desta droga na toxoplasmose experimental crônica observou-se que ela não apenas reduziu a carga parasitária no cérebro dos camundongos infectados, como também atenuou os sinais de inflamação no tecido cerebral. Esses resultados mostraram potencial ação benéfica desta droga no curso da infecção crônica pelo T. gondii. Palavras-chave: Toxoplasmose, qPCR, ME-49, Estatinas.