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O empreendedorismo é uma atividade que atrai diferentes pessoas. Empreendedores são, portanto, grupo diversificado em termos de gênero, origens étnicas e sociais, distribuição geográfica entre outras (Subramani, 2020). Essa multiplicidade de públicos e perfis chamou a atenção dos pesquisadores que cunharam o termo empreendedorismo de minorias e mais recentemente Grupos Minorizados. Mazzarol, (2021) fez uma revisão sistemática da literatura sobre o fenômeno a partir dos anos 1970, elencando o foco de interesse e indicando a falta de consenso sobre o conceito. De fato, ele identificou 73 diferentes conceituações para o fenômeno. Observações semelhantes surgiram de Basu (2009) sobre empreendedorismo de minorias étnicas, termo que permanece mal definido. Bates, Bradford e Jackson (2018) levantaram preocupações sobre definições vagas de conceitos na pesquisa e abordagens diferenciadas de investigação, sugerindo que a literatura sobre empreendedorismo de minorias carece de um foco unificador. Uma das dificuldades para se alcançar esse foco unificador está na própria definição do termo minoria. Há um alargamento significativo do que o termo minoria significa (Mazzarol, 2021) e quais grupos participam dessa categoria. Por exemplo, a OCDE (2019), congrega comunidades de mulheres, jovens, idosos, desempregados e imigrantes em minorias. Wood et al. (2012), por sua vez, incluem as minorias étnicas, deficientes, comunidades indígenas e as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer, intersexuais e assexuados (LGBTQIA+). Ainda, Galloway e Cooney (2012) adicionam ao grupo pessoas não alfabetizadas e/ou desqualificadas para o trabalho formal, e ex-delinquentes, chamando-os de minorias silenciosas. Ampliando a estrutura, Rae (2021), divide em oito as categorias de empreendedorismo de minorias, sendo: etnia; Gênero sexual; orientação sexual; habilidade; linguística; grupo de fé; era grupo; e outras formas de perifericidade. Na visão do autor, este número tende a aumentar à medida que novas pesquisas indicam uma compreensão maior do tema. O número de pessoas que reúne esses predicados chega a 15% da população mundial (Banco Mundial, 2020). Embora haja essa variedade, é possível identificar duas características para os empreendedores minoritários: são considerados minorias dentro de uma comunidade mais ampla (como é o caso de imigrantes, deficientes, indígenas e pessoas LGBTQIA+) ou não pertencem a um perfil de empreendedor convencional (como é o caso de mulheres, jovens, idosos e negros) (Mazzarol, 2021).
O EGEPE - Encontro de Estudos sobre Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas - evento realizado desde 2000, consolidou-se no país como a conferência mais especializada nos temas de empreendedorismo e pequenas empresas ou pequenos negócios. É realizado, a cada edição, por meio de uma parceria entre a ANEGEPE - Associação Nacional de Estudos de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas - e uma Universidade ou IES. Na edição de 2022 foi feita parceria com a UNIFOR. O XII EGEPE tem como tema central: Ecossistema empreendedor e desenvolvimento regional: conectando com o futuro. Dessa forma o Comitê Científico incentiva e conclama as comunidades científicas nacional e internacional a submeterem seus estudos – em quaisquer dos quatro tipos aceitos – ensaio teórico, teórico-empírico, relato ou produção técnica e caso de ensino – em um dos treze eixos temáticos do evento. São aceitos estudos em três idiomas: português, espanhol e inglês. Este evento é qualificado no estrato 2 pela CAPES, na área de Administração, Contábeis e Turismo. Sua programação oferece: palestras com renomados pesquisadores internacionais e nacionais, painéis e encontros temáticos para debater o estado da arte nos temas, oficinas sobre metodologias de pesquisa ou sobre ferramentas úteis para os pesquisadores, encontros com editores de revistas científicas, Consórcio de projetos de mestrado e doutorado com Itinerário de aprendizagem, sessões de apresentações de artigos e casos aprovados no processo de submissão, palestras de empreendedores e visita virtual a agentes do ecossistema empreendedor. Interessa aos estudiosos nestes temas, professores, pesquisadores, alunos de programas de pós-graduação, bem como a estudantes de graduação, empreendedores, profissionais e ao público em geral que tenham atração ou se envolvam com estes temas.