EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO BRASIL: ENTRE AVANÇOS E DESCONTINUIDADES

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2129-6

Título do Trabalho
EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO BRASIL: ENTRE AVANÇOS E DESCONTINUIDADES
Autores
  • Dielly Silveira Ribas Lima
  • Adrielly Silveira Ribas Neves
Modalidade
Trabalhos acadêmicos
Área temática
Eixo 2: Políticas, regulações e práticas de formação e trabalho docente
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xiv-seminario-internacional-rede-estrado/1248280-educacao-e-formacao-de-professores-no-brasil--entre-avancos-e-descontinuidades
ISBN
978-65-272-2129-6
Palavras-Chave
Educação brasileira; formação de professores; políticas educacionais; história da educação.
Resumo
O presente artigo tem como objetivo analisar o percurso histórico da educação no Brasil e suas implicações para a formação de professores, compreendendo como as transformações sociais, políticas e econômicas influenciaram o desenvolvimento das políticas educacionais. Partindo do período colonial, evidencia-se que a educação brasileira foi marcada por um processo de imposição cultural e exclusão social. A catequese jesuítica, a reforma pombalina e as primeiras iniciativas do período joanino revelam um modelo educacional voltado à manutenção do poder e dos privilégios das elites, em detrimento do acesso das camadas populares. Durante o Império, embora a Constituição de 1824 e a Lei das Escolas de Primeiras Letras (1827) tenham representado avanços legais, a educação permaneceu excludente e restrita, com pouca preocupação em formar docentes de maneira sistemática. A criação das Escolas Normais, a partir de 1835, representou o primeiro esforço institucional de formação docente, ainda que centrado no domínio de conteúdos e não em fundamentos pedagógicos. No período republicano (1889–1930), as desigualdades sociais persistiram, e as reformas educacionais pouco impactaram o ensino popular. O início do século XX trouxe novos debates com o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932), que defendia uma escola pública, laica e democrática. As reformas estruturais, como a criação do Ministério da Educação e Saúde (1930) e das Leis Orgânicas do Ensino (1942), ampliaram o acesso, mas reforçaram a dualidade educacional entre elites e classes trabalhadoras. Entre 1946 e 1964, a educação passou por um processo de expansão e institucionalização, com a criação da CAPES, CNPq, SENAC e outras iniciativas voltadas à formação de pessoal qualificado. Contudo, o ensino manteve-se desigual e fragmentado. Durante o regime militar (1964–1985), prevaleceu uma concepção tecnicista de educação, voltada à formação de mão de obra e ao controle ideológico, em detrimento de uma pedagogia crítica e emancipadora. Programas como o MOBRAL visavam à alfabetização funcional, mas sem compromisso com a conscientização social. Com o processo de redemocratização e a promulgação da Constituição Federal de 1988, a educação passou a ser reconhecida como um direito social, universal e gratuito, embora as desigualdades de acesso e qualidade persistam. As décadas seguintes foram marcadas por políticas voltadas à ampliação da escolarização e à valorização docente, como a criação da LDB nº 9.394/1996, o Fundef, o Fundeb, o ProUni, o Enem e o Pronatec, além da homologação da BNCC. A formação de professores, por sua vez, consolidou-se de forma lenta e descontinuada. Conforme Saviani (2013), essa formação passou por seis períodos, iniciando-se com os ensaios intermitentes (1827–1890) e avançando até o advento dos Institutos Superiores de Educação (1996–2006). Inicialmente marcada por improviso e desvalorização, foi somente com as Escolas Normais e, mais tarde, com os cursos de Pedagogia e Licenciatura, que a formação docente ganhou estrutura e reconhecimento institucional. Entretanto, persistem desafios quanto à valorização profissional, à qualidade da formação e à articulação entre teoria e prática. Assim, compreender a trajetória histórica da educação e da formação docente no Brasil é essencial para repensar as políticas públicas voltadas ao ensino. A superação das desigualdades educacionais requer um projeto comprometido com a democratização do acesso, a qualidade do ensino e a valorização dos profissionais da educação. A história mostra que, embora os avanços sejam significativos, ainda há um longo caminho a percorrer para que a educação se efetive como instrumento de transformação social e emancipação humana. O caminho metodológico adotado nesta pesquisa fundamenta-se em uma abordagem qualitativa. A investigação perpassou por uma análise de documentos oficiais e de produções teóricas de autores que discutem a temática da educação em uma perspectiva crítica e emancipatória, tais como Saviani (2009), Nóvoa (2019), Gatti (2019), Melo (2012), entre outros.
Título do Evento
XIV SEMINÁRIO INTERNACIONAL DA REDE ESTRADO
Cidade do Evento
Salvador
Título dos Anais do Evento
Anais Rede Estrado
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LIMA, Dielly Silveira Ribas; NEVES, Adrielly Silveira Ribas. EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO BRASIL: ENTRE AVANÇOS E DESCONTINUIDADES.. In: Anais Rede Estrado. Anais...Salvador(BA) UNEB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xiv-seminario-internacional-rede-estrado/1248280-EDUCACAO-E-FORMACAO-DE-PROFESSORES-NO-BRASIL--ENTRE-AVANCOS-E-DESCONTINUIDADES. Acesso em: 13/03/2026

Trabalho

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