CONSUMO ALIMENTAR E RISCO DE VULNERABILIDADE FAMILIAR DOS PACIENTES CADASTRADOS NA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA DO BOA VISTA - PETRÓPOLIS, RJ.

Publicado em 19/02/2025 - ISSN: 2675-8563

Título do Trabalho
CONSUMO ALIMENTAR E RISCO DE VULNERABILIDADE FAMILIAR DOS PACIENTES CADASTRADOS NA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA DO BOA VISTA - PETRÓPOLIS, RJ.
Autores
  • Kethlen Vitória De Paula Lima
  • Camila Christ
  • Débora da Costa Faraco
  • Juliana Galdino Conti
  • Rian do Nascimento Campos.
  • Esthefanie Parreira Mello Dias
  • Professora Thalita Fialho
Modalidade
PESQUISAS CIENTÍFICAS - aquelas que são fruto de pesquisa empírica dentro dos parâmetros do método científico.
Área temática
CUIDADO E HUMANIZAÇÃO EM SAÚDE - Cuidado em saúde transcende a realização de técnicas e aspectos físicos, contempla a compreensão do conceito ampliado de saúde, e envolve uma interação afetiva que respeita, acolhe e considera a diversidade da existência humana. Nesse contexto, a humanização significa dialogar com a singularidade de cada pessoa, reconhecendo suas crenças e valores, compartilhando assim um ambiente de cuidado implicado com a realidade, com as políticas públicas e com a necessidade dos coletivos que vivem nos territórios.
Data de Publicação
19/02/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/scunifasefmp2024/953437-consumo-alimentar-e-risco-de-vulnerabilidade-familiar-dos-pacientes-cadastrados-na-unidade-de-saude-da-familia-do
ISSN
2675-8563
Palavras-Chave
Consumo alimentar, vulnerabilidade social, alimentação saudável
Resumo
Introdução: A alimentação saudável desempenha importante papel na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2 e neoplasias. Nos últimos anos, tem se observado mudanças nos padrões de saúde e consumo alimentar da população brasileira. O estilo de vida acelerado tem influenciado nas escolhas alimentares, que se caracterizam pela preferência por alimentos ultraprocessados e a diminuição do consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, o que contribui também para o aumento do excesso de peso. A avaliação de risco familiar é uma proposta para diferenciar as famílias pertencentes a uma mesma área de abrangência, a fim de identificar fatores de risco seja na família ou no indivíduo, que as coloquem sob maior ou menor probabilidade de exposição a fatores prejudiciais à saúde que possam vir a causar agravos de ordem física, psicológica ou social. Dessa forma, poderá contribuir para o planejamento das ações de forma a priorizar as famílias mais vulneráveis, a fim de contemplar a equidade e prestar o cuidado de maneira resolutiva. Objetivo: Avaliar o consumo alimentar e o risco de vulnerabilidade familiar dos pacientes cadastrados em uma Unidade de Saúde da Família (USF). Metodologia: Trata-se de um estudo do tipo transversal realizado com 90 participantes cadastrados na USF do Boa Vista, Petrópolis-RJ. A coleta de dados ocorreu em março de 2024, e foi realizada por alunos do terceiro período do curso de Nutrição do Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE) através do projeto de extensão Currículo Integrado em Nutrição Social (CINUS). Foi aplicado o questionário de marcadores de consumo alimentar disponível pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) e a escala do grau de risco de vulnerabilidade familiar (Escala de Coelho Savassi). O programa PSPP foi utilizado para digitação e análise de dados. As variáveis numéricas foram expressas em média e desvio-padrão e as variáveis categóricas foram descritas por meio de frequências absolutas e relativas. Resultados e discussão: Participaram do estudo 90 indivíduos cadastrados, sendo 56,7% com 51 anos ou mais, 36,6% de 21 a 50 anos e 6,7% de 0 a 20 anos, do total 61% eram do sexo feminino. Observou-se no presente estudo que 65% dos entrevistados realizam suas refeições assistindo televisão, mexendo no computador e/ou celular. As refeições mais realizadas pelos participantes foram o almoço com (98%), café da manhã (90%), lanche da tarde (76%) e jantar (69%). No que se refere aos alimentos consumidos pelos entrevistados no dia anterior, houve alegação aos marcadores alimentares saudáveis de que 80% consumiram feijão, 71% verduras e/ou legumes, e 70% frutas frescas. Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira (2014) as frutas e vegetais são indispensáveis para um padrão alimentar saudável. Esses alimentos possuem diversos nutrientes essenciais para saúde como vitaminas, minerais e fibras favorecendo a manutenção da saúde e consequentemente auxiliando na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Em contrapartida, referente aos marcadores alimentares não saudáveis foi relatado que 50% consumiram bebidas adoçadas, 30% biscoito recheado, doces e/ou guloseimas, 26% macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote e/ou biscoitos salgados, e 17% hambúrguer e/ou embutidos. Podemos destacar um expressivo consumo de bebidas adoçadas, um hábito considerado inadequado, visto que estes alimentos apresentam baixo teor nutricional e alto valor calórico podendo ocasionar o excesso de peso devido a seu elevado teor de açúcar. Quanto aos fatores de risco de vulnerabilidade familiar dos entrevistados, os que representaram maior destaque foram a hipertensão arterial sistêmica (60%), residências com moradores acima de 70 anos (47%), diabetes mellitus (40%) e desemprego (18%). Em seguida, com menos frequência foram verificadas baixas condições de saneamento (17%), deficiência mental (13%), deficiência física (12%), acamado (11%), residências com moradores menores de 6 meses (10%), analfabetismo (8%), drogadição (7%) e desnutrição grave (3%). Além disso, no que diz respeito à relação morador/cômodo dos entrevistados, averiguou-se os seguintes informes: maior que 1 por cômodo, menor que 1 por cômodo e igual a 1 por cômodo, com 54%, 29% e 17% respectivamente. Diante das informações obtidas por meio da aplicação da escala de Coelho Savassi, pôde-se detectar a porcentagem do risco familiar dos entrevistados através do escore de risco, 64,4% indicaram risco menor, 17,8% apontaram risco médio e 17,8% risco máximo. As análises descritivas revelaram um panorama abrangente dos padrões de consumo alimentar e identificaram fatores de risco familiar presentes na população estudada. Os dados indicaram a coexistência de práticas alimentares saudáveis e não saudáveis. Entre as práticas saudáveis, destacou-se o consumo regular de frutas, verduras e legumes. Por outro lado, práticas alimentares não saudáveis foram evidenciadas pelo consumo elevado de alimentos ultraprocessados, açúcares e gorduras saturadas, outros resultados enfatizaram a importância de uma alimentação mais equilibrada e saudável, mostrando a relação direta entre os hábitos alimentares e o risco familiar. Conclusão: Conclui-se que o conhecimento sobre o consumo alimentar e risco familiar dos usuários da USF Boa Vista é de suma importância, pois fornece informações que permite a identificação de práticas alimentares saudáveis e não saudáveis, além da identificação dos riscos sociais e de saúde presentes em cada núcleo familiar, permitindo uma abordagem mais direcionada e eficaz. Com isso, as observações realizadas podem contribuir para a promoção da saúde e prevenção de doenças por meio de intervenções futuras.
Título do Evento
XXX Semana Científica UNIFASE/FMP
Cidade do Evento
Petrópolis
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana Científica
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LIMA, Kethlen Vitória De Paula et al.. CONSUMO ALIMENTAR E RISCO DE VULNERABILIDADE FAMILIAR DOS PACIENTES CADASTRADOS NA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA DO BOA VISTA - PETRÓPOLIS, RJ... In: Anais da Semana Científica. Anais...Petrópolis(RJ) UNIFASE/FMP, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/SCUNIFASEFMP2024/953437-CONSUMO-ALIMENTAR-E-RISCO-DE-VULNERABILIDADE-FAMILIAR-DOS-PACIENTES-CADASTRADOS-NA-UNIDADE-DE-SAUDE-DA-FAMILIA-DO. Acesso em: 31/08/2025

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