OTITE MÉDIA AGUDA COMPLICADA COM MASTOIDITE, UM RELATO DE CASO.

Publicado em 19/02/2025 - ISSN: 2675-8563

Título do Trabalho
OTITE MÉDIA AGUDA COMPLICADA COM MASTOIDITE, UM RELATO DE CASO.
Autores
  • Johanna Stockinger
  • Giulia da Matta
  • Mariana Ventura Soares Neves
  • Isadora faver
Modalidade
RELATOS DE CASO - casos raros, nunca ou pouco descritos na literatura, assim como situações que incluam formas inovadoras de diagnóstico e/ou tratamento.
Área temática
CUIDADO E HUMANIZAÇÃO EM SAÚDE - Cuidado em saúde transcende a realização de técnicas e aspectos físicos, contempla a compreensão do conceito ampliado de saúde, e envolve uma interação afetiva que respeita, acolhe e considera a diversidade da existência humana. Nesse contexto, a humanização significa dialogar com a singularidade de cada pessoa, reconhecendo suas crenças e valores, compartilhando assim um ambiente de cuidado implicado com a realidade, com as políticas públicas e com a necessidade dos coletivos que vivem nos territórios.
Data de Publicação
19/02/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/scunifasefmp2024/949785-otite-media-aguda-complicada-com-mastoidite-um-relato-de-caso
ISSN
2675-8563
Palavras-Chave
Otite Média; antibacteriano; mastoidite; epidemiologia descritiva; pediatria; periostite.
Resumo
Nosso projeto tem base no acompanhamento integral e diário de um escolar internado no Hospital Alcides Carneiro, no mês de agosto de 2024. Com o apoio e trabalho da equipe multidisciplinar do HEAC, o paciente foi devidamente acompanhado e acolhido durante toda a internação. Apesar da recorrência da doença, existe uma grande divergência na literatura médica sobre abordagem, sendo um extremo desafio. Dessa forma, é essencial entendermos a base do processo de adoecimento individualmente, valorizando as particularidades de cada indivíduo e entendendo ele como um todo, garantindo sua autonomia e protagonismo. O objetivo principal do trabalho é levar informação sobre essa patologia, os principais fatores de risco, manejo adequado, evitando assim diagnósticos e tratamentos errôneos, além de complicações maiores. A Otite Média Aguda (OMA) está relacionada a uma variedade de fatores de risco como, idade baixa, sexo masculino, uso de mamadeiras, exposição ao ambiente de creche, moradias superlotadas, falta de aleitamento materno, exposição ao fumo e principalmente a infecção de vias aéreas superiores. As complicações desse processo infeccioso se devem basicamente a extensão dessa infecção para outras regiões, sendo divididas em intratemporais (mastoide, região petrosa, labirinto) e em intracranianas (meninges, seio sigmoide) por contiguidade na maioria das vezes. Sendo a complicação mais comum, a mastoidite. A mastoidite ocorre por penetração da secreção da orelha média no antro da mastoide, que se dissemina para as demais células, sendo um processo de periosteíte e coalescência, com destruição dos septos e associação clínica com edema, calor, hiperemia, protusão do pavilhão, febre, apagamento do sulco retroauricular e otalgia. A incidência dessa complicação teve uma redução depois dos anos 80 após introdução da antibioticoterapia, porém tem-se observado recentemente aumento desta, tanto pelo uso inadequado de antibióticos, quanto pelo diagnostico errôneo feito por Tomografia Computadorizada de Mastoide, uma vez que, em toda Otite média ocorre um certo velamento da Mastoide, não significando a presença de mastoidite. O objetivo desse trabalho é relatar um caso clínico de complicação de OMA ocorrida no Hospital de Ensino Alcides Carneiro- Petrópolis (RJ) no ano de 2024, através da revisão de prontuário, após assinatura de termo de consentimento pelos responsáveis do paciente, com posterior discussão de suas evoluções e resultados terapêuticos, baseados na literatura atual. Ademais, foi realizada uma pesquisa ativa nos livros de altas do Hospital citado de 2018 até meados de 2024, com a relação de quantos casos foram internados com OMA e evoluíram com mastoidite na população infantil. A otite média aguda (OMA) é definida como um processo inflamatório da orelha média, com características, evolução e tratamentos clínicos diversos. Na maioria dos casos, está associada à infecção viral ou bacteriana de vias aéreas superiores, sendo muito associada a população infantil. O objetivo foi de relatar o caso de um escolar, de 5 anos, com histórico de OMA de repetição, que evoluiu com mastoidite e abcesso auricular. As informações foram obtidas por meio da revisão do prontuário, entrevista com os pais do paciente, registro fotográfico dos métodos diagnósticos que o paciente foi submetido e de sua evolução clínica. O caso relatado e publicações levantadas trazem à luz a discussão da terapêutica e manejo de pacientes com essa condição clínica atreladas aos principais fatores de risco, a fim de possibilitar melhora da qualidade de vida e abordagem correta do paciente. O tratamento objetiva a eliminação da infecção e prevenção de complicações, devendo ser iniciado antibiótico intravenoso empírico de amplo espectro para Streptococcus pneumoniae e ajustado quando resultado da cultura. A escolha inicial é cefalosporina de 3 geração (ceftriaxone) associada uma penicilina, como a oxacilina. Se necessidade de cobertura de anaeróbios ou Staphylococcus aureus com algum grau de resistência, a clindamicina e a vancomicina são boas opções terapêuticas. O tempo de tratamento depende muito da literatura e da unidade de saúde, sendo preconizado na maioria das vezes de 2-3 semanas e prolongamento se maiores complicações. Nosso paciente se manteve internado por 14 dias, sendo feito uso de Oxacilina (150mg kg dia) de 6 em 6 horas e Ceftriaxone (100 mg kg dia) de 24 em 24 horas com evolução positiva e regressão quase completa do edema. O relato apresentado mostra que o diagnóstico e abordagem correta da OMA e seus fatores de risco, previne complicações maiores. Além de salientar a importância do manejo correto se houver complicações. O conhecimento dos fatores de risco e dos sinais clínicos para complicações possibilitam um desfecho satisfatório e mitigam as possíveis complicações da doença. De acordo com a pesquisa realizada nos livros de altas do Hospital Alcides Carneiro nos anos de julho de 2018 até julho de 2024, com análise de 8058 pacientes internados, foi visto que apenas 71 obtiveram internações por OMA na enfermaria de pediatria, ou seja, menos de 1% do total. E desses 71 pacientes, 22 evoluíram com mastoidite, representando cerca de 30 % dos casos. Além disso, foi visto que a maioria das internações ocorreram no inverno (34%), com predomínio no sexo masculino (58%), com prevalência nas faixas etárias abaixo de 1 ano e de 5 anos. Contudo, é importante salientar que a pesquisa apresenta um viés, visto que, a maioria das crianças que internam por OMA já se apresentam com maior gravidade, recorrência ou falha terapêutica. Como próximos passos para o nosso estudo, pretendemos analisar os 21 casos encontrados no período de 2018 à 2024 de OMAs que evoluíram com mastoidite, para avaliarmos a terapia medicamentosa realizada, uma vez que este é um tópico de muita discordância na literatura.
Título do Evento
XXX Semana Científica UNIFASE/FMP
Cidade do Evento
Petrópolis
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana Científica
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

STOCKINGER, Johanna et al.. OTITE MÉDIA AGUDA COMPLICADA COM MASTOIDITE, UM RELATO DE CASO... In: Anais da Semana Científica. Anais...Petrópolis(RJ) UNIFASE/FMP, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/SCUNIFASEFMP2024/949785-OTITE-MEDIA-AGUDA-COMPLICADA-COM-MASTOIDITE-UM-RELATO-DE-CASO. Acesso em: 30/08/2025

Trabalho

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