COMUNICAÇÃO INCLUSIVA NO TRATAMENTO CARDIOVASCULAR: UMA PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO SOBRE A HAS.

Publicado em 19/02/2025 - ISSN: 2675-8563

Título do Trabalho
COMUNICAÇÃO INCLUSIVA NO TRATAMENTO CARDIOVASCULAR: UMA PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO SOBRE A HAS.
Autores
  • Luisa Behrens Assunção
  • ALEXIA CRISTINA DIAZ SANTANA
  • Fernanda Marques
  • Juliana Mendes Soares
  • Luisa Fortini Franco
  • mariana pessoa santos cardoso
  • Maria Eduarda Magalhães
  • Carlos Henrique Dumard
Modalidade
REVISÃO DE LITERATURA - pesquisa bibliográfica de natureza narrativa ou sistemática que se propõem a responder uma pergunta específica de forma objetiva, utilizando métodos rigorosos para recuperar, selecionar, descrever e sintetizar os resultados dos estudos incluídos.
Área temática
CUIDADO E HUMANIZAÇÃO EM SAÚDE - Cuidado em saúde transcende a realização de técnicas e aspectos físicos, contempla a compreensão do conceito ampliado de saúde, e envolve uma interação afetiva que respeita, acolhe e considera a diversidade da existência humana. Nesse contexto, a humanização significa dialogar com a singularidade de cada pessoa, reconhecendo suas crenças e valores, compartilhando assim um ambiente de cuidado implicado com a realidade, com as políticas públicas e com a necessidade dos coletivos que vivem nos territórios.
Data de Publicação
19/02/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/scunifasefmp2024/948939-comunicacao-inclusiva-no-tratamento-cardiovascular--uma-perspectiva-de-longo-prazo-sobre-a-has
ISSN
2675-8563
Palavras-Chave
Doenças cardiovasculares, Adesão ao tratamento, Hipertensão arterial sistêmica, Inclusão.
Resumo
Introdução: A Organização Mundial da Saúde projeta que as doenças cardiovasculares se tornem a principal causa de morte global até 2030, representando cerca de 35% das mortalidade total no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia e o Ministério da Saúde, existe uma relação direta entre demais doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio, e condições crônicas como a hipertensão arterial sistêmica (HAS). O tratamento a longo prazo dessas condições mais crônicas envolve o uso de múltiplos medicamentos e mudanças no estilo de vida, o que representa mais um contraponto para a adesão aos tratamentos, impactando na maior prevalência das cardiopatias. Cerca de 40% dos pacientes desistem do tratamento devido à falta de comunicação efetiva e suporte dinâmico prestados pelos serviços médicos. Assim, se torna evidente a importância de uma abordagem inclusiva que considere fatores socioeconômicos e educacionais para a adesão duradoura ao tratamento. Objetivos: A pesquisa visa esclarecer os principais fatores que contribuem para a baixa adesão à terapêutica das doenças cardiovasculares, focando em HAS. O estudo também busca evidenciar a importância de uma comunicação inclusiva e personalizada, considerando aspectos individuais como grau de escolaridade, disponibilidade para prática de exercícios, valores dos medicamentos e comunicação humanizada para melhorar a aderência e o prognóstico dos pacientes. Metodologia: O presente material se trata de uma revisão de literatura de caráter narrativo, baseada no método PRISMA de seleção, incluindo artigos das fontes Scielo e LILACS e conteúdos de bibliografias pertinentes com dados fornecidos nos últimos 15 anos. Os materiais foram selecionados com base nos termos específicos da área da saúde (DeCS/MESH), sendo eles: doenças cardiovasculares, adesão ao tratamento, hipertensão arterial sistêmica e inclusão. Artigos em português foram incluídos, enquanto dissertações, monografias e textos incompletos foram excluídos. Resultados: Inicialmente foram identificados 17 artigos (15 da Scielo e 2 da LILACS), onde 9 artigos foram excluídos por não serem relevantes, assim como 1 dissertação. Após triagem, as publicações restantes foram avaliadas por pelo menos 2 autores e resumidas. A hipertensão arterial está associada a eventos graves como morte súbita e infarto do miocárdio, sendo um fator central na aterosclerose. Além dos fatores genéticos e etários, o estilo de vida, contribui para a HAS. A adesão ao tratamento é influenciada por idade, estado civil, personalidade, falta de informação e de comunicação na relação médico-paciente. Determinantes sociais como renda e nível educacional impactam o acesso aos serviços de saúde. A Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 mostrou que 20% das pessoas com renda inferior a um salário mínimo enfrentam dificuldades no tratamento devido a custos e falta de acesso. Segundo relatórios da Sociedade Brasileira de Hipertensão, a adesão para o tratamento de HAS é melhor em regiões do país com maior infraestrutura de saúde, sendo frequentemente menor nas regiões Norte e Nordeste. Segundo um estudo com delineamento transversal realizado em duas Estratégias Saúde da Família (ESF) em um município da região Noroeste do estado do Rio Grande do Sul chamado ‘’Adesão ao tratamento farmacológico da hipertensão arterial na Atenção Primária à Saúde’’, dos 145 hipertensos analisados, verificou-se que o estado o civil e a renda familiar foram associados com a adesão ao tratamento da HAS, com diminuição da adesão entre aqueles que declararam não ter companheiro (a) e renda familiar mais baixa. Os hipertensos com renda familiar mais baixa apresentaram 4,17 vezes mais chances de ter baixa adesão, e os solteiros apresentam 2,66 mais chances de não aderirem ao tratamento. Além disso, o estudo mostrou que o uso estratégico de linhas medicamentosas é fundamental para o tratamento de longo prazo, visto que em relação à associação de medicamentos anti-hipertensivos, observou-se que quanto maior o número de medicamentos para a HAS associados, menor é a adesão ao tratamento. Quem faz uso de 2 ou mais medicamentos apresenta razão de prevalência de 4,32 (IC 95%: 1,78-10,45) de ser não aderente ao tratamento. Discussão: Os resultados mostram que os fatores socioeconômicos são capazes de sobrepor as prescrições médicas, principalmente quando elas não se fazem efetivas no ao esclarecimento da doença para o próprio paciente. Desse modo, a ausência de uma boa relação médico paciente dificulta a boa adesão terapêutica. Ademais, a comunicação precisa estar correlacionada com a realidade do paciente, visto que os fatores financeiros e de carga horária laboral podem comprometer a tomada de decisão desses indivíduos. Conclusão: Para uma melhor a adesão ao tratamento de HAS, é fundamental adotar uma abordagem inclusiva que considere as características individuais dos pacientes e os determinantes sociais de saúde. Além disso, esse acompanhamento medicamentoso deve ser institucionalizado e as políticas públicas devem abordar as desigualdades regionais, garantindo acesso equitativo a cuidados de saúde para promover melhores adesões e prognósticos.
Título do Evento
XXX Semana Científica UNIFASE/FMP
Cidade do Evento
Petrópolis
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana Científica
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ASSUNÇÃO, Luisa Behrens et al.. COMUNICAÇÃO INCLUSIVA NO TRATAMENTO CARDIOVASCULAR: UMA PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO SOBRE A HAS... In: Anais da Semana Científica. Anais...Petrópolis(RJ) UNIFASE/FMP, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/SCUNIFASEFMP2024/948939-COMUNICACAO-INCLUSIVA-NO-TRATAMENTO-CARDIOVASCULAR--UMA-PERSPECTIVA-DE-LONGO-PRAZO-SOBRE-A-HAS. Acesso em: 31/08/2025

Trabalho

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