MAMOPLASTIA DE REDUÇÃO E AMAMENTAÇÃO: UMA ESCOLHA ENTRE AUTOESTIMA E MATERNIDADE?

Publicado em 19/02/2025 - ISSN: 2675-8563

Título do Trabalho
MAMOPLASTIA DE REDUÇÃO E AMAMENTAÇÃO: UMA ESCOLHA ENTRE AUTOESTIMA E MATERNIDADE?
Autores
  • Luisa Behrens Assunção
  • ALEXIA CRISTINA DIAZ SANTANA
  • Fernanda Marques
  • Juliana Mendes Soares
  • Luisa Fortini Franco
  • mariana pessoa santos cardoso
  • Carlos Vinicius Pereira Leite
Modalidade
REVISÃO DE LITERATURA - pesquisa bibliográfica de natureza narrativa ou sistemática que se propõem a responder uma pergunta específica de forma objetiva, utilizando métodos rigorosos para recuperar, selecionar, descrever e sintetizar os resultados dos estudos incluídos.
Área temática
CUIDADO E HUMANIZAÇÃO EM SAÚDE - Cuidado em saúde transcende a realização de técnicas e aspectos físicos, contempla a compreensão do conceito ampliado de saúde, e envolve uma interação afetiva que respeita, acolhe e considera a diversidade da existência humana. Nesse contexto, a humanização significa dialogar com a singularidade de cada pessoa, reconhecendo suas crenças e valores, compartilhando assim um ambiente de cuidado implicado com a realidade, com as políticas públicas e com a necessidade dos coletivos que vivem nos territórios.
Data de Publicação
19/02/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/scunifasefmp2024/948857-mamoplastia-de-reducao-e-amamentacao--uma-escolha-entre-autoestima-e-maternidade
ISSN
2675-8563
Palavras-Chave
Amamentação, Mamoplastia, Cirurgia estética, Orientação profissional, Aleitamento materno.
Resumo
Introdução: As cirurgias plásticas de mama estão cada vez mais prevalentes entre as mulheres dos dias atuais, sobretudo em idades de período reprodutivo. Em 2022, no Brasil, foram realizadas mais de 542.970 cirurgias mamárias, das quais 91.909 foram mamoplastias redutoras, com média de idade de 28,5 anos para as mulheres que se submeteram a essa cirurgia. No entanto, a relação entre mamoplastia redutora e amamentação ainda é um tema cercado de incertezas. Isso cria um dilema social em que as mulheres, ao optarem por melhorar sua autoestima através da cirurgia, podem ser vistas como comprometendo sua capacidade de amamentar, uma prática fortemente incentivada por órgãos como a Organização Mundial de Saúde, que recomenda a amamentação exclusiva por seis meses e até dois anos ou mais. Objetivo: O objetivo deste estudo é revisar a literatura sobre o impacto da mamoplastia redutora na amamentação, identificando os fatores que influenciam esse processo. Além disso, o estudo pretende discutir a pressão social sobre as mulheres e o papel dos profissionais de saúde nesse contexto. Metodologia: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura utilizando o método PRISMA. As bases de dados PubMed e Biblioteca Nacional de Saúde foram consultadas para artigos publicados entre 2000 e 2024. Os termos de busca incluíram "Breast reduction surgery", "breastfeeding", "mamoplastia de redução" e "amamentação". Foram incluídos estudos em português e inglês, focados em cirurgias realizadas antes do parto, em mulheres sem patologias mamárias. Excluíram-se dissertações, monografias e textos incompletos. Resultados: Dos 23 artigos encontrados(15 advindos do PubMed e 8 da Biblioteca Virtual em Saúde), 14 foram excluídos por irrelevância. Após a triagem, as nove publicações restantes foram avaliadas por pelo menos dois autores e resumidas. Os nove estudos restantes indicam que a amamentação pode ser afetada pela mamoplastia redutora. A amamentação foi considerada bem-sucedida quando sua duração foi superior ou igual a duas semanas. A preservação do pedículo vertical não demonstrou impacto negativo significativo no ato de amamentar, sendo este comparável ao de mulheres que não passaram pela cirurgia. No entanto, entre as mulheres que realizaram a cirurgia, apenas 19,2% amamentaram exclusivamente, 10,3% amamentaram com suplementação de fórmula, 17,8% não obtiveram sucesso na tentativa de amamentação, enquanto 52,6% não tentaram. Dentro do grupo que não tentou amamentar, 21% atribuíram essa decisão ao desencorajamento de profissionais de saúde. As técnicas cirúrgicas que preservaram a coluna de parênquima subareolar, mostraram melhores resultados de amamentação em comparação com aquelas que preservaram apenas parcialmente(75%) ou não preservaram(4%). Os dados também indicam que a cirurgia redutora de mama pode ter um impacto negativo multifatorial na amamentação. Devido a isso, evidenciou-se a necessidade de um atendimento individualizado para cada mulher. Entre as que não obtiveram sucesso, 30% apontaram a falta de encorajamento e a relutância de serviços de saúde como a causa principal. Outras 19% relataram leite insuficiente e 14% mencionaram dor e infecção no mamilo. Além disso, a chance de uma criança ser alimentada com uma dieta não exclusiva, conforme recomendado pela OMS, foi cinco vezes superior em mães que realizaram a mamoplastia redutora previamente ao nascimento do filho, em comparação com aquelas que não realizaram o procedimento. Discussão: Os resultados indicam que a mamoplastia redutora pode ter um impacto variável na amamentação, dependendo das técnicas cirúrgicas utilizadas e da preservação das estruturas mamárias. As mulheres que preservaram completamente o parênquima subareolar apresentaram taxas mais altas de sucesso na amamentação. Entretanto, o apoio pós-operatório e a orientação fornecida pelos profissionais de saúde também desempenham um papel crucial. O desencorajamento de amamentar por parte dos profissionais foi um fator relatado por um número significativo de mulheres, revelando a necessidade de maior capacitação dos profissionais para fornecerem informações imparciais e realistas sobre os efeitos da cirurgia. A pressão social para que as mulheres conciliem as expectativas estéticas com o ideal materno de amamentar, reforça a importância de um acompanhamento multidisciplinar que leve em conta os dilemas pessoais e familiares. Os profissionais de saúde têm um papel crucial no fornecimento de informação imparcial e realista sobre as consequências desse procedimento. O diálogo bem esclarecido e a orientação personalizada são essenciais para a escolha da mulher, considerando suas aspirações estéticas e de maternidade. Conclusão: A revisão de literatura sugere que a mamoplastia redutora pode impactar a amamentação, com variáveis como a técnica cirúrgica e o suporte médico sendo fatores determinantes para o sucesso. O cenário social e cultural impõe às mulheres expectativas conflitantes entre autoestima e maternidade, destacando a necessidade de uma abordagem mais transparente e informada para a escolha cirúrgica. Profissionais de saúde devem ser capacitados para fornecer orientações claras e individualizadas, promovendo a conciliação entre os desejos pessoais da mulher e suas responsabilidades maternas.
Título do Evento
XXX Semana Científica UNIFASE/FMP
Cidade do Evento
Petrópolis
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana Científica
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ASSUNÇÃO, Luisa Behrens et al.. MAMOPLASTIA DE REDUÇÃO E AMAMENTAÇÃO: UMA ESCOLHA ENTRE AUTOESTIMA E MATERNIDADE?.. In: Anais da Semana Científica. Anais...Petrópolis(RJ) UNIFASE/FMP, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/SCUNIFASEFMP2024/948857-MAMOPLASTIA-DE-REDUCAO-E-AMAMENTACAO--UMA-ESCOLHA-ENTRE-AUTOESTIMA-E-MATERNIDADE. Acesso em: 31/08/2025

Trabalho

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