PRINCIPAIS FATORES DE RISCO ASSOCIADOS A PACIENTES COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

Publicado em 19/02/2025 - ISSN: 2675-8563

Título do Trabalho
PRINCIPAIS FATORES DE RISCO ASSOCIADOS A PACIENTES COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
Autores
  • Laura Rodrigues Melo
  • Maria Luisa Campanat
  • José Maurício Barreto de Salles
  • Guilherme Bandeira Vaz
  • Gabriel Couto Figueirinha
  • João Victor Gonçalves Bramili
  • Rafael Barreto Nogueira De Moraes
  • Matheus Barreto Nogueira De Moraes
Modalidade
PESQUISAS CIENTÍFICAS - aquelas que são fruto de pesquisa empírica dentro dos parâmetros do método científico.
Área temática
CUIDADO E HUMANIZAÇÃO EM SAÚDE - Cuidado em saúde transcende a realização de técnicas e aspectos físicos, contempla a compreensão do conceito ampliado de saúde, e envolve uma interação afetiva que respeita, acolhe e considera a diversidade da existência humana. Nesse contexto, a humanização significa dialogar com a singularidade de cada pessoa, reconhecendo suas crenças e valores, compartilhando assim um ambiente de cuidado implicado com a realidade, com as políticas públicas e com a necessidade dos coletivos que vivem nos territórios.
Data de Publicação
19/02/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/scunifasefmp2024/948627-principais-fatores-de-risco-associados-a-pacientes-com-hipertensao-arterial-sistemica
ISSN
2675-8563
Palavras-Chave
hipertensão, sedentarismo, tabagismo, sobrepeso, obesidade, fatores de risco
Resumo
INTRODUÇÃO: Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), se trata de uma condição clínica multifatorial, caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressólicos = 140 e/ou 90 mmHg. Frequentemente é associada a distúrbios metabólicos, alterações funcionais e/ou estruturais de órgãos alvo, sendo agravada pela presença de outros fatores de risco, como o tabagismo, o sobrepeso e o sedentarismo. O tabagismo é reconhecido pelo Instituto Nacional do Câncer como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina, presente nos produtos à base de tabaco. O sobrepeso, de acordo com o Ministério da Saúde, é uma condição caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal, acima do padrão considerado saudável e indicado pelo IMC (índice de massa corporal). Já o sedentarismo é definido pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte como uma prática de atividades físicas leves inferior a 150 minutos por semana. Considerando isso, de acordo com os dados mais recentes apresentados no DATASUS e literatura científica - que serão abordados mais à frente - grande parte dos pacientes portadores de HAS possuem, pelo menos, um desses fatores de risco, podendo implicar diretamente na qualidade de vida e longevidade desses indivíduos PERGUNTA DE INVESTIGAÇÃO: Qual é a relação entre tabagismo, sobrepeso e sedentarismo com a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)? OBJETIVO: Analisar a relação entre tabagismo, sobrepeso e sedentarismo com a Hipertensão Arterial Sistêmica MÉTODOS: Foram utilizados dados do DATASUS para o desenvolvimento de gráficos que mostram a relação da HAS com o sedentarismo, tabagismo e sobrepeso. Para isso, foi consultado o TabNet Win32 3.0 na aba “Epidemiológicas e Morbidade” e subtópico “Hipertensão e Diabetes (HIPERDIA). Dentro dessa área, foi selecionado o tópico “Hiperdia - Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos - desde 2002” e como abrangência geográfica foi escolhido o estado do Rio de Janeiro. Após isso, o banco de dados acessado foi o “Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos - Rio de Janeiro” e foram selecionadas Linha “Município”, Coluna “Ano”, Conteúdo “Hipertensão”, Períodos disponíveis “Jan/2008 - Dez/2012” e Seleções disponíveis “Tabagismo, sedentarismo e sobrepeso” O segundo gráfico foi gerado a partir da aba “Estatísticas Vitais” do TabNet Win32 3.0, subtópico “Mortalidade - desde 1996 pela CID-10". Após isso, na área dessa aba, foi selecionado o tópico “Mortalidade geral” e abrangência geográfica “Rio de Janeiro”. Com isso, o banco de dados acessado foi o “Mortalidade - Rio de Janeiro” e foram selecionadas Linha “Município”, Coluna “Ano do óbito”, Conteúdo “Óbitos p/ Residência”, Períodos disponíveis “2008 - 2012” e Seleções disponíveis “Causa CID – BR – 10 - Doenças Hipertensivas”. RESULTADOS: Com base nesses gráficos, torna-se evidente a relação entre HAS, obesidade, sedentarismo e tabagismo. Isso porque, à medida que a passagem de anos ocorre, da mesma forma que o número de hipertensos tabagistas, obesos e sedentários cai de 2009 a 2012 de 1.749 para 1.040, a taxa de mortalidade por doenças hipertensivas cai proporcionalmente, indo de 6.392 até 5.860. Ademais, à proporção que o número de hipertensos tabagistas, obesos e sedentários se eleva entre 2008 e 2009, de 1.173 para 1.749, o número de óbitos por hipertensão também aumentou, indo de 6.087 para 6.392. Dessa maneira, consolida-se uma vinculação entre essa doença e as comorbidades DISCUSSÃO: De acordo com os gráficos gerados, é possível estabelecer uma relação de piora do quadro de HAS quando associados à obesidade, tabagismo e sedentarismo. Semelhantemente ao que foi indicado, Freitas et al (2012) realizaram uma revisão integrativa demonstrando que um indicador para o desenvolvimento e fator de risco da HAS é a obesidade. Calcula-se que um terço da população infantil obesa apresente elevação nos níveis pressóricos arteriais. Além disso, na coleta de dados do estudo foram observados como fatores de risco de alta relevância o tabagismo, sobrepeso e a realização insuficiente de atividades físicas, além dos antecedentes familiares e consumo de álcool, salientando a ideia da pesquisa realizada. Acerca do sedentarismo, LAVÔR, Layanne Cristina de Carvalho et al (2020) apresentaram um estudo o qual foi apontado que os sedentários possuem razão de prevalência 1,53 vezes maior para hipertensão quando comparados aos ativos, ratificando a hipótese do artigo vigente. Por fim, o levantamento de dados realizado por Jardim et al (2007) demonstrou que diversos indicadores de HAS e outros fatores de risco cardiovasculares (sobrepeso e obesidade) se encontraram elevados. Por fim, em relação ao tabagismo, PESSUTO, J. e CARVALHO, E.C. (1998) reiteraram em seu trabalho o prejuízo do uso contínuo da nicotina como fator de risco para o desenvolvimento e piora do quadro da HAS. Segundo os autores, a nicotina é prejudicial ao organismo. Nesse sentido, tal afirmativa preconiza os riscos envolvidos na utilização dessa substância no que diz respeito à vitalidade do aparelho circulatório - exemplificados pelas doenças hipertensivas - que foram abordados nesse artigo. CONCLUSÃO:A HAS possui relação com a obesidade, sedentarismo e tabagismo, uma vez que são considerados fatores de risco, culminando no desenvolvimento ou na piora do quadro dessa doença. Os dados obtidos através da produção de gráficos pelo TabNet Win32 3.0 demonstram uma proporcionalidade entre as doenças hipertensivas e as comorbidades apresentadas. Posto isso, percebe-se a necessidade de implementação de políticas públicas voltadas para a prevenção da HAS e de seus fatores de risco, uma vez que, segundo Nilson, Andrade, Brito e De (2020), os custos atribuíveis no controle da hipertensão, diabetes e obesidade no Sistema Único de Saúde ultrapassaram 3 bilhões de reais, evidenciando uma grande carga econômica para o tratamento dessas condições.
Título do Evento
XXX Semana Científica UNIFASE/FMP
Cidade do Evento
Petrópolis
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana Científica
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MELO, Laura Rodrigues et al.. PRINCIPAIS FATORES DE RISCO ASSOCIADOS A PACIENTES COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA.. In: Anais da Semana Científica. Anais...Petrópolis(RJ) UNIFASE/FMP, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/SCUNIFASEFMP2024/948627-PRINCIPAIS-FATORES-DE-RISCO-ASSOCIADOS-A-PACIENTES-COM-HIPERTENSAO-ARTERIAL-SISTEMICA. Acesso em: 31/08/2025

Trabalho

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