COBERTURA VACINAL NO BRASIL (2018 A 2022): BCG, HEPATITE B, ROTAVÍRUS HUMANO, FEBRE AMARELA E POLIOMIELITE

Publicado em 19/02/2025 - ISSN: 2675-8563

Título do Trabalho
COBERTURA VACINAL NO BRASIL (2018 A 2022): BCG, HEPATITE B, ROTAVÍRUS HUMANO, FEBRE AMARELA E POLIOMIELITE
Autores
  • leticia chaves sias quadros
  • Mel Silveira Barreto
  • Patricia Boccolini
Modalidade
PESQUISAS CIENTÍFICAS - aquelas que são fruto de pesquisa empírica dentro dos parâmetros do método científico.
Área temática
CUIDADO E HUMANIZAÇÃO EM SAÚDE - Cuidado em saúde transcende a realização de técnicas e aspectos físicos, contempla a compreensão do conceito ampliado de saúde, e envolve uma interação afetiva que respeita, acolhe e considera a diversidade da existência humana. Nesse contexto, a humanização significa dialogar com a singularidade de cada pessoa, reconhecendo suas crenças e valores, compartilhando assim um ambiente de cuidado implicado com a realidade, com as políticas públicas e com a necessidade dos coletivos que vivem nos territórios.
Data de Publicação
19/02/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/scunifasefmp2024/948624-cobertura-vacinal-no-brasil-(2018-a-2022)--bcg-hepatite-b-rotavirus-humano-febre-amarela-e-poliomielite
ISSN
2675-8563
Palavras-Chave
Cobertura vacinal; Imunização; Brasil; BCG; Hepatite B; Rotavírus humano; Poliomielite; Febre amarela
Resumo
Introdução: A vacinação é um dos avanços da medicina mais efetivos e de menor custo, fundamental para o controle, erradicação e redução da mortalidade por doenças infecciosas. O método consiste na inoculação de antígenos específicos no organismo do indivíduo para estimular o sistema imunológico a desenvolver uma resposta protetora, sem causar a doença. Este processo de imunização ativa o sistema imunológico adaptativo, criando uma "memória imunológica" que permite ao organismo reconhecer e combater rapidamente a infecção caso ocorra uma exposição futura. A imunização, além de proteger o indivíduo vacinado, é crucial para a saúde pública, porque contribui para a imunidade de rebanho. Quando uma proporção significativa da população é imunizada, a propagação do patógeno é reduzida, protegendo aqueles que não podem ser vacinados devido a contraindicações médicas, como imunossupressão ou alergias graves a componentes da vacina. A eficácia da vacinação na prevenção de doenças é sustentada por robustos estudos epidemiológicos e ensaios clínicos controlados, que monitoram não apenas a resposta imunológica, mas também os efeitos adversos potenciais. Com o avanço da tecnologia de RNA mensageiro e outras plataformas inovadoras, a vacinação tornou-se uma ferramenta ainda mais poderosa no enfrentamento de pandemias emergentes, como a COVID-19, reforçando a importância da imunização no contexto da saúde global. A vacina é considerada, por especialistas, como uma das maiores descobertas da ciência. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela conseguiu poupar cerca de três milhões de vidas por ano. No Brasil, a cobertura vacinal vem diminuindo, especialmente no público infantil, fazendo com que doenças que tiveram suas taxas diminuídas, voltem a se manifestar, podendo causar sequelas e até mesmo, levar à morte. Objetivos: Identificar o padrão de cobertura vacinal no Brasil, entre os anos de 2018 e 2022, e discutir suas possíveis causas e consequências. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, construído a partir de dados coletados do DataSUS, através da ferramenta TabNet. Foram incluídos os dados disponibilizados na aba Assistência à Saúde - Imunizações, entre 2018 e 2022, referentes às vacinas BCG, hepatite B (idade <= 30 dias), rotavírus humano, febre amarela e poliomielite. A taxa de cobertura vacinal é calculada pela divisão entre o total de últimas doses da vacina em questão e a população alvo estimada, multiplicando por 100. Resultados: Entre os anos analisados, 2018 foi o com maior cobertura das vacinas BCG, hepatite B e rotavírus. Já em relação à febre amarela e à poliomielite, o ano com maior taxa de imunização foi em 2019. Houve uma queda das taxas das vacinas BCG, hepatite B, rotavírus humano e poliomielite ao longo dos 5 anos, com uma diferença numérica de, respectivamente, 9,66, 5,67, 14,73, 5,12. Por outro lado, a vacinação de febre amarela aumentou em 1,17 durante o período analisado. Observa-se, também, uma leve queda total da cobertura vacinal durante os anos de 2020 e 2021, em razão, possivelmente, da pandemia de COVID-19. Discussão: O presente estudo identificou um aumento na vacinação de febre amarela durante os anos analisados, o que pode ser explicado por uma concentração maior de casos, principalmente por conta dos surtos em 2020 e nos anos seguintes, gerando preocupação na população brasileira. Por ser uma zoonose, os novos casos dessa doença podem ter origem no crescente desmatamento e na urbanização, destruindo o habitat natural dos vetores e aumentando o contato entre eles e os humanos. Dessa forma, a elevação da sua taxa de vacinação pode ter ocorrido devido a maiores campanhas de incentivo, já que o número aumentado de casos chamou a atenção do Estado. Contudo, a queda na cobertura das outras vacinas analisadas pode ser explicada por diversos fatores, entre eles, a falta de convívio da geração dos pais com doenças menos recorrentes atualmente, como a tuberculose e a poliomielite, gerando uma falsa sensação de segurança e fazendo com que a vacinação seja considerada menos necessária. A presença de efeitos colaterais em uma pequena parte da população vacinada, também contribui com a baixa adesão ao calendário vacinal. Além disso, há a presença constante e progressiva do movimento antivacina no Brasil. Esse grupo prega que as vacinas são ineficazes ou que seus malefícios superam seus benefícios, buscando respaldo em crenças pessoais, emoções, com embasamento filosófico, espiritual ou até político, para provar que o uso de vacinas ameaça a população, contrariando as comprovações científicas. O movimento ganhou força com a disseminação virtual de notícias falsas, que levantam algumas teorias sobre a vacinação. Elas englobam a suposta ideia de que vacinas causam distúrbios psicológicos, podem levar a sobrecarga imunológica, contêm metais pesados prejudiciais à saúde ou que são uma tentativa de realizar um controle populacional. Isso tudo promove a descrença nas instituições de saúde do país e incentiva a não adesão às campanhas de vacinação, expondo a população ao ressurgimento de mazelas. Conclusão: É possível observar uma tendência preocupante de queda na cobertura vacinal no Brasil entre 2018 e 2022, especialmente para vacinas como BCG, hepatite B, rotavírus humano e poliomielite, enquanto a febre amarela registrou um aumento devido a surtos recentes. Dentre os fatores que contribuem para essa diminuição na adesão às vacinas, estão a falta de percepção de risco, o receio de efeitos colaterais, e o impacto do movimento antivacina. Essa redução na cobertura vacinal pode resultar no ressurgimento de doenças previamente controladas e em um aumento da vulnerabilidade da população não vacinada e também dos grupos que dependem da imunidade de rebanho. Portanto, é essencial a tomada de medidas para reforçar a confiança pública nas vacinas, combater a desinformação, e promover um aumento na cobertura vacinal para a proteção da saúde pública.
Título do Evento
XXX Semana Científica UNIFASE/FMP
Cidade do Evento
Petrópolis
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana Científica
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

QUADROS, leticia chaves sias; BARRETO, Mel Silveira; BOCCOLINI, Patricia. COBERTURA VACINAL NO BRASIL (2018 A 2022): BCG, HEPATITE B, ROTAVÍRUS HUMANO, FEBRE AMARELA E POLIOMIELITE.. In: Anais da Semana Científica. Anais...Petrópolis(RJ) UNIFASE/FMP, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/SCUNIFASEFMP2024/948624-COBERTURA-VACINAL-NO-BRASIL-(2018-A-2022)--BCG-HEPATITE-B-ROTAVIRUS-HUMANO-FEBRE-AMARELA-E-POLIOMIELITE. Acesso em: 31/08/2025

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