REABSORÇÃO RADICULAR APICAL EXTERNA APÓS TRATAMENTO ORTODÔNTICO

Publicado em 19/02/2025 - ISSN: 2675-8563

Título do Trabalho
REABSORÇÃO RADICULAR APICAL EXTERNA APÓS TRATAMENTO ORTODÔNTICO
Autores
  • Quezia de Oliveira
  • Ana Clara Carvalho dos Reis Rodrigues
  • Mariane Ribeiro de Oliveira Batista
  • Beatrice Soares
  • Tayane Marques
Modalidade
RELATOS DE CASO - casos raros, nunca ou pouco descritos na literatura, assim como situações que incluam formas inovadoras de diagnóstico e/ou tratamento.
Área temática
SABERES TRADICIONAIS E EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE - A Educação Popular em Saúde é orientada pelos princípios do diálogo, da amorosidade, da problematização, da construção compartilhada do conhecimento, emancipação e do compromisso com a construção do projeto democrático e popular Historicamente, este campo surgiu ligado aos movimentos de forças políticas e populares, na ruptura da educação verticalizada e prescritiva, com valorização do sujeito orgânico, na recuperação de sua qualidade de vida e sua autonomia cidadã. Esta abordagem visa a integração de saberes técnicos e populares, considerando os saberes tradicionais como conjunto de informações não sistematizadas de comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhos e caiçaras, adquiridas por meio de sua vivência junto à natureza, da observação e experimentação de procedimentos e resultados, valorizando a ancestralidade e o empoderamento destas comunidades.
Data de Publicação
19/02/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/scunifasefmp2024/948407-reabsorcao-radicular-apical-externa-apos-tratamento-ortodontico
ISSN
2675-8563
Palavras-Chave
tratamento ortodôntico, reabsorção apical, reabsorção radicular externa
Resumo
Fatores como a predisposição genética, velocidade acelerada, tempo prolongado e alta intensidade de força aplicada no tratamento podem ser citados como responsáveis a adversidades resultantes do tratamento ortodôntico, sendo os dois últimos mais frequentemente descritos na literatura. Uma sequela que pode ser citada decorrente desse recurso terapêutico é a reabsorção radicular apical externa (RRAE) após aplicação dos procedimentos ortodônticos. O elemento dentário mais comumente afetado é o incisivo central e apesar de 32% dos pacientes ortodônticos desenvolverem algum grau de reabsorção, cerca de 5% desses apresentam reabsorção maior que cinco mm. Na movimentação proveniente do tratamento ortodôntico, ocorre um processo inflamatório, principalmente no ápice radicular, podendo gerar a RRAE. O objetivo do presente trabalho é relatar um caso clínico acerca da reabsorção radicular apical externa ocorrida posteriormente ao tratamento ortodôntico, a fim de ampliar o conhecimento sobre o assunto e estimular o desenvolvimento de novos estudos sobre o tema supracitado. Paciente do sexo feminino, 22 anos de idade, compareceu à clínica de Atenção Básica V com sensibilidade no elemento 46, agravando com frio e ao comer doce. O exame radiográfico mostrou um alargamento do espaço do ligamento periodontal devido ao recente tratamento ortodôntico, e nada sugestivo de lesão cariosa ou lesão periapical, neste elemento não havia nenhuma reabsorção externa ou interna. Este elemento foi avaliado e a conclusão foi que seria necessário esperar o tempo hábil para a deposição óssea após tratamento ortodôntico, e clinicamente foi observado uma retração expondo o colo do dente, e esta era a causa da sensibilidade. Em compensação, o elemento 45 chamou atenção devido a sua reabsorção radicular externa apical, com sua raiz mais curta que os outros elementos, além de também possuir o alargamento do espaço do ligamento periodontal. O tratamento ortodôntico da paciente foi finalizado em 1 ano (11 de setembro de 2023). Foram feitas radiografias periapicais dos outros pré-molares para verificar se também poderia ter ocorrido reabsorção, e foi confirmada também nos elementos 15, 25 e 35, além do aumento do espaço do ligamento periodontal em outros elementos também. A conduta recomendada para esta paciente foi o uso de dessensibilizante no elemento 46, no qual existe a sensibilidade, e acompanhamento clínico e radiográfico das reabsorções nos segundos pré-molares. A reabsorção radicular é um fenômeno multifatorial que pode acontecer durante ou após a terapia ortodôntica, resultando na deterioração da estrutura dental, com o encurtamento da raiz dentária, em casos extremos, mobilidade ou perda do dente. Esse processo pode ser classificado como interno ou externo, dependendo de onde se inicia. Os fatores de risco para as reabsorções dentárias na prática ortodôntica são: traumatismo dentário prévio; reabsorção dentária existente previamente ao tratamento ortodôntico; raízes triangulares; ápices afilados; ápices com dilaceração radicular; raízes curtas com menos que 1,6 vezes a coroa; crista óssea alveolar retangular; movimentos extensos; extrações dentárias no tratamento; mecânicas intrusivas; uso de elásticos intermaxilares; tempo de tratamento prolongado; retratamento ortodôntico; movimento dentário e/ou ancoragem nas corticais; áreas ósseas densas ou esclerosadas; anodontia parcial; concentração de forças. Após o término do tratamento ortodôntico, há uma possibilidade dos dentes retornarem às suas posições originais, uma vez que a estrutura óssea, os músculos e os tecidos moles da boca necessitam se adaptar ao novo alinhamento. O tratamento ortodôntico, no entanto, possui riscos intrínsecos que são inevitáveis e, embora considerados clinicamente aceitáveis quando geridos adequadamente, precisam ser levados em conta. Os efeitos adversos podem ser locais, como trauma ao esmalte, dor, desmineralização, cáries, alterações indesejadas no perfil dentário e reabsorção das raízes; ou sistêmicos, incluindo reações alérgicas, síndrome da fadiga crônica, infecções cruzadas e endocardite infecciosa. Vários estudos indicam que os dentes expostos a forças ortodônticas apresentam uma reabsorção radicular consideravelmente maior em comparação aos dentes que não sofrem essas forças, o que sugere que as forças ortodônticas desempenham um papel significativo na reabsorção. Quando são aplicadas forças intensas, as lacunas se formam de maneira mais rápida e o processo de reparação dos tecidos pode não ser adequado. Além disso, a aplicação de forças contínuas resulta em uma reabsorção radicular mais acentuada do que a aplicação de forças intermitentes. A falta de tempo para a recuperação dos vasos sanguíneos danificados e de outros tecidos periodontais parece contribuir para um aumento na reabsorção radicular. Dentre os diversos tipos de movimentos, os que envolvem torque e intrusão são os que mais se relacionam com a reabsorção da raiz. Atualmente, a força considerada ideal é aquela que possui magnitude e características (como o intervalo de aplicação e a variação da intensidade) capazes de promover o deslocamento dental necessário sem causar danos aos tecidos e proporcionando máximo conforto ao paciente. Essa força ideal pode variar significativamente entre indivíduos e dentes, e ainda não há evidências científicas definitivas sobre o nível de força recomendado para otimizar a eficiência na ortodontia clínica. A maioria das pesquisas mostra uma correlação positiva entre a duração do tratamento ortodôntico e a reabsorção radicular; assim, quanto mais tempo as raízes ficam expostas às forças ortodônticas, maior será a reabsorção radicular.
Título do Evento
XXX Semana Científica UNIFASE/FMP
Cidade do Evento
Petrópolis
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana Científica
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Quezia de et al.. REABSORÇÃO RADICULAR APICAL EXTERNA APÓS TRATAMENTO ORTODÔNTICO.. In: Anais da Semana Científica. Anais...Petrópolis(RJ) UNIFASE/FMP, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/SCUNIFASEFMP2024/948407-REABSORCAO-RADICULAR-APICAL-EXTERNA-APOS-TRATAMENTO-ORTODONTICO. Acesso em: 31/08/2025

Trabalho

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