AVALIAÇÃO DAS NOTIFICAÇÕES DE HIV/AIDS ENTRE AS DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS DE 2012 A 2022 NO BRASIL

Publicado em 19/02/2025 - ISSN: 2675-8563

Título do Trabalho
AVALIAÇÃO DAS NOTIFICAÇÕES DE HIV/AIDS ENTRE AS DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS DE 2012 A 2022 NO BRASIL
Autores
  • Isabela de Lima Del Águila Farag
  • Carol Galeb Mossi
  • juliana lontra
  • Áquila Henrique Da Silva
  • Cristian Henrique Alves Lindoso
  • Gabriel Ventura Henriques da Costa
  • Julyana Gall da Silva
Modalidade
PESQUISAS CIENTÍFICAS - aquelas que são fruto de pesquisa empírica dentro dos parâmetros do método científico.
Área temática
CUIDADO E HUMANIZAÇÃO EM SAÚDE - Cuidado em saúde transcende a realização de técnicas e aspectos físicos, contempla a compreensão do conceito ampliado de saúde, e envolve uma interação afetiva que respeita, acolhe e considera a diversidade da existência humana. Nesse contexto, a humanização significa dialogar com a singularidade de cada pessoa, reconhecendo suas crenças e valores, compartilhando assim um ambiente de cuidado implicado com a realidade, com as políticas públicas e com a necessidade dos coletivos que vivem nos territórios.
Data de Publicação
19/02/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/scunifasefmp2024/925837-avaliacao-das-notificacoes-de-hivaids-entre-as-diferentes-faixas-etarias-de-2012-a-2022-no-brasil
ISSN
2675-8563
Palavras-Chave
HIV, Sorodiagnóstico da AIDS, Grupos Etários
Resumo
INTRODUÇÃO: De acordo com o Ministério da Saúde, o HIV/Aids pode ser caracterizado como uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível), causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana, sendo transmitido por meio de materiais, como perfurocortantes, pela troca de mucosas da mãe para a criança ou por contato sexual, sem preservativos de barreira, com indivíduos soropositivos. O vírus do HIV/Aids é um retrovírus que ataca principalmente o Sistema Imunológico, afetando especialmente os linfócitos T-CD4+, enfraquecendo o sistema imunológico e tornando o corpo mais vulnerável a patologias. Embora não haja cura conhecida, a evolução do tratamento ao longo dos anos, como os diagnósticos e métodos de prevenção, permite com que as pessoas diagnosticadas com HIV/Aids tenham uma boa qualidade de vida. O Brasil adota a estratégia de prevenção combinada, preconizada pela UNAIDS, que inclui uso de preservativos, testagem regular (disponíveis nos PSFs e UPAs), tratamento precoce para HIV/Aids e outras ISTs, a prevenção da transmissão materno-infantil durante a gestação, e profilaxias de pré-exposição (PrEP) e pós-exposição (PEP). O Ministério da Saúde, em dezembro de 2023, estimou que um milhão de pessoas vivam com HIV/Aids no Brasil, e essa alta prevalência reforça a grande importância epidemiológica e social do estudo. Não só isso, mas o estigma gerado acerca do tema dificulta a busca por diagnóstico, tratamento, conscientização e disseminação de conhecimento. É importante esclarecer também como as notificações da doença se comportam em relação à faixa etária, pois pode direcionar futuras pesquisas e planos de ação para grupos de idade específicos. Logo, a pesquisa é relevante para possibilitar um levantamento de informações e dados acerca das taxas de HIV/Aids no Brasil, da necessidade do diagnóstico e do tratamento, além de combater os estigmas relacionados à doença, que tanto dificultam sua erradicação, com base nos dados epidemiológicos coletados. OBJETIVOS: O objetivo desta pesquisa é analisar como os casos de HIV/Aids se comportaram ao longo dos anos de 2012 a 2022 no Brasil, explorando e comparando os dados notificados entre as diferentes faixas etárias. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo com abordagem quantitativa, descritiva, e de caráter temporal baseado nos casos de HIV/Aids notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no período de janeiro de 2012 a dezembro de 2022. Os dados foram retirados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), e foi analisada a frequência dos diagnósticos de HIV/Aids por ano segundo a capital de residência no Brasil, comparando as diferentes faixas etárias. Não foi necessária a aprovação do Comitê de Ética, pois é um estudo baseado em um banco de dados público. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Entre 2012 e 2022 houve uma diminuição de cerca de 14% nas notificações de HIV/Aids no Brasil. Entre 2012 e 2019, houve uma redução discreta de cerca de 10%, variando de 42.823 para 38.288 casos. Entretanto, entre 2019 e 2020, houve uma queda mais acentuada de 20%, com 30.562 casos registrados em 2020, resultando da diminuição do contato nesse ano ou de uma possível subnotificação, como sugeriu o Ministério da Saúde. Posteriormente, de 2020 a 2022, os casos totais aumentaram, atingindo 36.753 em 2022, mas ainda mantendo o padrão geral de diminuição ao longo de todos os anos considerados. Esse padrão pode ser um reflexo das diversas campanhas de prevenção do Ministério da Saúde e os esforços do Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento e diagnóstico da doença, com ações que visam disseminar conhecimento e facilitar o acesso à testagem e aos medicamentos, reduzindo a transmissão do vírus. A faixa etária mais afetada é a de 20 a 34 anos, com 173.255 casos, seguida da faixa de 35 a 49 anos, com 159.915 casos, em que os indivíduos estão geralmente na fase de vida mais produtiva. Foram notificados 5.449 casos na faixa etária de 0 a 14 anos, e são casos que ocorrem por conta uma transmissão vertical do vírus. Porém, esse menor número comparado com as outras idades indica a eficácia do teste rápido na gravidez e o tratamento antirretroviral precoce, que previne essa forma de transmissão. Na faixa etária de 50 a 64 anos foram notificados 67.754 diagnósticos, e na faixa de 65 a 79 anos, 11.441 diagnósticos. A forma de Aids da infecção pelo HIV pode demorar de 6 a 10 anos para se manifestar, sugerindo que esses pacientes mais idosos podem ter sido infectados ainda na idade produtiva, mas manifestaram a doença mais idosos. Além disso, o estigma histórico acerca da doença pode influenciar a menor procura por diagnóstico entre os idosos em comparação com os mais jovens. CONCLUSÃO: Conclui-se que, de 2012 a 2022, houve uma diminuição de aproximadamente 14% dos diagnósticos de HIV/Aids no Brasil, com uma queda acentuada em 2020, possivelmente por uma diminuição de contato humano ou uma subnotificação devido à pandema nesse ano. Além disso, a faixa etária com o maior número de diagnósticos é a de 20 a 49 anos, seguida de 50 a 79 anos, e por último de 0 a 19 anos. Esses resultados refletem a eficácia das diversas campanhas de prevenção do Ministério da Saúde e os esforços do Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento e diagnóstico da doença na contenção dos agravos da infecção do HIV/Aids, e são relevantes para o levantamento de conhecimento acerca da situação atual do HIV/Aids no Brasil, para promover continuamente a disseminação de informação, promover saúde e prevenir doenças.
Título do Evento
XXX Semana Científica UNIFASE/FMP
Cidade do Evento
Petrópolis
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana Científica
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FARAG, Isabela de Lima Del Águila et al.. AVALIAÇÃO DAS NOTIFICAÇÕES DE HIV/AIDS ENTRE AS DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS DE 2012 A 2022 NO BRASIL.. In: Anais da Semana Científica. Anais...Petrópolis(RJ) UNIFASE/FMP, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/SCUNIFASEFMP2024/925837-AVALIACAO-DAS-NOTIFICACOES-DE-HIVAIDS-ENTRE-AS-DIFERENTES-FAIXAS-ETARIAS-DE-2012-A-2022-NO-BRASIL. Acesso em: 31/08/2025

Trabalho

Even3 Publicacoes