X Seminário Nacional de Histórias e Investigações de/em Aulas de Matemática
Histórias Docentes e Realidades da Escola Brasileira: Matemática como Prática de Esperança
O Seminário Nacional de Histórias e Investigações de/em Aulas de Matemática (Shiam) consolidou-se como um evento de grande relevância para o campo da Educação Matemática, sendo aguardado por professores(as) e pesquisadores(as) de todo o país. Constitui-se em um espaço privilegiado de encontro, no qual docentes que ensinam matemática e pesquisadores(as) têm a oportunidade de socializar, discutir, analisar e refletir sobre suas diferentes experiências, necessidades e investigações de e em aulas de matemática.
O Shiam é uma iniciativa do Grupo de Sábado (GdS), subgrupo do PraPeM-CEMPEM (Prática Pedagógica em Matemática – Círculo de Estudo Memória e Pesquisa em Educação Matemática), vinculado à Faculdade de Educação da Unicamp, que possui um histórico de pesquisa e colaboração em diversas temáticas. Motivado pelo interesse em compartilhar narrativas e resultados de investigações com outros(as) professores(as) e pesquisadores(as), o GdS promoveu, em 2006, a primeira edição do Shiam (I Shiam).
A cada nova edição, o evento ampliou seu alcance e promoveu a participação de professores(as) que ensinam matemática nas redes públicas e privadas da Educação Infantil, Ensino Fundamental (anos iniciais e finais), Ensino Médio e Educação Superior, além de futuros(as) professores(as), pós-graduandos(as) e gestores(as) educacionais.
O II Shiam, realizado em 2008, contou com o dobro de apresentações em relação à primeira edição. As demais edições seguiram uma periodicidade bienal, com o III Shiam em 2010. Considerando que o público principal do evento sempre foi composto por professores(as) da Educação Básica, ajustes foram realizados para ampliar a participação. Assim, o IV Shiam ocorreu em 2013, seguido pelo V Shiam (2015), VI Shiam (2017) e VII Shiam (2019). Este último contou com a parceria do grupo de pesquisa e formação Conhecimento Interpretativo e Especializado do Professor de e que Ensina Matemática (CIEpsMat).
O VIII Shiam (2021), realizado de forma remota, possibilitou que docentes e formadores(as) compartilhassem experiências, aventuras e desafios de ensinar e aprender matemática em tempos de pandemia. Muitos(as) foram desafiados(as) a (re)inventar suas práticas e a aprender, na prática, a ensinar remotamente, mantendo o interesse dos(as) estudantes(as) em ambientes mediados por tecnologias digitais. A organização contou com a parceria entre os grupos GdS/PraPeM e GPEMATEC/IFSP – Campus Hortolândia, além do apoio de diversos campi do IFSP. Os(as) palestrantes foram unânimes em afirmar que, após a experiência do ensino remoto mediado por tecnologias, as aulas de matemática jamais seriam as mesmas.
Dois anos após aquele encontro, com o retorno à presencialidade, docentes e formadores(as) perceberam transformações significativas no contexto escolar. Além disso, com a Reforma do Ensino Médio, as escolas passaram a vivenciar as implicações do Novo Ensino Médio (NEM) nas práticas docentes. Tais reflexões motivaram a realização do IX Shiam (2023), sob o tema “Experiências e investigações de ensinar e aprender matemática na pós-pandemia: o que mudou?”. Essa edição, realizada presencialmente, foi organizada pelos grupos GdS/PraPeM e CIEpsMat (Unicamp), GPEMATEC (IFSP – Campus Hortolândia), GPPM (Universidade de Sorocaba – Uniso) e Universidade Estadual do Acaraú (UVA – CE).
Os grupos GPEMATEC e GPPM têm atuado, nos últimos anos, em parceria com o GdS, constituindo uma rede cujas práticas se entrelaçam e reverberam mutuamente por meio de projetos voltados ao desenvolvimento profissional, aprendizagem docente, conhecimento matemático do(a) professor(a) e, mais recentemente, aos estudos colaborativos de aulas (Lesson Study).
Essas diferentes realidades têm evidenciado desafios, barreiras sistêmicas e estratégias criativas nas práticas docentes voltadas ao ensino da matemática. Diante disso, emergiu o interesse do GdS em promover o X Shiam (2026), sob o tema “Histórias Docentes e Realidade da Escola Brasileira: Matemática como Prática de Esperança”. O evento contará com a colaboração dos grupos GdS/PraPeM, GPEMATEC, GPPM e CIEpsMat na sua organização.
1. Inscrição
Não paga - Se você for oferecer uma oficina, sua inscrição será isenta e, caso deseje, poderá submeter outros trabalhos. Assim, no ato da inscrição, faça o preenchimento na categoria “Oficineiro”. Se a Oficina tiver mais de um autor, somente o primeiro autor não pagará a taxa de inscrição. Os demais deverão pagar. Assim, os coautores devem realizar a inscrição paga nas respectivas categorias, conforme quadro abaixo:
Paga - Todos os participantes do evento e os autores que pretendem submeter um trabalho de Comunicação ou Roda de Conversa (seja como autor ou coautor) e não for o primeiro autor de uma oficina, deverão obrigatoriamente pagar uma taxa de inscrição. O pagamento da inscrição é para participação no evento e possibilita ao inscrito assistir as palestras, as mesas redondas, as oficinas e submeter trabalho a ser avaliado e, sendo aceito, ser apresentado. Para a submissão dos trabalhos o autor deverá realizar primeiramente a inscrição no evento. Segue os valores do quadro:
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Categoria de Participante
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Até 01/05/2026
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Até 01/06/2026
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Até 06/07/2026
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Estudante de Graduação
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R$ 60,00
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R$ 70,00
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R$ 80,00
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Estudante de Graduação
(Sócios da SBEM)
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R$ 50,00
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R$ 60,00
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R$ 70,00
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Professores e Profissionais da Educação Básica e Técnica
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R$ 80,00
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R$ 90,00
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R$ 100,00
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Professores e Profissionais da Educação Básica e Técnica
(Sócios da SBEM)
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R$ 60,00
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R$ 70,00
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R$ 80,00
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Estudante de Pós-Graduação
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R$ 120,00
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R$ 140,00
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R$ 160,00
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Estudante de Pós-Graduação
(Sócios da SBEM)
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R$ 100,00
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R$ 120,00
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R$ 140,00
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Professores do Ensino Superior
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R$ 150,00
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R$ 170,00
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R$ 190,00
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Professores do Ensino Superior (Sócios da SBEM)
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R$ 130,00
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R$ 150,00
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R$ 170,00
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Pesquisadores
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R$ 150,00
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R$ 170,00
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R$ 190,00
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Pesquisadores (Sócios da SBEM)
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R$ 130,00
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R$ 150,00
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R$ 170,00
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2. Participação com trabalhos
Serão aceitos trabalhos nos seguintes níveis de escolaridade: Educação Infantil e Anos Iniciais; Anos Finais; Ensino Médio; e Educação Superior, nas respectivas modalidades:
I) Comunicação Científica,
II) Comunicação de Experiência,
III) Roda de Conversa;
IV) Oficinas e
V) Pôsteres.
Além disso, os trabalhos devem abordar um dos seguintes temas no contexto brasileiro:
Avaliação;
BNCC, Currículo e Novo Ensino Médio;
Recursos didáticos;
Práticas inclusivas;
Etnomatemática;
Modelagem Matemática e Resolução de Problemas;
Tecnologias digitais e ambientes híbridos;
Álgebra e Números;
Geometria, grandezas e medidas;
Projeto de Vida e Eletivas;
Jogos e materiais manipulativos;
Educ. Financeira e Educ. Estatística;
Formação docente
Outros.
I) A seguir, estão descritos os eixos temáticos de Comunicação Científica:
a) Investigações de/em Aulas de Matemática
Os trabalhos deste eixo temático são caracterizados por serem relatos de ações em sala de aula que foram planejadas e desenvolvidas com propósitos intencionalmente investigativos na Educação Básica. O resumo e a apresentação devem conter questões ou objetivos investigativos, registro e análise de informações do processo de formação, e produção de resultados. A apresentação deve trazer elementos acerca dos resultados dessa investigação, que pode ter sido concluída ou estar em desenvolvimento.
b) Investigações sobre Formação de Professores (as) que Ensinam Matemática
Os trabalhos deste eixo temático são caracterizados por serem relatos de investigações planejadas e desenvolvidas com propósitos intencionalmente investigativos no âmbito da formação de professores (as) que ensinam matemática. O resumo e a apresentação devem conter questões ou objetivos investigativos, registro e análise de informações do processo de formação, e produção de resultados. A apresentação deve trazer elementos acerca dos resultados dessa investigação que pode ter sido concluída ou estar em desenvolvimento.
II) A seguir, estão descritos os eixos temáticos de Comunicação de Experiência:
a) Experiências sobre Histórias de Aulas de Matemática
Os trabalhos deste eixo temático podem ser relatos, histórias ou narrativas de experiências de aulas de matemática que foram investigadas, mas não pensadas e desenvolvidas intencionalmente como investigações acadêmicas, mas que destacam experiências interessantes vivenciadas por professores(as) ou futuros(as) professores(as), bem como os aprendizados a partir dessa experiência. É uma apresentação reflexiva que aborda, de forma contextualizada e objetiva, uma ação ou um conjunto de ações que versem sobre aulas de matemática. As Histórias de Aulas podem contemplar, por exemplo: episódios com foco de reflexão no professor e suas práticas de interações discursivas com estudantes ou com foco nos estudantes, por meio dos comentários, respostas orais e escritas, ou com outros focos em oportunidades de aprendizagem. É relevante que sejam abordados, na apresentação oral, o objetivo da situação, a motivação, a justificativa, as observações e as reflexões do(a) autor(a) relacionadas aos resultados, que podem ter sido positivos ou negativos. As propostas podem contar com o suporte de registros, por exemplo: fotos, materiais utilizados (como tarefas) na aula de matemática, resoluções dos estudantes, memória registradas pelos(as) professores(as), dentre outros.
b) Experiências sobre Formação de Professores(as) que Ensinam Matemática
Os trabalhos deste eixo temático podem ser relatos, histórias ou narrativas de práticas, de formação de professores(as) que ensinam matemática, que foram investigadas, mas não pensadas e desenvolvidas intencionalmente como pesquisas acadêmicas, mas que destacam experiências interessantes, bem como os aprendizados a partir dessas experiências. É uma apresentação reflexiva que aborda, de forma contextualizada e objetiva, uma ação ou um conjunto de ações que versem sobre práticas de formação inicial ou continuada de professores(as) que ensinam matemática. As experiências podem contemplar episódios que tragam oportunidades de aprendizagens no âmbito da Educação Matemática, com foco tanto no(a) formador(a) de professor(a) como nos(as) professores(as) participantes da formação (inicial, continuada, grupos de estudos, etc.). É relevante que sejam abordados, na apresentação oral, o objetivo da situação, a motivação, a justificativa, as observações e as reflexões do autor relacionadas aos resultados, que podem ter sido positivos ou negativos.
III) Sessões de Roda de Conversa no contexto brasileiro
Esta modalidade trata-se de um espaço aberto às experiências ou investigações inovadoras de um coletivo de professores(as) que gostariam de compartilhar e discutir suas experiências de ensinar e aprender matemática na atual conjuntura das escolas brasileiras. Espera-se que o coletivo evidencie práticas de esperança e de sucesso, em meio aos obstáculos e limites muitas vezes impostos pelo sistema educacional. Essas experiências também abrangem ações formativas que contribuíram ou que são promissoras para insubordinações criativas na Educação Básica.
IV) Oficinas
Esta modalidade trata-se de um espaço destinado ao desenvolvimento de atividades matemáticas, envolvendo diferentes recursos voltados para a prática de sala de aula, de formação de professores ou da elaboração de materiais didático-pedagógicos.
As oficinas devem apresentar uma parte prática para ser realizada com os participantes. Caso isso não esteja explicito na proposta, poderá ser indicado, pela comissão avaliadora do X SHIAM, que o trabalho seja realocado para a modalidade Relato de Experiência.
O número máximo de participantes por oficina será de 20 pessoas. As inscrições para participação nas oficinas serão abertas, no site do evento, com antecedência e finalizadas uma semana antes da realização do X SHIAM. Caso o número de inscritos seja inferior à 3 pessoas, os oficineiros poderão optar por realizar a oficina no evento ou realocar sua apresentação para outra modalidade.
V) Pôsteres
Esta modalidade se trata de um espaço destinado para a exposição dos trabalhos no formato de pôsteres. Pelo menos um dos(as) autores(as) deve estar presente no momento da exposição para explicar o desenvolvimento do trabalho ilustrado e descrito no pôster. Haverá um tempo de uma hora e meia para a exposição e a avaliação dos pôsteres. Podem ser submetidos trabalhos de qualquer eixo temático: investigações de/em Aulas de Matemática; investigações sobre formação de professores(as) que ensinam Matemática; experiências sobre histórias de aulas de matemática; experiências sobre formação de professores(as) que ensinam matemática.
3. Submissão
Para a submissão de resumos expandidos (de até 3 páginas), é preciso que todos(as) os(as) autores(as) estejam inscritos(as) no evento, mas apenas um(a) (primeiro(a) autor(a)) deve submeter o arquivo.
A inscrição deverá ser paga por todos(as) os(as) autores(as) do trabalho, pois os resumos expandidos (de até 3 páginas) só serão avaliados após a efetivação do pagamento da inscrição.
Cada trabalho pode conter no máximo 5 (cinco) autores(as). Cada participante poderá ser primeiro(a) autor(a) de dois trabalhos, de modalidades diferentes: Comunicação Científica; Comunicação de Experiência; Roda de Conversa; e Oficina de submissão trabalhos. Por exemplo, o(a) participante poderá ser primeiro(a) autor(a) somente em uma comunicação científica (ou experiência) e em uma oficina. Na condição de coautor(a), não haverá restrição.
É obrigatório que o e-mail informado no corpo do resumo seja o mesmo utilizado no cadastro de cada autor na plataforma Even3. No momento da submissão, o primeiro autor deve inserir exatamente os e-mails com os quais os autores estão cadastrados na plataforma.
Para todas as modalidades, é necessário o envio de resumo expandidos (de até 3 páginas) para avaliação, seguindo o template disponibilizado na seção de submissão abaixo. Os resumos expandidos (de até 3 páginas) serão avaliados pela Comissão Científica e, se aceitos, serão disponibilizados para que os(as) outros(as) participantes possam consultá-los ao longo do evento, visando escolher a sala de comunicação de seu interesse.
Após a realização do evento, os(as) participantes que tiverem seus resumos expandidos (de até 3 páginas) aceitos para apresentação, terão a possibilidade de submeter o trabalho completo para publicação nos anais do evento: Comunicações Científicas e de Experiência (mínimo 7 e máximo de 12 páginas), Sessões de Roda de Conversa (mínimo 8 e máximo 10 páginas) e Oficinas (mínimo 5 e máximo 6 páginas). As orientações e os templates serão encaminhados aos(às) autores(as). O prazo para essa segunda etapa será até 31 de outubro de 2026. Os trabalhos que não forem apresentados no evento não serão publicados nos anais.
4. Certificação
O certificado de participação está condicionado à frequência mínima de 75% nas atividades do evento, que compreende a presença nas mesas-redondas e nas sessões de comunicações.
Os certificados de participação no evento terão carga horária de 30 horas.
O certificado de apresentação de trabalho será emitido para os(as) autores(as), se for realizada a identificação do pagamento de todos os autores e se o trabalho for efetivamente apresentado.
5. Para os(as) autores(as):
Recomendamos que todos(as) os(as) autores(as) estejam presentes no dia da apresentação, mas, se não for possível, pelo menos um(a) deles(as) deve estar presente para apresentar o trabalho.
Os trabalhos que não tiverem nenhum(a) autor(a) presente não serão apresentados, nem publicados e nem receberão certificado.
As apresentações acontecerão nas datas e horários descritos na programação.
A indicação das salas, onde acontecerão as apresentações, serão disponibilizadas no próprio site, uma semana antes do início do evento.
As sessões de comunicações científicas e de experiência terão 100 minutos de duração, com 4 trabalhos a serem apresentados em cada sessão, de modo que cada comunicação terá 15 minutos para apresentação e 10 minutos para discussão.
O tempo para a apresentação e para a discussão será rigorosamente respeitado para que todas as pessoas tenham a oportunidade de ter seus trabalhos apresentados e discutidos. Portanto, o(a) mediador(a) e os(as) monitores(as) da sala intervirão para que esse tempo seja respeitado.
Pedimos que os(as) autores(as) responsáveis pela apresentação compareçam às salas com 10 minutos de antecedência para acertos pontuais acerca das apresentações com os(as) monitores(as).