Grupos de Trabalhos
Ementas
GT1- Memória, Movimentos Sociais e Resistências
Coordenação:


Profa. Dra. Regina Celia Profa. Dra. Carmem Barroso
Ementa: O Grupo de Trabalho “Memória, Movimentos Sociais e Resistências” reúne pesquisas que
problematizam as relações entre memória, trajetórias, experiências coletivas, movimentos
sociais e diferentes formas de resistência, considerando sujeitos, grupos e comunidades em
distintos tempos, espaços e contextos históricos. Compreende-se a memória como construção
social, dinâmica e seletiva, atravessada por relações de poder, disputas de sentidos,
silenciamentos, esquecimentos e ressignificações do passado. Interessa, portanto, investigar
os processos pelos quais sujeitos e coletividades constroem, narram, preservam e disputam
suas experiências e memórias. O GT acolhe estudos sobre trajetórias individuais e coletivas
de trabalhadores, camponeses, mulheres, estudantes, juventudes, povos indígenas, populações
negras, comunidades quilombolas e tradicionais, associações, sindicatos, organizações
populares e movimentos urbanos e rurais, entre outros sujeitos históricos. São contempladas
pesquisas sobre lutas por direitos, disputas territoriais, conflitos sociais e ambientais, relações
de trabalho, migrações, urbanização, desigualdades e experiências de enfrentamento às
relações de poder, violência e exclusão. Também interessam análises sobre práticas cotidianas
de resistência, formas de organização comunitária, redes de sociabilidade, identidades,
pertencimentos e repertórios de ação. O Grupo acolhe investigações desenvolvidas nas
escalas local, regional, nacional e transnacional, possibilitando o diálogo entre diferentes
realidades e processos históricos. Nesse sentido, incluem-se estudos sobre Imperatriz, a
Região Tocantina do Maranhão e outros espaços, bem como pesquisas que articulem
territórios e escalas distintas. Serão igualmente contemplados trabalhos sobre memória,
patrimônio e território, envolvendo lugares de memória, monumentos, museus, arquivos,
acervos comunitários, espaços urbanos e territórios tradicionais. O GT recebe pesquisas fundamentadas em diferentes perspectivas teóricas e metodológicas e que mobilizem fontes
orais, escritas, iconográficas, fotográficas, audiovisuais, digitais e materiais. Busca-se, assim,
promover o diálogo entre diferentes sujeitos, objetos e abordagens, contribuindo para
interpretações plurais das experiências históricas e das múltiplas formas de organização,
resistência e produção de memórias.
GT2 - Memória e Patrimônio Afro-indígena: Territórios, Saberes e Epistemologias Insurgentes
Coordenação:


Profa. Dra. Herli de Sousa Prof. Jean Pierr de S. V. Figueiredo
Ementa: O Grupo de Trabalho propõe-se como
um espaço interdisciplinar de debate, socialização de pesquisas e formulação
crítica acerca dos processos históricos, culturais, educativos e sociais que
constituem as memórias e os patrimônios indígenas e afro-brasileiros. Acolhe
investigações que abordem a materialidade e a imaterialidade dos saberes
ancestrais, a desconstrução de narrativas coloniais e estereótipos
historicamente consolidados, as matrizes socioculturais que forjam as
identidades brasileiras e a presença, resistência e territorialidade dos povos
indígenas contemporâneos, com especial ênfase no contexto étnico-histórico e
sociocultural do Maranhão. O GT privilegia abordagens alinhadas às perspectivas
críticas, decoloniais e contra-hegemônicas, articulando história, memória,
educação das relações étnico-raciais e direitos territoriais. Sendo assim, como justificativa
compreendemos que historicamente, as narrativas hegemônicas sobre a formação da
sociedade brasileira tenderam a silenciar, folclorizar ou subalternizar os
legados epistemológicos, cosmológicos e civilizatórios dos povos originários e
das populações afrodescendentes. Tratar “a memória e o patrimônio” sob uma
perspectiva crítica exige romper com a concepção puramente monumentalista ou
mercadológica de patrimônio, reconhecendo a indissociabilidade entre terra,
corpo, espiritualidade, língua e produção do conhecimento. No contexto maranhense, marcado por
uma profunda sociobiodiversidade e pela confluência entre a Amazônia, o Cerrado
e as lutas históricas de comunidades tradicionais, as vivências dos povos
indígenas revelam tanto a pujança de seus sistemas de saber quanto as urgências
impostas pelo avanço do agronegócio, dos megaprojetos de infraestrutura e da
violência epistêmica. Nesse cenário, o resgate memorial e a preservação
patrimonial não são atos voltados para um passado nostálgico, mas instrumentos
vivos de autoafirmação identitária, garantia de direitos constitucionais e
transformação curricular nos termos da Lei nº 11.645/2008. Portanto, este GT convoca
pesquisadoras, pesquisadores, docentes, estudantes e lideranças tradicionais a
compartilharem reflexões teóricas, relatos de experiências pedagógicas,
abordagens arquivísticas e estudos empíricos que problematizem e fortaleçam as
lutas pela dignidade e autonomia dos povos indígenas e das comunidades
tradicionais. Nesse sentido, trabalhamos os seguintes eixos temáticos: Eixo1: Patrimônio Material e
Imaterial dos Povos Indígenas - Investigações sobre as práticas culturais,
cosmologias, narrativas orais, cantos, rituais, festividades e saberes
tradicionais (patrimônio imaterial), articulados aos sítios sagrados, à cultura
material, aos artefatos, à arquitetura tradicional e aos territórios
ancestrais. Problemática central está ancorada na relação intrínseca entre
território demarcado e preservação patrimonial; a gestão comunitária da memória
e os desafios da salvaguarda institucional pelo IPHAN e instâncias correlatas. Eixo2: Desconstrução de Equívocos e
Estereótipos sobre os Povos Indígenas – pretende-se fazer uma revisão “crítica” dos discursos coloniais,
eurocêntricos e assimilacionistas veiculados na historiografia oficial, nos
manuais didáticos e na mídia hegemônica. A centralidade da revisão consiste em
combater os mitos fundantes (ex.: o "índio genérico", o determinismo
do atraso, a ideia de aculturação/perda de identidade pelo uso de tecnologias
contemporâneas e a romantização da passividade); a afirmação do protagonismo
indígena, da autoria discente/docente indígena e da Lei nº 11.645/2008. Eixo3: Nossa Herança Indígena:
Linguagem, Saberes da Terra e Identidade Nacional – debater sobre a influência das
tecnologias ancestrais, da fitoterapia, do manejo agroecológico, da culinária,
da toponímia e das matrizes linguísticas indígenas na formação cultural e
cotidiana da sociedade brasileira. Esse eixo visa analisar perspectiva
de superação da apropriação cultural despolitizada em favor do reconhecimento
da dívida histórica e ética da nação com os povos originários; diálogos entre
os saberes tradicionais e a produção científica acadêmica. Eixo 4: Povos Indígenas do
Maranhão: Território, Resistência e Epistemologias Locais – busca-se compreender o panorama
etnográfico, histórico e contemporâneo das etnias que habitam o Maranhão (tais
como os povos Tenetehara/Guajajara, Ka'apor, Awa-Guajá, Canela/Ramkokamekrá e
Apanyekrá, Krikati, Gavião/Pukobiê, Timbira, Gamela, entre outros). Esse
entendimento contribui para pensar caminhos possíveis de contribuição e potencialização dos povos indígenas locais,
frente aos conflitos socioambientais, as ameaças às
terras indígenas (TIs), os processos de autoidentificação e retomada, a atuação
dos Guardiões da Floresta e as práticas de Educação Escolar Indígena
diferenciada, bilíngue e intercultural no estado.
GT3 - Memória,
Patrimônio e Religião
Coordenação:


Prof. Dr. César
Figueiredo Profa. Ma. Polyana Almeida
Ementa: O
Grupo de Trabalho tem como objetivo principal congregar comunicações, trabalhos
de pesquisas e projetos de extensões que mobilizem as discussões acerca
da memória, do patrimônio e da religião,
compreendendo que esses eixos temáticos constituem vetores importantíssimos na
produção de valores culturais. Nesse sentido, destacamos a relevância da práxis
da memória no que tange à capacidade laboral de registrar o passado, assim como
auxiliar no processo de resistência das narrativas, disputas de memória e
demais embates com a história nas suas intrincadas relações de poder. No
tocante à religião, vislumbramos trazer à lume as diversas manifestações,
igualmente, dando amplo destaque para todas as multiplicidades religiosas.
Consideramos nesse cenário ímpar que devemos colocar em relevo o sentimento de
pertencimento religioso, tanto no aspecto individual quanto coletivo. Isso
posto, torna-se bem-vindo trabalhos que envolvam a religião, suas práticas e as
reflexões acerca dos ritos como objeto patrimonial envolvendo a comunidade e
seu entorno, sobretudo o seu percurso para edificar a sua legitimidade social e institucional. Também,
esperamos comunicações que ativem e revelem as diferentes manifestações
religiosas, seus ritos e performance, de modo a vislumbrarmos trabalhos que
amplie os saberes populares a partir dessa rica tessitura com o âmbito da
religião. Para tanto, compreendemos como de fundamental importância os
trabalhos que busquem uma problematização do cenário religioso, bem como as
dificuldades e percursos para a institucionalização de patrimônio culturais a
partir do aporte da fé. Ainda, nesta abordagem serão salutares diálogos, por
exemplo, acerca da memória e do esquecimento, tombamento de instituições
religiosas, rupturas e novas narrativas, ou seja, aguardamos trabalhos que
abarquem o amplo eixo acerca da temática proposta.Sumarizando,
sem buscar um ponto final, compreendemos que as discussões travadas estimulem
diversas discussões também com o ensino-aprendizagem e com as pesquisas
acadêmicas, uma vez que são extremamente ricas para o processo de compreensão
acerca de religião, memória, educação étnico-racial e patrimônio público no
universo da sala de aula. Mediante o exposto, pretendemos construir um importante
painel com vista a ampliar os colóquios regionais e nacionais, precisamente,
objetivando um aprofundamento das questões suscitadas pelo GT. Em
síntese, buscamos reunir temas pertinentes a esse enfoque dentro do arco
acadêmico e dos saberes populares, visando e estimulando os sujeitos a serem
protagonistas e conhecedores da relevância da memória e do patrimônio
religioso.
Atenção: Informamos que as submissões de resumos para o V Seminário de Patrimônio Cultural da Região Tocantina serão realizadas gratuitamente via Google Forms.
A plataforma Even3 continuará sendo utilizada exclusivamente para as inscrições na modalidade ouvinte e nos minicursos, bem como para o acompanhamento da programação e a emissão de certificados: https://www.even3.com.br/seminario-de-patrimonio-775951/
📌 Envie seu trabalho de forma gratuita pelo link: https://forms.gle/kGNXXQ6DK6Q5ynxc6
📌Regras gerais para submissão: https://drive.google.com/file/d/1TbvD72Oz61mxnzRmnjJEd6j-6k1El4Av/view?usp=sharing
Informamos que o período de submissão dos resumos expandidos estará aberto entre 24 de setembro e 26 de outubro. As orientações e diretrizes para o encaminhamento dos trabalhos visando à publicação nos anais do evento serão divulgadas oportunamente através das nossas redes sociais e via email dos inscritos nessa modalidade.
Fiquem atentos aos prazos e às regras de submissão.
Comissão organizadora