Certificado de 2h
Certificado Even3
100% Online
Gratuito
Assistir com certificado de 2 horas
R$ 12,90
Acesso por 1 mês sem Certificado
Grátis
"Axé": termo iorubá que significa "energia", "poder", "força" A emergência da pandemia provocada pelo novo Coronavírus fez com que o isolamento social fosse uma das principais medidas preventivas à contaminação em grande escala. Tal medida impactou diretamente as comunidades de terreiro. Tendo como traços, a oralidade, força da coletividade e intenso contato, as comunidades passam ao mesmo tempo, que conviver com as readequações e com o aviltamento das problemáticas que as circundam historicamente.1 Os impactos vão desde situações de vulnerabilidades sociais, sanitárias, como dificuldade de isolamento, subemprego, desemprego, seus ritos de fé sendo cerceados no dia a dia até às situações de desligamento da vida terrena, ou seja, a morte. Muitas comunidades de terreiro perderam seus filhos e filhas para essa doença. 2 Soma-se a esse panorama o fato de que as comunidades de terreiro fazem parte de um segmento social religioso, não hegemônico, que historicamente foi alijado do debate sobre a saúde da população negra no Brasil. 3 Ante ao negacionismo do Estado, que não acolhe e não estabelece políticas públicas à luz da diversidade étnica celebrada pela Constituição Federal de 1988, essas comunidades, para além de readaptar seu fazer religioso, necessitam operar o enfrentamento à pandemia por conta própria. E esse estar por conta própria, que remonta o discurso do final do Seculo XIX, requer um esforço de chamar o corpo e alma dessas comunidades para um trabalho de empoderamento, no sentido de que este “estar por conta própria” dê conta de fazer esse enfrentamento. As pesquisas que se debruçam sobre o enfrentamento dos povos de terreiro reafirmam a importância da organização coletiva, algo marcante tanto da africanidade quanto do processo histórico de lutas da população negra e dos povos de matriz africana no enfrentamento das variadas expressões do racismo estrutural na diáspora. 4 Referências: 1 - https://www.brasildefatope.com.br/2020/04/08/pandemia-do-coronavirus-afeta-religioes-de-matriz-africana-e-indigena-no-recife 2 – SANTOS, Richard Christian Pinto dos; CARDOSO, Maria da Graça Reis; SILVA, Mariana Queen da. O comitê afro-religioso de combate ao covid-19 no maranhão e o enfrentamento à pandemia nos terreiros. 3- Fala do Professor Erisvaldo Pereira dos Santos em: https://www.youtube.com/watch?v=wTAKL2jN5HE. Campos, Zuleica D. P. (2020). Perdas, sofrimentos e resistência do povo de santo diante da Pandemia na região metropolitana de Recife. In A resposta das comunidades de terreiro diante da Pandemia.
A quinta edição do Encontro de Relações Raciais e Sociedade (ERAS) do IF Sudeste MG - Campus São João del-Rei, que acontecerá entre os dias 09 e 10/11/2021, propõe um amplo debate acerca das vivências interseccionais de raça, gênero e classe no Brasil pandêmico, com destaque para os desafios enfrentados pelas populações negra e indígena. O V ERAS será 100% online e a programação contará com uma nova roupagem no meio virtual, incluindo mesas redondas, rodas de conversa, apresentações culturais, comunicações orais, minicurso, oficina e a tradicional feira afroempreendedora.