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Mulheres Negras: transformando dor em Potência na Pandemia" Vilma Piedade Nesse IV Colóquio de Raça e Interseccionalidade, a Mesa com a Roda de Conversa " Solidão e Violência Obstétrica : a resistência das Mulheres Negras " da qual faço parte, juntamente com Glenda Cristina, Cleria Maria e Jussara Francisca, nos aponta vários desafios. E , mais uma vez recorremos ao verbo resistir. Resistência que há 133 anos , após a Abolição, é nossa marca contra os agravos que o racismo nos impõe no cotidiano. Raça e Interseccionalidade eis a questão! Ângela Davis colocou raça, classe e gênero. E, Lélia Gonzalez já trabalhava o Conceito de Interseccionalidades aqui.no Brasil, ao Empretecer o Feminismo. Estamos num momento difícil de perdas nessa Pandemia. Sabemos que a População Negra, principalmente, Jovens e Mulheres Negras estão mais vulneráveis. O Feminicídio aumentou entre as Jovens e Mulheres Negras. A Mortalidade Materna, considerada evitável pela OMS, ainda é relevante por aqui, soma- se a isso, a violência obstétrica. Violência obstétrica e mulheres negras: a resistência é coletiva A violência obstétrica consegue abarcar sentimentos e dores pelos quais muitas mulheres negras são afetadas durante o processo de gestação e parto? A curiosidade em entender este fenômeno, que vem ganhando espaço no ativismo de quem discute maternidade, bem como, nas redes sociais, moveu a jornalista Ariene Rodrigues a mergulhar neste tema. A reflexão trazida a esta mesa é baseada nos resultados de sua pesquisa de mestrado, que contou com a participação de ativistas negras do Rio de Janeiro, e revelou que, além da necessidade de termos um olhar interseccional para essa questão, a luta pela saúde sexual e reprodutiva é atravessada diariamente por processos que dizem respeito a direitos, e pela ideia de pertencimento e coletividade.
Neste cenário, nesta quarta edição, priorizamos como temática promover uma ação em tríade: “Narrar, Compreender e Transformar”. A proposta parte da ideia de que entre os jogos que a linguagem pode realizar está aquele que a projeta como lugar de encontro, de estranhamento e de transformação de saberes, experiências e vivências.