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Masculinidades Negras e Antinegritude Osmundo Pinho (UFRB) Nos últimos anos o debate sobre masculinidades de um modo em geral, e sobre masculinidades racializadas, em particular, tem ultrapassado os limites da bolha acadêmica e ativista, ganhando espaço em campanhas de governo e na esfera pública mediatizada. Tal expansão ocorre contra um pano de fundo de longa duração que criminaliza e demoniza homens negros, sob diversas modalidades de representação, imagens-controle, e políticas estatais anti-negro. Nesta apresentação ensaio uma reconstituição tentativa da formação do campo de estudos de masculinidades negras e aponto de modo resumido para algumas abordagens etnográficas que ressaltam a dimensão sociológica da antinegritude como condição para a experiência vivida de homens negros na periferia colonial do capitalismo racializado, de forma a ressaltar um dos desdobramentos possíveis desse campo. Branquitude e masculinidades: relações entre escola e esporte Leandro Teófilo de Brito (UFRJ) Tomando como base duas pesquisas que discutiram as masculinidades interseccionadas à raça, classe social, orientação sexual e idade nos espaços da escola e do esporte, problematizo como a branquitude hierarquiza jovens estudantes da educação básica e atletas de voleibol de categorias de base em seus processos de reconhecimento nesses espaços. Para interpretação e discussão das narrativas produzidas nas pesquisas, mobilizo autores localizados nas perspectivas pós-fundacionais como Jacques Derrida, Judith Butler, Kimberlé Crenshaw e Ernesto Laclau. Masculinidades negras trans: da invisibilização ao protaginismo. Leonardo Morjan Britto Peçanha (Odara/IFRJ) O objetivo de minha fala é conceituar transmasculinidades e homens trans e aspectos sociais das transmasculinidades negras. Tratar da relação entre racismo e transmasculinidades. Por fim, abordar a questão do cesso à saúde transmasculina, gestação paterna e família trans.
Neste cenário, nesta quarta edição, priorizamos como temática promover uma ação em tríade: “Narrar, Compreender e Transformar”. A proposta parte da ideia de que entre os jogos que a linguagem pode realizar está aquele que a projeta como lugar de encontro, de estranhamento e de transformação de saberes, experiências e vivências.