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Roda de Conversa: Literatura, Raça e Interseccionalidade: narrar, compreender e transformar

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Sobre o conteúdo

É com prazer e com muita honra, que vou dividir com todos uma história que vivenciei na flor da pele! Meu nome Edilaine Gonçalves, meu apelido surgiu na infância com meu pai, tenho 49 anos, sou catadora, estudante de Engenharia ambiental e sanitária, conquistei uma bolsa onde minha vida realmente teve um salto e um departamento, falar da minha família para mim é privilégio onde tive que ter muita sabedoria para orientar meu único filho; Essa experiência pude contar com um pouco mais de detalhes no livro Carolinas, bem da verdade tivemos que lutar e buscar forças entre a fome e as dores da perdas em uma situação extrema e dar a volta por cima. Quero agradecer desde já pela oportunidade de contar parte da minha história e relatar uma história que hoje faz parte da literatura tão inspiradora como Carolinas (Re) contar e (re)formular outras rotas linguístico-literárias: desafios A ascensão e a consolidação das sociedades capitalistas no mundo impõem critérios de inferiorização e estigmatização racial. No Brasil, para além dos elementos de ordem social e cultural que afetam a população, a exclusão, o preconceito e o racismo, afiguram-se pela/na linguagem, seja por formas cruéis ou formas sutis e discretas, são refinadas pelo dispositivo linguístico-literário. A esse respeito, atenta-se com Nascimento (2019); Chimamanda Adichie (2017) ao fato de que questionar a instituição do racismo e trazer à baila as questões históricas-sociais-ideológicas pelas quais o povo brasileiro se constituiu e se construiu é uma das formas de problematizar o modus operandi e questionar os diversos instrumentos didáticos/literários utilizados para contar as histórias do povo preto. Neste sentido, questiona-se a inexistência da voz intelectual negra nos diversos espaços sociais, especialmente na literatura, nas produções artísticas, nas epistemes científicas e empreende caminhos que compreendam a história nacional e seus impactos nos dias atuais. Com as condições da COVID 19 potencializou-se os problemas sociais brasileiros e evidenciou-se a carência por rotas inclusivas, pois o povo, órfão de políticas públicas sucumbe e exige interlocuções, no sentido de (re) narrar e (re) formular histórias sobre os desafios de ser negro no Brasil. Saraus, slams e resistência Nina Rizzi Os saraus e slams contemporâneos que acontecem nas periferias, diferente dos saraus que aconteciam no Império e dos que acontecem em áreas nobres e/ou ambientes tradicionais, não são apenas saraus de compartilhamento. Mais do que apenas um amontoado de gente que se junta para se divertir e fruir da arte, ao se juntar, essas pessoas revelam e pensam os problemas, confraternizando-se em suas conquistas. São espaços de arte, educação e cultura e as palavras de ordem são luta e resistência, na tentativa de fazer do mundo um lugar melhor e menos injusto e desigual. As mulheres ao protagonizarem e tomarem seus lugares nesses espaços e criados os seus próprios, têm criado uma rede que se afeta com as experiências de resistência e re-existência ao escrever e erguer a voz; essa rede se expande numa teia libertadora e cada vez mais saraus e slams têm surgido, como o Slam das Minas fora do eixo Rio-SP, Slam das Cumadi em Sobral e a Pretarau: sarau das pretas em Fortaleza e região e metropolitana, ambas no Ceará, por exemplo.

Sobre o evento

Neste cenário, nesta quarta edição, priorizamos como temática promover uma ação em tríade: “Narrar, Compreender e Transformar”. A proposta parte da ideia de que entre os jogos que a linguagem pode realizar está aquele que a projeta como lugar de encontro, de estranhamento e de transformação de saberes, experiências e vivências.

O acesso ao conteúdo é 100% gratuito. A emissão do certificado custa R$ 12,90.

Benefícios

  • Acesso vitalício
  • Assista via smartphone e smartvs
  • Acesso a materiais complementares
  • Certificado da atividade