Rodas de Conversa 20 inscritos

Roda de Conversa: Enfrentamento ao racismo, ações afirmativas e branquitude

Certificado de 3h

Certificado Even3

100% Online

Gratuito

Assistir com certificado de 3 horas

R$ 12,90

Acesso por 1 mês sem Certificado

Grátis

Sobre o conteúdo

Políticas de Ação Afirmativas, Feminismo negro e Interseccionalidades Zélia Amador O feminismo negro é a designação utilizada para nomear o movimento de mulheres atuantes tanto na esfera da discussão de gênero quanto na luta antirracista. Trata-se de um movimento político e teórico que visa a mudança social e compreende que sexismo, a opressão de classes, a identidade de gênero e o racismo estão ligados. A forma como estes se relacionam entre si é chamada de intersecionalidades. O termo Intersecionalidades foi cunhado pela jurista Kimberle Crenshaw, em 1989. Lélia Gonzalez ([1982] 2011, p. 13):“Exatamente porque tanto o racismo como o feminismo partem da diferenças biológicas para estabelecerem-se como ideologias de dominação. Cabe, então, a pergunta: como se explica este “esquecimento” por parte do feminismo? A resposta, na nossa opinião, está no que alguns cientistas sociais caracterizam como racismo por omissão e cujas raízes, dizemos nós, se encontram em uma visão de mundo eurocêntrica e neocolonialista da realidade”. No Brasil, a história da organização das mulheres negras em defesa de seus interesses começa no século XIX com a criação de associações e irmandades e durante o século XX com a criação de organizações desde 1950, o ano em que o Conselho Nacional de Mulheres Negras foi fundado no Rio de Janeiro. O objetivo desta fala é trazer a importância da contribuição do feminismo negro para as políticas de ações afirmativas e no enfrentamento ao racismo no Brasil. Palavras chave: Racismo, Discriminação, feminismo negro, políticas afirmativas. A Mestiçagem e o desafios postos às Políticas de Ação Afirmativa Zelma Madeira A ênfase do debate recairá sobre as políticas de ação afirmativas, as cotas raciais como forma de enfrentamento ao racismo estrutural e as persistentes desigualdades raciais cujo objetivo é garantir igualdade de oportunidades às pessoas que são, no Brasil, potencialmente vítimas de discriminação racial. Tem sido constante as ambiguidades e os tensionamentos na implementação das políticas de cotas na educação superior e nos concursos públicos. O caminho para implementação dessas políticas não tem sido fácil. Mesmo depois de superada a acusação de inconstitucionalidade das cotas, destaca-se os casos recorrentes de fraudes e severas críticas aos procedimentos realizados pelas bancas de heteroidentificação. Esses problemas só podem ser explicados quando se considera as raízes históricas de como a questão racial se constitui na realidade brasileira. Cabe analisar as múltiplas faces do sistema de dominação e exploração colonial e seus impactos sociais, econômicos, políticos, culturais e psicológicos que tanto ampliam as desigualdades, demarcando as relações existentes entre formação capitalista, colonialismo e a questão racial. Demonstrar as fraturas desse modo de produção e reprodução da vida exige refletir sobre a mestiçagem como dispositivo de poder que envolve discursos, instituições, legislações, enunciados científicos e proposições morais com capacidade de organizar os modos de vida. Como forma discursiva a mestiçagem gestou o mito da democracia racial e a pardificação da população, ambos contribuem com o processo de branqueamento e para a negação do racismo. Essa engrenagem sofisticada traz para a atualidade os embates em torno da legitimação das bancas de heteroidentificação, e tentativa de desqualificar a ação do Estado. EDUCACIÓN POLÍTICA E ENFOQUE INTERSECCIONAL: INTELECTUAIS NEGRAS, PERCURSOS COM A AGENDA DURBAN (2001) E SEUS IMPACTOS Claudia Miranda (UNIRIO/RECEN; CLACSO) O mote da discussão está nas formas de direcionamento de ações coletivas que culminaram na presença de colectividades negras formadas por mulheres latino-americanas na agenda Durban (2001). Parte-se do argumento de que existe uma fissura bem delineada e por ela lideranças produziram/produzem suas performatividade e incidem em políticas públicas. Promovem um giro no passado (movimento sankofa), algo que consiste em possibilitar olhar para o já instituído, caminhar e construir caminhos futuros. Nas redes afrolatinas, dinamizadas por ativistas negras, educação política é propagada a partir do enfoque interseccional e pode ser localizada a partir de um continuum entendido como chave nas pautas dos feminismos negros. Palavras chave: Educacão política; Intelectuais negras; Enfoque interseccional; Agenda Durban (2001).

Sobre o evento

Neste cenário, nesta quarta edição, priorizamos como temática promover uma ação em tríade: “Narrar, Compreender e Transformar”. A proposta parte da ideia de que entre os jogos que a linguagem pode realizar está aquele que a projeta como lugar de encontro, de estranhamento e de transformação de saberes, experiências e vivências.

O acesso ao conteúdo é 100% gratuito. A emissão do certificado custa R$ 12,90.

Benefícios

  • Acesso vitalício
  • Assista via smartphone e smartvs
  • Acesso a materiais complementares
  • Certificado da atividade