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Compreender e transformar o racismo cotidiano: narrativas de resistência em três salas de aula Alessandra Pio (Universidade Federal do Rio Grande do Norte/UFRN) A fala constitui relato de experiência em situações que evidenciam o racismo em três esferas de poder distintas, mas ambientadas em salas de aula. Inicio como aluna da educação básica; passo pela minha sala de aula enquanto professora da educação básica e encerro a narrativa nas salas de aula do doutorado. O objetivo de cada etapa é possibilitar que os interlocutores possam acompanhar a sinuosidade do racismo em cada local, em cada nível, em cada tempo, em cada pele. A interseccionalidade é percebida por corpos determinados, cujas entradas em ambientes que exacerbam as linhas definidas pela sociedade são marcadas por eventos de dor, de silenciamento, de revolta. A transformação se inicia no ponto em que a invisibilidade desse trânsito entre linhas cessa. Compreender e transformar o racismo cotidiano: narrativas de resistência em três salas de aula Sara Wagner York (Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ) Aliando-me, teórico-metodologicamente, às cartografias discursivo-desconstrucionistas presentes nos estudos trans apresento algumas situações recorrentes nas estórias de travestis em suas salas de aula. O corpo marcado de modo reativo à cis - normatização, des(a)fia dois aspectos centrais no cenário atual sócio educacional: a governamentalidade cisgênera e a hierarquização ruidosa do sexismo. O corpo que ainda incomoda e reafirma a problematização de aspectos dos essencialistas, ainda recorrentes ao tratarmos dos direitos básicos à vida humana, expõe a exclusão social e a inclusão benevolente que atende ao mercado ultra-neoliberalista. Compreender e transformar o racismo cotidiano: narrativas de resistência em três salas de aula Luciana dos Santos Silva (Rede Municipal de São Paulo/SP) A fala abordará o sistema educacional como espaço de representatividade para uma educação antirracista, destacando como o espaço escolar, durante muito tempo, representa um ambiente hostil para meninos e meninas negras através de práticas racistas e discriminatórias e excludentes, desde a primeira infância. Através da vivência, como aluna do ensino público e agora como educadora abordarei a importância de uma educação antirracista, bem como a representatividade (através de educadores negros) pode mudar a trajetória de meninos e meninas, sejam eles negros ou não negros. Destacarei como implementar práticas para uma educação antirracista no espaço escolar, a partir da Educação Infantil.
Neste cenário, nesta quarta edição, priorizamos como temática promover uma ação em tríade: “Narrar, Compreender e Transformar”. A proposta parte da ideia de que entre os jogos que a linguagem pode realizar está aquele que a projeta como lugar de encontro, de estranhamento e de transformação de saberes, experiências e vivências.