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Ao longo da história, as pessoas foram fascinadas pela beleza e mistério dos cristais. Os gregos antigos identificavam o quartzo com a palavra "cristal" (gelo, muito frio, de extraordinária dureza). O tratado de Teofrasto no século IV a.C. foi usado como fonte para outros lapidários até pelo menos o Renascimento e classificou rochas e joias com base em seu comportamento térmico, agrupando os minerais por propriedades comuns. Há dois mil anos, o naturalista romano Plínio, o Velho, admirou-se com a regularidade dos cristais de rocha sob a forma de prismas de seis lados. Nesta época, os processos de cristalização do açúcar e do sal já eram conhecidos das antigas civilizações indiana e chinesa. Em 1611, o matemático e astrônomo alemão Johannes Kepler foi o primeiro em descrever a estrutura hexagonal dos flocos de neve. A cristalografia tem evoluído de forma extraordinária nos últimos 50 anos. Em 1985, por exemplo, o Prêmio Nobel de Química foi atribuído a Karle e Hauptman pelo desenvolvimento dos métodos de análise de estruturas cristalinas. Em 2010 o prêmio Nobel de Física foi concedido a um trabalho pioneiro sobre o grafeno, o primeiro de uma nova classe de materiais de estruturas cristalinas bidimensional com propriedades eletrônicas e mecânicas únicas. Hoje a cristalografia conta com mais de trinta Prêmios Nobel entregues a pesquisadores da área. A cristalografia é hoje a base do desenvolvimento de praticamente todos os novos materiais, e compreende os produtos de consumo diário, como cartões de memória, telas de celulares, componentes de veículos e aviões, etc. Os cristalógrafos não só estudam a estrutura dos materiais, mas também utilizam seus conhecimentos para modificar sua estrutura conferindo-lhe novas propriedades. As aplicações da cristalografia permeiam nossa vida diária e formam a espinha dorsal da nossa indústria, cada vez mais dependente do desenvolvimento tecnológico. Exemplos claros são as indústrias agro-alimentar, farmacêutica, de mineração, entre outros. Em 2012, o robô Curiosity Rover utilizou a cristalografia para analisar amostras do solo de Marte. Os resultados sugeriram que ele é semelhante aos solos basálticos dos vulcões do Havaí. Esta palestra percorrerá assim a vasta história da cristalografia mostrando algumas aplicações que sinalizam o emocionante caminho do futuro.
O objetivo, da I Semana da Química - IFPR - Campus Irati, é reunir estudantes de graduação, pós-graduação e docentes para discutir novos desafios envolvendo a química, tanto no ensino quanto pesquisa. O evento conta com a participação de docentes das instituições do IFPR - campus Curitiba, Instituto de Física de São Carlos - USP, Instituto de Química de São Carlos - USP, Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP e University of California San Diego.