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Stela Fischer “ESTUDOS FEMINISTAS E DECOLONIAIS/ANTICOLONIAIS NOS PROGRAMAS DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES CÊNICAS” Abordagem dos estudos feministas e decoloniais/anticoloniais nos programas de graduação e pós-graduação em Artes Cênica, como incentivo à inclusão de disciplinas curriculares, criação de encontros e núcleos de pesquisas teóricas e artísticas, e de frentes pedagógicas disruptivas na formação da/o artista. Essa condição impulsiona abordagens de outras epistemologias e estabelecem uma reação crítica diante da - ainda - predominância dos saberes hegemônicos e/ou androcêntricos institucionais. Eduardo Gasperin “O SOPRAR AO CONTRÁRIO - PRÁTICAS ARTÍSTICAS TRANSFRONTEIRAS ENTRE BRASIL E PARAGUAI” A partir da narrativa indígena escrita por Fabiane Medina da Cruz (Fabi Cruz) que conta do casamento de Tupã com a Deusa Kuña ou no dia que o céu quase caiu, conduz para uma importante reflexão ao ato soprar contra, no intuito de adiar o fim ou fins. Pelo vento que arrasa os (des)caminho(s), a transfronteira das práticas artísticas entre Brasil e Paraguai suscita a questão: Como fazer das artes da cena lugares de (des)ensino e (des)aprendizagem? Mediadora: Paulina Maria Caon .
O pensamento decolonial articula-se em desvendar e trazer a luz uma produção de conhecimento pautada em outros modos de pensar, de ser, e de agir, distintos e críticos ao pensamento hegemônico eurocentrista, e à pseudo superioridade das ideias ocidentais. Desenvolvido em contextos de marginalização e de resistência, possibilita outras maneiras de ensinar e fomentar a construção de conhecimento. Não é um conceito fechado, estável, um estado fixo, ou uma condição. Está em constante reconfiguração, compromissado com o lugar de fala de todos, enraizado em tempos e espaços múltiplos. Alinhar o fazer artístico contemporâneo com uma perspectiva decolonial é de fundamental importância para nos despertar a novas possibilidades de olhar, e ampliar os paradigmas dentro da criação cênica, ao nos convidar a explorar e problematizar as políticas do corpo e das artes como espaço de experimentação identitária, onde as diferenças são mais do que simplesmente aceitas e respeitadas, são incentivadas e estimuladas em nome da pluralidade de existências.