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Ao longo do tempo, as práticas musicais nas quais o repertório se transmite pela via da escrita geram vestígios, tais como partituras e partes musicais avulsas. Essas se acumulam em arquivos públicos, privados e institucionais, em coleções recolhidas ou não a entidades custodiadoras e aos arquivos pessoais de compositores ou seus familiares. Com o passar do tempo, essas fontes – verdadeiras testemunhas da prática musical de um tempo – podem ser resgatadas, tanto no sentido de servirem à produção de histórias da música, quanto pelo caráter artístico e/ou funcional das obras registradas nas fontes. Nesta mesa, o palestrante, arquivista e músico pirenopolino Marcos Vinícius Ribeiro e a musicóloga Thais Rabelo Maciel – ambos integrantes do PatriMusi – Grupo de Pesquisa Patrimônio Musical no Brasil / UFPA – comentarão suas experiências em relação à edição de obras e a relação do repertório com as memórias musicais das cidades de Pirenópolis – Goiás e São Cristóvão – Sergipe.
Para promover um espaço de troca de conhecimentos e experiências entre profissionais e estudantes de Música, a Escola de Música da Universidade Federal do Pará (EMUFPA) realizará, de 13 a 17 de dezembro, a 48ª edição do Encontro de Artes de Belém (ENARTE). O evento será online e gratuito. Idealizado pela primeira vez na década de 1970 pelo pianista, professor e compositor Altino Pimenta, o ENARTE nasceu como proposta para promover as diversas linguagens artísticas em atuação na UFPA, no período do Círio de Nazaré. Com o tempo, o projeto configurou-se como uma mostra musical e, hoje, apresenta resultados das atividades acadêmicas e artísticas de professores e alunos da EMUFPA, além de trazer convidados. Em 2021, o ENARTE celebra o centenário de seu criador. Biografia. Altino Rosauro Salazar Pimenta (1921-2003) foi pianista, compositor, letrista e professor de música, nascido em Belém/PA. Recebeu aulas particulares de piano na infância; posteriormente, concluiu o curso de piano de Mário Neves. Ao longo de sua vida, obteve sólido currículo por meio de cursos e atuações profissionais, residindo em Belém, Rio de Janeiro, Amapá e Minas Gerais. Sua formação foi marcada pelos estudos em teoria musical com Iberê Lemos e Lorenzo Fernandez e aperfeiçoamento pianístico com Magdalena Tagliaferro, Herminia Roubaud e Maria do Carmo Ney, além de cursos de musicologia com George Kullmann e Ernest Schumann. Sua formação musical foi complementada pela experiência profissional em emissoras de rádio e outros estabelecimentos, nos quais passou a tocar gêneros populares e a fazer improvisos, bem como pelo exercício da docência em diversos contextos. Seu trabalho composicional é manifesto desde a juventude, mas somente a partir de 1980 sua produção cresce em volume e se aprimora em estilo. Concentra-se em música para câmara, piano solo e canções, em sua maior parte com poemas de autores amazônicos que evocam paisagens culturais brasileiras. Seu estilo o coloca em comparação com Waldemar Henrique, Villa-lobos e outros de vertente nacionalista. Divulgou sua obra no exterior durante a década de 1990, em viagens à Alemanha, França e Estados Unidos. Produziu três discos e dois álbuns de partituras, que abarcam parte de suas composições. Até o ano de 2002, que antecede o ano de sua morte, continuava compondo, demonstrando seu ímpeto artístico e entusiasmo pela vida, tão relatados por seus conhecidos. Sua vida e obra têm sido objeto de estudo e de inspiração para os que conviveram com ele e por admiradores de sua música. Além de sua relevância como compositor, Altino Pimenta é estimado por sua atuação como professor e gestor do Serviço de Atividades Musicais da UFPA (atual Escola de Música da UFPA), período em que criou o Encontro de Artes de Belém, em 1974.