Palestrante
Ana Magalhães
Ana Gonçalves Magalhães é historiadora da arte, professora livre-docente, curadora e, atualmente, diretora do Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC USP). É pesquisadora em arte do século 20. Foi curadora de várias exposições no MAC USP, de arte moderna e arte contemporânea, além de ter sido consultora curatorial de mostras no Brasil e no exterior.
Na investigação do acervo de arte moderna internacional do MAC USP, ela vem se dedicando ao estudo das obras de arte moderna italiana de seu acervo e sua relevância para o meio artístico brasileiro nas décadas de 1940 e 1950, cuja pesquisa foi apresentada nas exposições Classicismo, Realismo, Vanguarda: Pintura Italiana do entreguerras (MAC USP, 2013) e Italiani sull’Oceano. Storie di artisti nel Brasile moderno ed indigeno alla metà del ‘900 (Museo delle Culture, Milão, 2016). Em 2018, curou a exposição Boccioni: Continuidade no espaço no MAC USP, na qual novas evidências sobre a história material da obra-prima de Boccioni foram apresentadas e agora serão publicadas em livro, pela Edusp.
Coordenou o Grupo de Pesquisa CNPq Arquivos de Museus e Pesquisa (2010-2017), com realização de seminários bienais e publicações, e o simpósio internacional Futuros possíveis: arte, museus e arquivo digital, em colaboração com Giselle Beiguelman (2012), com publicação do livro homônimo (Edusp, 2014). Atualmente, coordena o Projeto Temático Coletar, Identificar, Processar, Difundir. O Ciclo Curatorial e a Produção do Conhecimento (2017-2022), financiado pela FAPESP, e o Grupo de Pesquisa CNPq Narrativas da arte do século XX.
Foi Professora Convidada em universidades na Itália, na França, na Áustria e na Alemanha, além de ter sido Pesquisadora Convidada do Getty Research Institute, em Los Angeles (2016) e Curadora Residente na Bibliotheca Hertziana - Instituto Max Planck, em Roma (2019).
Dentre suas publicações, estão o livro Claude Monet. A canoa e a ponte (2000); a coordenação editorial do catálogo Degas. O universo de um artista (2006); o catálogo Classicismo, realismo, vanguarda: pintura italiana no entreguerras (2013); o livro Discours aux Tupiniquins (2015); Classicismo moderno. Margherita Sarfatti e a pintura italiana no MAC USP (2016); os catálogos Um outro acervo do MAC USP. Prêmios-aquisição da Bienal de São Paulo, 1951-1963 e o livro Atelier 17. Modern Printmaking in the Americas (ambos de 2019, sendo o último em co-edição e colaboração da Terra Foundation of American Art).