Palestrante
Me. Aloma Santin Menegasso
Farmacêutica pela Universidade de Passo Fundo. MBA em Auditoria e Gestão Hospitalar pela Faculdade de Tecnologia em Saúde (FASAUDE -IAHCS). Atualmente Coordenadora de Pesquisa no setor de Gerência de Ensino e Pesquisa do Hospital Beneficente São Vicente de Paulo. Mestrado em Bioexperimentação (Universidade de Passo Fundo), tendo desenvolvido estudo sobre "Exposição embrionária a genisteína induz comportamento ansiolítico e antissocial em zebrafish: efeitos persistentes até a fase adulta". Realizada a pesquisa com a genisteína, um fitoestrógeno presente em diversos alimentos e em maior abundância na soja e em seus derivados. Essa substância possui estrutura química semelhante ao estrogênio 17ß-estradiol e tem a capacidade de ligação nos mesmos receptores, desencadeando ação estrogênica ou antiestrogênica dependendo do tecido alvo, concentração de estrógenos endógenos e número de receptores livres. Portanto é classificada como uma substância desreguladora endócrina, que pode trazer prejuízos ao sistema reprodutor, tanto em humanos quanto em animais. O principal objetivo do trabalho foi elucidar os efeitos que a genisteína, em concentrações similares às encontradas em efluentes, gera no comportamento e na diferenciação sexual de peixes expostos durante o período embrionário. Os efeitos da exposição embrionária foram avaliados na fase larval e na fase adulta. Ovos de zebrafish foram expostos durante as primeiras 72 horas pós-fecundação a 3 diferentes doses de genisteína: 10µg/L, 40µg/L e 80µg/L.