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Após 18 anos de aprovada e sancionada a Lei nº 10.639/03 e 13 anos da Lei nº 11.645/08, que modificaram a LDB ao estabelecer a obrigatoriedade do ensino de história e cultura africana, afro-brasileira e indígena, as legislações, fruto de luta do Movimento Negro, vêm impulsionando mudanças no campo educacional no que tange à diversidade étnico-racial. Todavia, tem-se muito ainda para avançar, especialmente considerando-se o recrudescimento do racismo no Brasil nos últimos anos. É importante a universalização de uma educação para a diversidade, bem como a formação de professores/as para que haja possibilidade de implementação de práticas pedagógicas no cotidiário escolar, diariamente, não ano a ano ou somente em datas comemorativas. A diversidade étnico-racial é parte indissociável da sociedade e das escolas brasileiras e, portanto, o currículo não deve representar tão somente a transmissão de conteúdos prontos e selecionados pelos órgãos institucionais. Diversamente disso, o currículo acontece no diálogo e no silêncio, porque é vivo e produz identidades. Jamais deve ser visto como um artefato neutro e desinteressado, mas como um campo de disputas constantes, interesses e relações de poder, uma vez que é com/no currículo que se definem os rumos do processo educativo no seu contato permanente com o conhecimento, a cultura e os processos sociais e formativos. Institucionalizado, o currículo torna-se a voz amplificada da classe dominante, social e racialmente opressora. Discutido, as múltiplas vozes podem participar de sua implementação na vida escolar, contribuindo assim, para o combate ao racismo e a todas as formas de preconceito. Com base neste debate, convidamos professores/as e pesquisadores/as para compartilhar saberes e fazeres, estratégias e subversões, disputas e diálogos sobre o ensino das relações étnico-raciais na educação básica . A AT busca reunir o debate sobre relatos de experiências de educadores/as e pesquisas acadêmicas que versem sobre a temática.
IV Arvorecer Negro "A internet como palco de luta: Ciberativismo negro e as disputas do mundo virtual à rua"