A edição de 2026 do Ciclo de Estudos e Debates em Etnologia Indígena marca uma trajetória de 10 anos de diálogos, pesquisas e trocas de saberes entre comunidades indígenas, pesquisadores e estudantes. Realizado em Natal/RN desde 2016, a oitava edição acontecerá entre 15 e 18 de setembro de 2026 e reafirma seu compromisso com a construção de uma ciência plural, crítica e intercultural.
Fruto da parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFRN) e a Licenciatura em Educação Intercultural Indígena (LICEII/UFRN), o Ciclo consolidou-se como referência nacional e regional na área da etnologia indígena. Para esta edição, o evento conta com a colaboração de programas de pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o que amplia a rede de interlocução acadêmica e reforça caráter interinstitucional e nacional do Ciclo.
Em 2026, o VIII Ciclo convida a reflexão sobre “Territórios Indígenas e Futuros Possíveis”, diante dos desafios climáticos e territoriais que marcam o nosso tempo e das alternativas que emergem dos modos de vida e dos conhecimentos dos povos indígenas. O tema evidencia a urgência de enfrentar os efeitos da degradação ambiental, da violência contra os povos indígenas e das desigualdades sociais. Ao mesmo tempo, propõe reconhecer e ampliar suas contribuições para a regeneração da vida, a justiça ambiental e a democracia. Trata-se de repensar as múltiplas formas de habitar, considerando o lugar das epistemologias e práticas indígenas na construção de alternativas ao modelo hegemônico de exploração da terra e da vida.
A programação contará com rodas de saberes, painéis temáticos, oficinas, minicursos e mostra audiovisual, além de espaços de socialização de materiais didáticos e produções acadêmicas. O evento reafirma a universidade como fórum público de diálogo entre mundos, territórios e saberes, fortalecendo a construção de políticas de conhecimento comprometidas com a diversidade, a sustentabilidade e a democracia.
“Territórios Indígenas e Futuros Possíveis” é, por fim, um convite coletivo: à antropologia, aos povos indígenas, às instituições públicas, aos órgãos do sistema de justiça e à sociedade em geral para pensar juntos: quais futuros queremos? Quais futuros são possíveis? E de que modo os territórios indígenas, enquanto espaços de vida, memória, conhecimento e luta, são fundamentais para a construção desses futuros?
Como participar
INSCRIÇÃO (OUVINTE)
A participação como ouvinte está aberta a estudantes, pesquisadoras(es), professores(as) e demais interessados(as). Para se inscrever gratuitamente, basta CLICAR AQUI
SUBMISSÃO DE TRABALHOS
O evento receberá propostas nas seguintes modalidades:
- Painéis Temáticos: apresentação de comunicações orais e pôsteres: CLICAR AQUI;
Passo a passo para submissão de resumos e de trabalhos completos: CLICAR AQUI
- Minicursos e Oficinas: inscrições GRATUITAS no SIGAA/UFRN
- Mostra Audiovisual: apresentação de ensaios fotográficos, desenhos, vídeos e documentários.
PT 01 - Artes indígenas em
perspectiva: expressões, saberes e produções artísticas dos povos indígenas do
nordeste brasileiro
Coordenação
Tiago Santos Araújo (PPGAS/UFRN)
Karina Rachel Guerra Braga (PPGAS/UFRN)
Resumo:
Este Painel Temático propõe reunir
pesquisas e reflexões sobre diferentes formas de arte indígena, compreendidas
como expressões que articulam saberes, memória, território e modos de
existência. Acolhemos trabalhos que abordem as produções artísticas indígenas
em suas diversas manifestações, incluindo artes materiais, imateriais, visuais
e gráficas, como pintura corporal, grafismos, cerâmica, esculturas e cestarias;
bem como expressões musicais, performáticas e rituais, como cantos,
instrumentos, danças e outras práticas. A proposta parte do entendimento de que
essas produções não se limitam ao campo estético, mas constituem práticas que
expressam tanto relações com a ancestralidade, o território e as cosmologias
indígenas, quanto com múltiplos existentes, humanos e não-humanos. Dessa forma,
pretende-se estimular reflexões sobre os sentidos dessas artes, seus processos
de criação, transmissão e circulação em diferentes contextos. Ainda,
pretendemos dar especial atenção às produções artísticas das comunidades indígenas
do Nordeste brasileiro, considerando que, apesar da grande diversidade de modos
de existir presentes na região, a produção bibliográfica sobre o tema ainda é
relativamente escassa. Com isso, objetivamos discutir e incentivar o
compartilhamento de ideias e pesquisas sobre as artes indígenas, promovendo um
espaço de diálogo entre pesquisadores, estudantes e demais interessados na
referida temática.
PT 02 - Educação Escolar Indígena e
projetos de futuro
Coordenação
Janaina Aline dos Santos e Souza (USP)
Resumo:
Este painel propõe articular as concepções de educação escolar indígena de
diferentes povos e etnias aos seus respectivos projetos de futuro, evidenciando
como a construção de projetos político-pedagógicos de escolas e/ou
licenciaturas interculturais, ancorada nos saberes tradicionais, possibilita
uma formação crítica, refletida na prática docente, na ressignificação da
escola, na produção de currículos diferenciados e no fortalecimento cultural.
Ao discutir quais futuros se desejam — ou quais são possíveis na atualidade —,
a educação escolar indígena, enquanto campo de disputa política e
epistemológica, constitui-se como um espaço estratégico para pensar os caminhos
a seguir, seja no reconhecimento e na valorização identitária, seja na
conscientização das lutas territoriais e de direitos, ou ainda no domínio e na
interlocução com o universo não indígena.
Palavras-chave:Educação
Escolar Indígena; Saberes Indígenas; Formação e Prática Docente; Currículo
Diferenciado; Projeto de Futuro.
PT 03 - Entre o Visível e o
Invisível: Noções de Corpo e Pessoa no Nordeste indígena
Coordenação
Alany
Mariana Kardec do Nascimento de Oliveira (PPGAS/UFRN)
Caio
Vinicius Soares de Oliveira Barbosa (UFRN)
Resumo:
As discussões sobre
as noções de Corpo e Pessoa entre os povos indígenas situados no Brasil não são
recentes, porém certa escassez se revela quando direcionamos a análise do
Nordeste indígena. Em um plano geral, a construção da pessoa e a fabricação do
corpo são compassos essenciais para compreender as diversas formas de
socialidade desses povos, tanto o papel da corporalidade se torna crucial para
entender os sistemas sociais e cosmológicos, quanto a noção de pessoa transita
em um movimento plural de níveis estruturados internamente. Tendo em vista que
há uma ausência de produções bibliográficas acerca de temas que englobam esta
temática, a proposta objetiva incentivar e compartilhar produções que
contribuam para a conceitualização das diferentes perspectivas apresentadas.
Desse modo, buscamos acolher pesquisas em estágio inicial, consolidadas ou em
desenvolvimento em diferentes perspectivas que enfatizem transversalidades como
as dimensões do sonho, da morte, da vida, da fragmentação da pessoa, do território,
das relações intersubjetivas (múltiplos existentes), das experiências de quase
morte, das socialidades, das cosmologias e dos rituais.
Palavras-chave:Corpo,
Pessoa, Nordeste indígena
PT 04 - Escola
indígena como demarcação do Território Indígena: desafios e potencialidades
para a construção de um futuro possível
Coordenação
Vania Aparecida Costa (UFRN)
Maria Ivoneide Campos da Silva (LICEII/UFRN,
Associação Comunitária Amarelão/RN)
Dioclécio Bezerra da Costa (Escola Municipal
Indígena Saramandaia)
Resumo:
Este painel temático traz como questão central como
a luta e a presença da escola indígena na comunidade vem se configurando como
processo de demarcação do território indígena. No estado do Rio Grande do Norte
essa configuração está muito presente no processo de construção da Educação
Escolar Indígena. A proposta é que os trabalhos apresentados contribuam para
que se amplie e aprofunde nessa questão com a socialização de pesquisas,
relatos, materiais de apoio didático-pedagógicos voltados para as histórias,
currículos e práticas pedagógicas de escolas indígenas, incluindo a relação
daslicenciaturas interculturais
indígenas nas escolas e nas comunidades. Em um primeiro momento, o painel
possibilitará uma visão mais ampliada de como a escola indígena vem se
constituindo e contribuindo com a luta e a formação política de lideranças e
professores/as indígenas nos territórios. Em um segundo momento, os/as
coordenadores/as do painel apresentarão, no painel, uma perspectiva de análise
dos trabalhos apresentados de modo a que o diálogo se aprofunde em torno, tanto
do que podemos aprender com o processo de construção da escola indígena como
território, quanto dos desafios e potencialidades dessa escola para a
construção de um futuro possível considerando o lugar das epistemologias e
práticas indígenas na construção de alternativas ao modelo hegemônico de
exploração da terra e do bem viver.
Palavras-chave: Escola
Indígena; Território Indígena; Educação Escolar indígena; Povos indígenas do RN
PT 05 - Etnicidade, Movimento
Indígena e Antropologias Indígenas: diálogos e renovações
Coordenação
Tayse Michelle Campos da Silva (PPGAS/UFRN)
João Lucas Medeiros Dantas (PPGAS/UFRN)
Resumo:
Este Painel Temático tem como objetivo reunir pesquisadoras/es interessadas/os
em discutir as dinâmicas contemporâneas em torno da etnicidade, com foco
especial nos processos de emergência étnica, nas trajetórias do movimento
indígena e no papel central dos antropólogos indígenas e das antropologias
indígenas na produção de conhecimento. Buscamos criar um espaço de diálogo para
refletir sobre como as identidades étnicas são mobilizadas, reivindicadas e
reconstruídas em contextos de conflito territorial, políticas de Estado e
articulações transnacionais. Propomo-nos a investigar as múltiplas facetas do
protagonismo indígena, analisando não apenas a atuação política em suas
organizações, mas também a emergência de um campo intelectual de autoria
indígena que desafia os cânones da antropologia. Interessa-nos compreender como
esses agentes – em diálogo crítico com a academia e com suas próprias tradições
– têm produzido novas epistemologias, metodologias e narrativas sobre a
história, o território e o futuro de seus povos. O Painel Temático acolherá
trabalhos que abordem, entre outros temas: processos de emergência étnica e
etnogênese, incluindo suas dimensões jurídicas, simbólicas e políticas; a
trajetória do movimento indígena local, regional e nacional, suas alianças, tensões
e pautas contemporâneas; a produção acadêmica e intelectual de antropólogos,
pesquisadores e lideranças indígenas; as relações entre antropologia e povos
indígenas: colaboração, tradução intercultural e antropologia compartilhada; políticas
de identidade, territorialidade e autonomia; memória, colonialidade e as formas
de resistência dos povos indígenas. Ao reunir pesquisas que articulam
etnografia, análise política e reflexão epistemológica, este Painel Temático
visa contribuir para um debate necessário sobre as condições de produção do
conhecimento antropológico, os deslocamentos metodológicos provocados pelo
protagonismo indígena e os desafios ético-políticos que se colocam para a
disciplina em um contexto de crescente visibilidade e protagonismo dos povos
indígenas.
Palavras-chave:Etnicidade;
Movimento indígena; Antropólogos indígenas; Protagonismo indígena;
PT 06 - Etnoenvolvimento e novas
formas de territorialidades
Coordenação
Ribamar Ribeiro Junior (Instituto Federal do Pará – Campus Rural de Marabá)
Ronnielle de Azevedo Lopes (IFPA)
Moeri Parakanã (Terra Indígena
Parakanã)
Resumo:
Este Painel Temático tem como
proposta acolher trabalhos que dialogam com o fazer etnográfico da escrita de
pesquisa, envolvendo as vivências culturais e novas formas de territorialidade
no âmbito dos etnoterritórios indígenas. Parte-se da compreensão da etnografia
como método de análise e interpretação desses novos aldeamentos, formas de
organização, modos de luta e resistência, incluindo as territorialidades da
educação em seus territórios e suas formas de ocupação na institucionalidade. Por
que etnoenvolvimento? Trata-se de uma perspectiva que busca superar a lógica
“desenvolvimentista” do Estado e do capital, propondo uma reflexão sobre a
necessidade de estreitar ainda mais os laços dos povos indígenas com seus
territórios, em vez de promover seu afastamento.
Palavras-chave:Etnografia;
Etnoterritórios; Educação; Povos Indígenas e Territorialidades.
PT 07 - Etnografias entre o mar,
mangues, praias, arrecifes, matas e areais: territorialidades e modos de
habitar no Atlântico Indígena
Coordenação
Thiago Mota Cardoso (Universidade Federal do Amazonas)
Susana Matos Viegas (Universidade
de Lisboa)
Resumo:
Este
painel visa reunir pesquisas etnográficas e reflexões de antropólogos/as
indígenas e não indígenas sobre territorialidades, práticas de conhecimento e
relacionalidades envolvendo os povos indígenas e as diversas paisagens da zona
costeira (mar, pedrais, arrecifes, mangues, estuários, praias e areais).
Contrariando a visão colonialista e moderna da paisagem costeira como entidade
externa destinada à contemplação e/ou da terra como solo destinado ao
extrativismo e ocupação, o painel convoca reflexões sobre o Atlântico e suas
bordas territoriais ou, para alguns povos indígenas, suas dobras com outros
patamares cosmográficos. Isso implica endereçar a multiplicidade de vidas nas
paisagens da Zona Costeira, das confluências entre rios e o mar e destes com as
matas e vegetações litorâneas, bem como reconhecer os atravessamentos das
rodovias, zonas agroindustriais, circuitos de mercadorias no turismo, portos e
cidades e, evidenciar as múltiplas formas de conceber o oceano negligenciadas
por uma historiografia sobre o atlântico marcada pela conquista, domesticação e
escravidão. Para as vidas indígenas, esse Atlântico da globalização significou
invasão e ocupação, bem como a emergência de uma ecologia colonial nas
paisagens litorâneas, destruindo ou ameaçando seus modos de viver. Mas há ainda
muita vida e conhecimento lá onde os olhares da globalização e da ocupação
colonial não alcançam ou não reconhecem. O que designamos Atlântico Indígena
serve de contraponto ao quadro de pesquisas sobre o Atlântico como espaço “civilizacional”,
e complementa os estudos sobre o Atlântico Negro que, desde a década de 1990
vieram trazendo à cena a violência dos deslocamentos de vidas através desse
oceano. Que Atlântico será esse dos pontos de vista e dos modos de habitar
indígenas? Esta é a pergunta geral que trazemos para este painel, a fim de
compreendermos as conformações das territorialidades indígenas ao longo da zona
costeira brasileira.
Palavras-chave: povos
indígenas; territorialidades; modos de habitar; paisagens; zona costeira
PT 08 - História, Historiografia
Indígena (Séculos XVI–XXI) e Educação Escolar: Agências, Saberes e Práticas
Didáticas
Coordenação
Marcelo Oliveira do Nascimento (UFRN)
Ana Beatriz Santos
Ovidio (UFRN)
Resumo:
O presente Painel Temático propõe um amplo debate
sobre a História e Historiografia Indígena, abrangendo um arco temporal que se
estende dos séculos XVI ao XXI. O objetivo é reunir pesquisas que estabeleçam
os povos indígenas como agentes centrais e protagonistas na história do Brasil,
desde o período colonial até a contemporaneidade. Serão acolhidos trabalhos que
analisem as agências, trajetórias e resistências indígenas nos processos de
colonização e formação nacional, incluindo suas participações em eventos
bélicos, administração de aldeamentos, atuação política (Diretório dos Índios,
cargos camarários, rebeliões e processos políticos), bem como a luta por
direitos e a produção de saberes e narrativas próprias no século XXI. Em uma
perspectiva complementar, o Painel Temático visa discutir a Educação Escolar e
a Educação Indígena. Serão priorizados trabalhos e relatos de experiência que
explorem o ensino de História Indígena em sala de aula, desde as reflexões
oriundas de programas de iniciação à docência, como o PIBID, até a atuação
prática de professores de história e indígenas na educação básica. Busca-se
valorizar a implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, o uso e
análise de materiais didáticos, metodologias ativas, a circulação de saberes e
narrativas contra-hegemônicas e os desafios enfrentados no trato das temáticas
étnico-raciais. O Painel se constitui como um espaço de diálogo, troca e
construção coletiva, reconhecendo a escola como lugar estratégico de produção e
divulgação de conhecimento histórico comprometido com a diversidade e a justiça
social.
Palavras-chave: Historiografia
Indígena; Ensino de História Indígena; Práticas Didáticas; Agência Indígena;
Educação Escolar.
PT 09 - Territorialidade, Conflitos
Socioambientais e Políticas Públicas: Os impactos do capitaloceno em terras
indígenas
Coordenação
Alícia Ferreira Gonçalves (PPGA/UFPB)
Matheus Ramos Araújo de Sousa
(PPGA/UFPB)
Resumo:
O presente Painel Temático está aberto à reflexão e
escuta sobre o impacto do antropoceno (Haraway, 2000) e capitaloceno (Moore,
2016) dentro dos territórios indígenas, o que evidencia os conflitos
socioambientais (Simmel, 1908) e disputas territoriais movidas pela as
transformações sociais causadas pelo homem no meio ambiente. Desde os anos de
2012, o Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Cultura, Sociedade e Ambiente
(GIPCSA) vem se debruçando dentro dos territórios indígenas para entender os
impactos ambientais e as iniciativas sociais para conter os avanços causados
pela destruição das matas em decorrência das presentes monoculturas, em 2018
começamos a trabalhar com a Política Nacional de Gestão Ambiental e Território
em Terras Indígenas (PNGATI) onde instituiu por meio do decreto 7747/2012 o
Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA), que possibilitou a partir de
uma organização política participativa das comunidades uma autogestão sobre o
território. Objeto central de discussão é osimpactos do antropoceno nos territórios indígenas influenciado pelo
capitaloceno, que prioriza o lucro em detrimento das relações socioambientais.
Com isso, este Grupo de Trabalho representa um chamamento para pesquisa que
busca analisar as iniciativas produtivas comunitárias para impedir o avanço do
antropoceno sobre os territórios, como também, pesquisas que dialoguem com as
políticas públicas indigenistas, conflitos socioambientais e produções
sustentáveis em terras indígenas. Por fim, este grupo de trabalho busca analisar
o “fato socioambiental total” (Marques, 2015)a partir do antropoceno para que definem as contradições entre o
capitalismo e o meio ambiente, e como entender os processos de territorialidade
constituídos pelos povos indígenas.
Regras de submissão de comunicações orais e pôsteres nos Painéis Temáticos
✅ Quem pode submeter propostas?
Podem enviar propostas: ✨ Professores(as) da educação básica e do ensino superior; ✨ Estudantes da educação básica, graduação e pós-graduação; ✨ Pesquisadores(as) e profissionais interessados(as)
nos temas dos painéis.
🗂️ O que pode ser
apresentado nos Painéis Temáticos?
Pesquisas
em andamento ou concluídas;
Trabalhos
de conclusão de curso (monografias, dissertações, teses);
Projetos
de ensino, extensão ou iniciação científica;
Experiências
desenvolvidas em contextos escolares e não escolares, junto a territórios
e comunidades indígenas.
👥 Posso submeter em
coautoria?
Sim. Trabalhos em coautoria são bem-vindos. Todos os(as)
coautores(as) devem ter seus nomes registrados no momento da submissão.
🔄 Posso enviar mais de
uma proposta?
Sim. Cada participante poderá submeter até duas propostas
de trabalho.
👨🏫👩🏫 Quantos(as) (co) autores(as) podem ter um trabalho?
Não há limite para o número de autores(as) e coautores(as) por trabalho. Contudo, apenas dois (02) autores(as) poderão ser indicados(as) como apresentadores(as) no momento da submissão e durante a apresentação nos Painéis Temáticos.
ATENÇÃO: um(a) mesmo(a) autor(a) ou coautor(a) poderá atuar como apresentador(a) de mais de um trabalho, desde que estes pertençam ao mesmo painel temático. É vedada a indicação de um(a) mesmo(a) apresentador(a) para painéis distintos, uma vez que as sessões ocorrem de forma simultânea.
🎤 Formatos de
apresentação permitidos:
Comunicação
oral
Pôster
📌 Como devo apresentar a proposta de comunicação oral ou pôster?
Resumo simples
Trabalho completo
🧷 SUBMISSÃO DE RESUMO SIMPLES:
Os resumos deverão ter o seguinte formato:
- Entre 1.000 e 4.000 caracteres com espaço, espaçamento 1,15, Arial, letra 12.
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- O resumo deve ser elaborado diretamente no template disponibilizado, salvo em *doc e submetido no sistema.
- No momento da submissão, deverão ser enviadas duas versões em *doc do arquivo: uma com identificação de autoria e outra sem identificação.
ATENÇÃO: o resumo deverá ser elaborado conforme o "template" disponível na página
🧷 Regras específicas para
pôsteres:
Devem
conter de forma clara os autores/as e orientadores/as (se houver)
A
montagem e retirada do pôster são de responsabilidade do(a) proponente
A
exposição ocorrerá na sala do GT, conforme orientação dos(as)
monitores(as)
📚 ENVIO DE TRABALHOS
COMPLETOS [OPCIONAL]
Os trabalhos completos das comunicações orais e dos pôsteres que foram aprovados nos Painéis Temáticos do VIII Ciclo de Etnologia Indígena serão publicados nos Anais Eletrônicos.
Os trabalhos completos deverão ter o seguinte formato:
- Formato: mínimo 05 e máximo 15 páginas (incluindo referências), espaço 1,5, Arial, letra 12.
- Notas completas no rodapé da página.
- O resumo e as palavras-chave em português deverão ser inseridos imediatamente após a informação da autoria, antes do início do texto.
- Os arquivos devem ser em formato pdf.
- O trabalho deve ser elaborado diretamente no template disponibilizado, salvo nesse formato e, em seguida, convertido em PDF para submissão no sistema.
- No momento da submissão, deverão ser enviadas duas versões do arquivo: uma com identificação de autoria e outra sem identificação.
ATENÇÃO: o trabalho completo deverá ser elaborado conforme o "template" disponível na página.
Forma de envio:
O arquivo deve ser enviado pelo sistema Even.
PUBLICAÇÃO NOS ANAIS
Os trabalhos aprovados (RESUMOS E TRABALHOS COMPLETOS) serão publicados nos Anais do evento.
Os Anais contarão com ISBN e DOI para a publicação como um todo.
O sistema também disponibiliza a opção de solicitação de DOI individual para os trabalhos publicados nos Anais. Ressalta-se que essa solicitação é opcional e, quando realizada, deverá ser custeada pelos(as) autores(as).
Minicursos e Oficinas
Inscrições de propostas
📍 Oficinas e Minicursos no VIII Ciclo
🗓️ Data e horário de realizaçãoAs Oficinas e Minicursos acontecerão no dia 15 de setembro de 2026, das 14h às 18h30, no Campus da UFRN.
📍 O que é Oficina?
Atividade prática de curta duração, que promove interação, criação e experimentação em torno de temas relacionados ao evento.
Pode envolver práticas diversas, desde trabalhos manuais e artesanais até exercícios que estimulem a participação ativa dos envolvidos.
📍 O que é Minicurso?
Atividade de curta duração voltada para apresentar, introduzir ou aprofundar uma temática específica.
O(a) ministrante pode adotar diferentes metodologias: exposição oral, palestras, discussões interativas, perguntas ou outras estratégias que incentivem a participação dos ouvintes.
✅ Quem pode submeter propostas?✨ Professores(as) da educação básica e do ensino superior
✨ Pesquisadores(as)
✨ Estudantes de graduação e pós-graduação
✨ Profissionais da educação interessados(as)
📌 O que deve conter a proposta?
Título da oficina ou minicurso
Resumo (até 3.000 caracteres com espaços), incluindo:a) Apresentação da atividade, objetivos e justificativab) Descrição da metodologia e proposta formativac) Relação com a temática central do evento e possíveis contribuições para a formação profissional
Pequena ementa (até 300 caracteres com espaços), para divulgação no evento
Indicação do número de vagase número de ministrantes (até 4 por oficina ou minicurso)
Observação: os materiais utilizados são de responsabilidade dos(as) proponentes
Oficinas e minicursos: lista dos(as) aprovados(as)
OFICINAS
1.
Comunicação e Resistência: Fortalecendo a Luta dos Povos Originários
Ministrante: Tamara
Rodrigues (Memórias Potiguara / Secretaria de Educação de Baía da Traição)
2. Corpo-Território:
Vivências e saúde mental de indígenas LGBTQIA+ do Rio Grande do Norte.
Ministrante:Kelly
Nascimento da Silva (Coletivo Diversidade do Vale e Coletivo Xanana)
3.
Elaboração de projetos culturais indígenas como ferramenta de salvaguarda
patrimonial e construção de futuros possíveis
Ministrante:
Mariana Neves Cruz Mello (UFPA)
MINICURSOS
1.
Constelações indígenas da América do Sul em Homens e Caranguejos de Josué de
Castro por meio de leitura da obra, de um cordel e de um jogo interativo
Ministrante:
Francisco Adaécio Dias Lopes (Secretaria de Educação do RN)
2. Introdução
à pesquisa antropológica para práticas administrativas e periciais.
Ministrante:
Carlos Guilherme Octaviano do Valle (UFRN)
3.
Licenciamento ambiental, consulta prévia e povos indígenas: desafios contemporâneos
da antropologia aplicada
Mostra Fotográfica, de Desenhos e de Vídeos/documentários
🎥 O que são as Mostras Audiovisuais?
As Mostras Audiovisuais reúnem produções artísticas em diferentes linguagens — como fotografia, vídeos, documentários e desenho — que contribuem para ampliar o olhar sobre os povos indígenas, seus territórios, memórias, formas de resistência, educação, espiritualidade, arte e cotidiano. Essas produções podem ser realizadas em contextos escolares, acadêmicos, comunitários ou de pesquisa, e visam promover a sensibilidade, o respeito e o diálogo intercultural.
👥 Quem pode participar?
✨ Professores(as) da educação básica e superior, estudantes (ensino básico, graduação e pós-graduação), pesquisadores(as), artistas, fotógrafos e outros profissionais interessados(as) .
📤 Como submeter a proposta?
📝Preencha o formulário de submissão disponível no link: clicando aqui
📸 Para envio de ensaios fotográficos ou audiovisuais:
Título: até 200 caracteres com espaços
Resumo: até 1.500 caracteres com espaços
Imagem de destaque para divulgação: formato JPG/JPEG, fundo branco, tamanho 400x400 px
Dados dos(as) coautores(as): nome completo, instituição (se houver) e e-mail
Número de fotos: entre 5 e 08 imagens de autoria do(a) proponente
Texto de apresentação: até 2.000 caracteres com espaços
Legendas (opcional): até 400 caracteres por imagem
Envio das imagens: em formatos PNG, JPG ou PDF, com qualidade superior a 1MB e 300dpi. As imagens devem ser compartilhadas por link de acesso a uma pasta no Google Drive.
ATENÇÃO: em caso de aprovação, a impressão das fotografias e o envio/entrega à secretaria do evento são de inteira responsabilidade dos(as) autores(as), cabendo-lhes providenciar a produção, os custos e a qualidade do material. A montagem da exposição, que deverá ocorrer no dia 15 de setembro às 14h, ficará a cargo da organização do evento.
🖍️ Para envio de ensaios de desenhos:
Título: até 200 caracteres com espaços
Resumo: até 1.500 caracteres com espaços
Imagem de destaque para divulgação: formato JPG/JPEG, tamanho 400x400 px
Dados dos(as) coautores(as): nome completo, instituição (se houver) e e-mail
Número de desenhos: entre 5 e 12 criações autorais
Texto de apresentação: até 2.000 caracteres com espaços
Legendas (quando houver): até 400 caracteres com espaços
Envio dos textos: em formato DOCX para o e-mail: ciclo.etnologia.ufrn@gmail.com
Envio das imagens: em PNG, JPG ou PDF, com qualidade superior a 1MB e 300dpi. As imagens devem ser disponibilizadas via link de acesso a pasta no Google Drive.
ATENÇÃO: em caso de aprovação, a impressão dos desenhos e o envio/entrega à secretaria do evento são de inteira responsabilidade dos(as) autores(as), cabendo-lhes providenciar a produção, os custos e a qualidade do material. A montagem da exposição, que deverá ocorrer no dia 15 de setembro às 14h, ficará a cargo da organização do evento.
🖍️ Para envio de vídeos/documentários:
Título: até 200 caracteres com espaços
Duração: informar no formulário de inscrição
Imagem de destaque para divulgação: formato JPG/JPEG, tamanho 400x400 px
Sinopse: até 700 caracteres com espaços
Dados dos(as) coautores(as): nome completo, instituição (se houver) e e-mail
Link para acesso ao filme: fornecer link de acesso a uma pasta no Google Drive.
Convidados
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Local do Evento
Comissões
Comissão Organizadora
José Glebson Vieira (PPGAS/DAN/LICEII)
Carlos Guilherme Octaviano do Valle (PPGAS/DAN)
Lisabete Coradini (PPGAS/DAN)
Rita de Cássia Maria Neves (PPGAS/DAN)
Francisca da Conceição Bezerra (LICEII-UFRN/APOINME)
Tayse Michelle Campos da Silva (PPGAS/UFRN e APOINME)
José
Carlos Tavares da Silva (APOINME/FOINPDI)
Alany
Mariana Kardec do Nascimento de Oliveira (PPGAS/UFRN)
Amanda
Biatriz Silva Bernardino (UFRN)
Ana
Alice Galdino Cavalcante (PPGAS/UFRN)
Ana
Beatriz Santos Ovídio (UFRN)
Caio
Vinícius Soares de Oliveira Barbosa (UFRN)
Carlos
Felipe da Silva Medeiros (UFRN)
Cristina
de Lima Bernardo (PPGAS/UFRN)
Damião
Vieira Venâncio (PPGAS/UFRN)
Diogo
Almeida da Silva (UFRN)
Eric
Araújo da Silva (UFRN)
Hannah
Cecília Leite dos Santos (UFRN)
João
Lucas Medeiros Dantas (PPGAS/UFRN)
Karina
Rachel Guerra Braga (PPGAS/UFRN)
Maria
Eduarda Benevides Rodrigues (UFRN)
Natanael
Carneiro da Cruz (UFRN)
Rayssa
Batista de Oliveira (UFRN)
Tiago
Santos Araújo (PPGAS/UFRN)
Comitê
Científico:
Alexandre Ferraz Herbetta (UFG)
Ana Lúcia Marques Camargo
Ferraz (UFF)
Carlos Guilherme Octaviano do Valle (UFRN)
Chirley Maria de
Souza Almeida Santos (USP/ANMIGA)
Daniel Santana Neto (UFPB/OPIP-PB)
Daniela
Fernandes Alarcon (MN/UFRJ)
Felipe Sotto Maior Cruz (UFBA)
Henyo Trindade
Barretto Filho (UnB)
João Pacheco de Oliveira Filho (MN/UFRJ)
José Luiz
Soares (Cacique Geral dos Povos Indígenas do RN/LICEII-UFRN/APOINME)
Susana Dores de Matos Viegas (Universidade de
Lisboa)
Thiago Mota Cardoso (UFAM)
Histórico do evento
Entre 2016 e 2025, o Ciclo de Estudos e Debates em Etnologia Indígena consolidou-se como um espaço de referência acadêmica e política. Ao longo de suas sete edições, reuniu docentes, pesquisadores e estudantes da UFRN, além de representantes de instituições de ensino superior e de pesquisa de outras regiões do Brasil. A presença de órgãos públicos e organizações indígenas ampliou o alcance das discussões e consolidou a interlocução entre universidade, sociedade civil e povos indígenas. A interação contínua evidencia a relevância e pertinência das temáticas abordadas e o caráter colaborativo que marca a trajetória do Ciclo.
Em sua oitava edição, em 2026, o Ciclo propõe uma discussão centrada na temática “Territórios Indígenas e Futuros Possíveis”, no qual celebra dez anos de história e reafirma seu papel como fórum público de diálogo entre saberes acadêmicos e indígenas.
Para acompanhar o histórico do evento, segue abaixo os cartazes e outras informações:
2016
I Ciclo de Estudos e Debates em Etnologia Indígena
Tema:Arte ameríndia e produção cultural
Data: 19 e 20 de setembro de 2016
O foco principal foi a discussão das múltiplas dimensões da arte ameríndia e os processos de produção que envolvem os artistas indígenas.
2016
II Ciclo de Estudos e Debates em Etnologia Indígena
Tema: Juventude, movimento indígena e universidade
Data: 28 de setembro de 2016
Os debates concentraram-se na inserção de jovens indígenas nas mobilizações políticas e nos espaços de formação acadêmica universitária.
2017
III Ciclo de Estudos e Debates em Etnologia Indígena
Evento integrado com a Semana de Luta pela Terra e Práticas de Saberes Indígenas, “Abril Indígena” e Jornada Universitária de Luta pela Terra em Defesa da Reforma Agrária
Data: 17 a 19 de abril de 2017.
Buscou discutir a conjuntura atual e as demandas dos povos indígenas no Rio Grande do Norte, contando com a participação de lideranças dos seguintes povos: Sagi Trabanda, Tapuias de Tapará, Tapuia-Paiacu, Caboclos, Mendonça do Amarelão, Serrote de São Bento e Assentamento Santa Terezinha.
2017
IV Ciclo de Estudos e Debates em Etnologia Indígena
Tema:Antropologia, Direitos Indígenas e Perícia
Data: 04 a 06 de setembro de 2017
Teve como objetivo aprofundar a discussão sobre a perícia antropológica e os direitos dos povos indígenas.
2018
V Ciclo de Estudos e Debates em Etnologia Indígena
Tema:Os direitos indígenas e a Constituição Federal de 1988: 30 anos depois
Data: 05 a 09 de março de 2018
Evento proporcionou uma análise crítica sobre o impacto dos direitos indígenas desde a promulgação da Constituição Federal de 1988.
2024
VI Ciclo de Estudos e Debates em Etnologia Indígena
Tema: Formação Docente, Saberes Indígenas e Interculturalidade
Data: 19 a 21 de agosto de 2024.
Debateu a formação continuada de professores indígenas em cursos de licenciatura intercultural, com foco em ações afirmativas, conhecimentos indígenas, educação escolar indígena e interculturalidade na universidade. Marcou a abertura do Curso de Licenciatura em Educação Intercultural Indígena (LICEII) da UFRN — resposta institucional à demanda das organizações indígenas por formação intercultural e específica de professoras e professores indígenas, fortalecendo a educação escolar indígena no RN.
VII Ciclo de Estudos e Debates em Etnologia Indígena
Tema: Terra-Território, direitos e resistências indígenas
Data: 19 a 21 de agosto de 2024.
As discussão foram centradas na temática da terra-território, dos direitos e das resistências
indígenas, com enfoque em questões relacionadas às políticas indigenistas, ao protagonismo indígena nos debates nacionais e
internacionais sobre regularização fundiária e à relevância da educação indígena. O evento abordou as práticas territoriais,
as formas de manejo e as concepções indígenas de terra e território, destacando ainda o papel da escola indígena no
enfrentamento cotidiano às ameaças aos territórios e nas lutas pelo reconhecimento étnico e pela garantia dos direitos
constitucionais.