PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DISTOPIA TESTICULAR EM NASCIDOS VIVOS: UM ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DE 2013 A 2023

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2132-6

Título do Trabalho
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DISTOPIA TESTICULAR EM NASCIDOS VIVOS: UM ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DE 2013 A 2023
Autores
  • Breno Pereira Teixeira
  • José Henrique da Silva
  • Maria Eduarda Duarte Maroja
  • Victor Presto de Oliveira Macedo
  • Maria Beatriz de Alencar Palma
  • Maria Cecília Lemos Afonso
Modalidade
Trabalhos Científicos
Área temática
Trabalhos Científicos
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xxv-congresso-brasileiro-urologia-pediatrica/1280926-perfil-epidemiologico-da-distopia-testicular-em-nascidos-vivos--um-estudo-epidemiologico-de-2013-a-2023
ISBN
978-65-272-2132-6
Palavras-Chave
Distopia Testicular, Criptorquidia, Anomalias Congênitas, Epidemiologia, Testículo Ectópico, Testículo Não Descido Unilateral, Testículo Não Descido Bilateral, Testículo Não Descido Não Especificado
Resumo
A distopia testicular é uma malformação congênita decorrente da falha na migração do testículo de sua posição abdominal para o escroto. Acomete cerca de 3% dos recém-nascidos a termo e, destes, aproximadamente 70% apresentam descida espontânea no primeiro ano de vida. A prevalência é maior, contudo, em recém-nascidos pré-termo, pequenos para a idade gestacional, com baixo peso ao nascer e em gestações gemelares. O tratamento é majoritariamente cirúrgico, por orquidopexia, que deve ser realizado logo após a criança completar um ano de vida. Objetiva-se avaliar o perfil epidemiológico da distopia testicular em recém-nascidos brasileiros entre 2013 e 2023. Trata-se de estudo epidemiológico retrospectivo, descritivo e transversal, realizado a partir de dados do SIH/SUS por meio do DATASUS/TABNET. Incluíram-se casos nacionais de anomalias congênitas testiculares em nascidos vivos entre 2013 e 2023, utilizando-se os termos testículo ectópico, testículo não descido unilateral, testículo não descido bilateral, testículo não descido não especificado, ausência e aplasia do testículo códigos (CID-10: Q530, Q531, Q532, Q539 e Q550 respectivamente). Analisaram-se diagnósticos por ano e por paciente, casos por região geográfica, duração da gestação e peso ao nascer. Os dados foram organizados em planilhas e analisados no software PSPP, empregando-se o coeficiente de correlação de Pearson e o teste t de Student (p < 0,05).Entre 2013 e 2023, foram diagnosticados 5.248 casos de anomalias congênitas testiculares em nascidos vivos, com maior concentração no Sudeste (49,8%) e menor no Norte (4,3%). A maior ocorrência foi registrada em 2017 (542 casos) e a menor em 2013 (379 casos). A análise temporal apresentou tendência ascendente moderada e estatisticamente não significativa (r = 0,465; p = 0,15). Quanto à duração da gestação, 79,4% dos diagnósticos ocorreram em crianças a termo e 18,2% em prematuros. Em relação ao peso ao nascer, 77,4% dos casos situaram-se entre 2.500 e 3.999 g, compatível com gestações a termo. Os achados evidenciam concentração regional (predomínio no Sudeste) e maior ocorrência em neonatos a termo e eutróficos. Embora a literatura aponte prevalência em prematuros e não eutróficos, observou-se um perfil distinto. Explicações plausíveis incluem descida espontânea em prematuros, vieses de notificação/codificação e desigualdades no acesso, não confirmadas neste estudo.
Título do Evento
XXV Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica: Casos da nossa prática cotidiana
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

TEIXEIRA, Breno Pereira et al.. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DISTOPIA TESTICULAR EM NASCIDOS VIVOS: UM ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DE 2013 A 2023.. In: Anais do Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica: Casos da nossa prática cotidiana. Anais...Rio de Janeiro(RJ) Windsor Flórida Hotel, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xxv-congresso-brasileiro-urologia-pediatrica/1280926-PERFIL-EPIDEMIOLOGICO-DA-DISTOPIA-TESTICULAR-EM-NASCIDOS-VIVOS--UM-ESTUDO-EPIDEMIOLOGICO-DE-2013-A-2023. Acesso em: 14/03/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes