MAIS UM ENSAIO PARA DEFESA DE TESE DE UMA ARTISTA DA DANÇA NA ÁREA DA EDUCAÇÃO

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2129-6

Título do Trabalho
MAIS UM ENSAIO PARA DEFESA DE TESE DE UMA ARTISTA DA DANÇA NA ÁREA DA EDUCAÇÃO
Autores
  • Marcela Botelho Brasil
  • Livia Alessandra Fialho da Costa
Modalidade
Trabalhos acadêmicos
Área temática
Eixo 9: Culturas, artes e educação na formação e no trabalho dos professores
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xiv-seminario-internacional-rede-estrado/1248538-mais-um-ensaio-para-defesa-de-tese-de-uma-artista-da-danca-na-area-da-educacao
ISBN
978-65-272-2129-6
Palavras-Chave
Artista; Corpo e Educação; Tese-Espetáculo; Ensaio; Dança.
Resumo
Este trabalho é um ensaio expandido que transita entre arte, ciência e educação, delineando o percurso de uma Artista da Dança em processo doutoral na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), no Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC). A pesquisa, intitulada Corpo, logo existo: criação de conhecimento a partir de {corpos}teses em Educação no Brasil, investiga o corpo como produtor e criador de conhecimento, deslocando-o do lugar de “objeto” de estudo para reconhecê-lo como centralidade epistêmica, em encruzilhadas diversas de linguagem, pensamento e movimento. A proposta emerge de um mapeamento de teses brasileiras em que o corpo aparece como foco central, mas avança para além da cartografia de dados, instaurando um gesto de insurgência metodológica: uma Tese-Espetáculo, na qual escrever, dançar e performar tornam-se modos equivalentes de conhecer. O ensaio se constrói como rito e ensaio de defesa, performando o entrelaçamento poético do corpo que pensa e o pensamento que dança. A autora propõe uma Estética do Extrapolar, inspirada na pedagogia das encruzilhadas (Rufino, 2019), na temporalidade espiralar (Martins, 2021) e na sabedoria indígena do presente contínuo (Munduruku, 2025). Nessa tessitura, o corpo não é veículo intermediário de ideias, mas a própria ideia em movimento — território de saberes, ancestralidades e resistências. A escrita incorpora o gesto, a imagem e o som, abrindo espaço para que o ensaio se manifeste como espetáculo e a tese se torne performance viva. A experiência estética e política da autora se reflete nas imagens que compõem o trabalho: o corpo gestante em comunhão com o mar, na capa do projeto Mais um Ensaio para Defesa de Tese; o dueto com Luíza Meireles em A História do Soldado (BTCA, 2018); o coletivo vibrante da ópera baiana Lídia de Oxum (2019); e o corpo vencedor da corrida de 42 quilômetros que traz a metáfora da maratona como rito de passagem e travessia final. Cada imagem é acompanhada de uma descrição sensorial e poética — “para todas as pessoas verem” —, gesto de acessibilidade estética que amplia a leitura visual e convoca o olhar para o corpo como texto. Assim, o trabalho reivindica a leitura do corpo como escrita e a escrita como corpo, dissolvendo as fronteiras entre o acadêmico e o artístico. O processo performativo integra referências de mestres e mestras que constituem a formação da artista-pesquisadora: Rosangela Silvestre, Letieres Leite, Lenna Bahule, OXA e Ana Vilela, entre outros, cuja presença sonora atravessa o texto como trilha afetiva da tese. As músicas — Body Universe, O Samba nasceu na Bahia, Earth Song, Na Ku Penda e Trem-bala — tecem a paisagem sonora de uma coreografia existencial que reflete sobre a efemeridade, o tempo, o aprendizado e o amor como forças de criação e resistência. O diálogo com autoras e autores como Walsh (2019), Freire (2011), bem como a citação de Evaristo (ela), Orlandi (ela) e Silvestre (ela) fortalece a dimensão decolonial e feminista da escrita, ancorada em vozes que gritam, semeiam e criam gretas no discurso acadêmico tradicional. A Tese-Espetáculo propõe que o ensaio é também método — errância e experimentação —, espaço de dúvida, ginga ou malabarismo, de invenção e de vida. A autora reivindica o direito de ensaiar no próprio corpo o que escreve, e de escrever o que dança, assumindo o risco do improviso e da emoção como parte legítima da construção criação do conhecimento. A pesquisa, portanto, se inscreve na fronteira entre arte e educação, sustentando que a criação artística é, em si, um ato educacional. O corpo é fonte de saber, campo de tradução simbólica e território de memória. No gesto de correr, parir, ensinar e dançar, o corpo da artista-pesquisadora encarna a pedagogia do movimento, afirmando que aprender é também mover-se e que toda escrita é um nascimento. DestARTE, este ensaio assume um modo outro de defender uma tese: performando-a, respirando-a e compartilhando-a com o público como experiência estética e pedagógica. É um convite à docência como arte, à pesquisa como dança e à universidade como espaço de reinvenção dos corpos e dos saberes. Ao final, a autora reconhece que sua tese é infinita — continua nas apresentações, nas ruas, nas águas e nas vidas que toca. O corpo, afinal, é o texto que nunca se encerra.
Título do Evento
XIV SEMINÁRIO INTERNACIONAL DA REDE ESTRADO
Cidade do Evento
Salvador
Título dos Anais do Evento
Anais Rede Estrado
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BRASIL, Marcela Botelho; COSTA, Livia Alessandra Fialho da. MAIS UM ENSAIO PARA DEFESA DE TESE DE UMA ARTISTA DA DANÇA NA ÁREA DA EDUCAÇÃO.. In: Anais Rede Estrado. Anais...Salvador(BA) UNEB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xiv-seminario-internacional-rede-estrado/1248538-MAIS-UM-ENSAIO-PARA-DEFESA-DE-TESE-DE-UMA-ARTISTA-DA-DANCA-NA-AREA-DA-EDUCACAO. Acesso em: 08/02/2026

Trabalho

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