MEU DIÁRIO DE CLASSE: NARRATIVA (AUTO) BIOGRÁFICA DE UMA PROFESSORA DE ESTUDANTES TRANSEXUAIS E TRAVESTIS NA ESCOLA PÚBLICA BAIANA

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2129-6

Título do Trabalho
MEU DIÁRIO DE CLASSE: NARRATIVA (AUTO) BIOGRÁFICA DE UMA PROFESSORA DE ESTUDANTES TRANSEXUAIS E TRAVESTIS NA ESCOLA PÚBLICA BAIANA
Autores
  • Aleí dos Santos Lima
  • Elizeu Clementino de Souza
Modalidade
Trabalhos acadêmicos
Área temática
Eixo 7: Formação e trabalho de professores em perspectivas feministas, interseccional, de gênero e raça
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xiv-seminario-internacional-rede-estrado/1247310-meu-diario-de-classe--narrativa-(auto)-biografica-de-uma-professora-de-estudantes-transexuais-e-travestis-na-esc
ISBN
978-65-272-2129-6
Palavras-Chave
Narrativa (auto)biográfica; Formação Docente; Estudantes Transexuais e Travestis.
Resumo
Neste texto, de cunho (auto) biográfico, reflito sobre a experiência (auto) formativa de ser professora de estudantes transexuais e travestis na escola pública baiana, a partir da minha vivência no Colégio Estadual Desembargador Júlio Virgínio de Sant’Anna, localizado na Ilha de Itaparica, no município de Vera Cruz/BA. Essa vivência, à medida que me toca, me mobiliza a buscar aprofundar a investigação acerca da minha ação pedagógica diante de um cenário educacional afetado pelos mecanismos do “sistema moderno-colonial de gênero” e que, tantas vezes, torna-se reprodutor da padronização cisheteronormativa, cristã, racista, machista, LGBTfóbica, transfóbica, sexista e limitante do ponto de vista do fechamento dos corpos em estereótipos. No que concerne a invisibilidade direcionada aos/as estudantes transexuais e travestis, tomo como referência os estudos de Megg Rayara (2018) quando trata do apagamento e sub-representação desses sujeitos no Sistema de Ensino brasileiro. Para alcançar o objetivo proposto, adoto uma abordagem que preza pela subjetividade, sendo assim, essa pesquisa configura-se como qualitativa ao recorrer a prática de investigação/formação a partir da narrativa (auto) biográfica. Nesse sentido, considerando a perspectiva formativa da pesquisa (auto) biográfica, entendo que ao longo da nossa vida profissional, os saberes e as formas de adquirir saber vão se modificando. Deste modo, narrar e me vê através da escrita desse diário implica em perceber o quanto tenho aprendido com as experiências formativas na escola e o quanto ser professora de estudantes transexuais e travestis tem implicado uma dimensão transformadora. Os resultados desse estudo permite afirmar que as narrativas de vida tem um potencial formativo enriquecedor. Fui afetada pela minha experiência-formativa, ao buscar me vê enquanto ser humano na perspectiva individual e enquanto ser mulher-professora. Deste modo, através da minha escrita questiono formas de pensar e agir na educação para as diferenças ao passo que busco fazer movimentos outros que poderão fomentar outras narrativas (auto) biográficas uma vez que, ser professora de estudantes transexuais e travestis, na escola pública baiana, tem sido conviver com um quotidiano complexo, por vezes, perverso. Tenho notado que a negação das re-existências desses/as estudantes ocorre quando a escola expulsa suas existências através de práticas pedagógicas colonizadas, quando não cumpre as normativas da Resolução nº 120/2013 do Conselho Estadual de Educação que versa sobre a política de adoção do nome social no Sistema de Ensino, quando rejeita seus nomes sociais no diário de classe, quando não acolhe a trajetória de vida, as subjetividades e particularidades desses/as estudantes. Chego no Colégio Estadual Desembargador Júlio Virgínio de Sant’Anna, em fevereiro de 2023 e, poucos meses após essa chegada, mobilizada pelos relatos e ocorrências de transfobia no quotidiano escolar, desperto o olhar para outras necessidades formativas que entrecruzam as transidentidades, a formação docente e as experiências de estudantes transexuais e travestis no ensino médio baiano. Desse modo, as questões elencadas até aqui se cruzam com os pressupostos do eixo temático 7 do XIV Seminário Rede Estrado qual seja “Formação e trabalho de professores em perspectivas feministas, interseccional, de gênero e raça”.
Título do Evento
XIV SEMINÁRIO INTERNACIONAL DA REDE ESTRADO
Cidade do Evento
Salvador
Título dos Anais do Evento
Anais Rede Estrado
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LIMA, Aleí dos Santos; SOUZA, Elizeu Clementino de. MEU DIÁRIO DE CLASSE: NARRATIVA (AUTO) BIOGRÁFICA DE UMA PROFESSORA DE ESTUDANTES TRANSEXUAIS E TRAVESTIS NA ESCOLA PÚBLICA BAIANA.. In: Anais Rede Estrado. Anais...Salvador(BA) UNEB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xiv-seminario-internacional-rede-estrado/1247310-MEU-DIARIO-DE-CLASSE--NARRATIVA-(AUTO)-BIOGRAFICA-DE-UMA-PROFESSORA-DE-ESTUDANTES-TRANSEXUAIS-E-TRAVESTIS-NA-ESC. Acesso em: 18/02/2026

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