ENTRE O ANALÓGICO E O DIGITAL: MEMÓRIA, ENVELHECIMENTO E LETRAMENTO DIGITAL COMO PRÁTICAS DE RESISTÊNCIA E PERTENCIMENTO

Publicado em 28/09/2026 - ISSN: 2175-9162

Título do Trabalho
ENTRE O ANALÓGICO E O DIGITAL: MEMÓRIA, ENVELHECIMENTO E LETRAMENTO DIGITAL COMO PRÁTICAS DE RESISTÊNCIA E PERTENCIMENTO
Autores
  • Sindia de Almeida Rech
  • Mario Abel Bressan Júnior
Modalidade
Comunicação oral
Área temática
GT 10 - IMAGINÁRIO, MEMÓRIA E RELAÇÕES DE AFETO
Data de Publicação
28/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-simposio-nacional-e-iii-simposio-internacional-sobre-formacao-de-professores-simfop-691556/1567989-entre-o-analogico-e-o-digital--memoria-envelhecimento-e-letramento-digital-como-praticas-de-resistencia-e-perte
ISSN
2175-9162
Palavras-Chave
Memória. Envelhecimento. Interseccionalidade . Decolonialidade. Letramento digital.
Resumo
O presente trabalho propõe uma reflexão teórica sobre as relações entre memória, envelhecimento e letramento digital, tomando a interseccionalidade e a decolonialidade como lentes analíticas para a compreensão das práticas discursivas na cultura digital contemporânea. Inserido no campo das Ciências da Linguagem, o estudo problematiza como as narrativas de memória de pessoas idosas são produzidas, mediadas e, muitas vezes, silenciadas no ambiente digital. Parte-se da compreensão de que as Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs), embora ampliem as possibilidades de registro, armazenamento e circulação das memórias, também produzem novas formas de exclusão social e epistêmica, especialmente para grupos historicamente invisibilizados nos processos tecnológicos. Fundamenta-se teoricamente em Vieira Pinto (2005), Halbwachs (1990), Bosi (1994), Assmann (2011), Walsh (2009), Carneiro (2005) e Akotirene (2019). Discute-se que as tecnologias digitais não operam de forma neutra, uma vez que são atravessadas por relações de poder, desigualdade e disputas em torno da produção de sentidos e do direito à memória. A perspectiva decolonial possibilita problematizar a colonialidade do saber presente nas tecnologias contemporâneas, evidenciando como determinados sujeitos e epistemologias permanecem historicamente marginalizados. Em diálogo com essa discussão, Carneiro (2005) contribui ao evidenciar o epistemicídio como mecanismo de apagamento e deslegitimação de saberes subalternizados. Articulada a essa perspectiva, a interseccionalidade, conforme Akotirene (2019), permite compreender que marcadores sociais como raça, gênero, classe, território, escolarização e idade influenciam diretamente as experiências de pessoas idosas no ambiente digital, produzindo formas distintas de exclusão. No campo da memória, o trabalho dialoga com Halbwachs (1990), Bosi (1994), Jan Assmann (1995) e Aleida Assmann (2011), compreendendo a memória como fenômeno social, cultural e experiencial. Discute-se que, na contemporaneidade, e o suporte das memórias desloca-se do físico para o digital, alterando as formas de registro, preservação e acesso às lembranças. Entretanto, sem condições adequadas de letramento digital e mediação, fotografias, vídeos e arquivos pessoais tendem a permanecer dispersos em plataformas digitais, dificultando sua recuperação e ressignificação. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa de natureza teórico-analítica, fundamentada na revisão bibliográfica e na articulação crítica de referenciais teóricos das áreas de memória, decolonialidade, interseccionalidade, envelhecimento e tecnologias digitais. A pesquisa empírica ainda se encontra em desenvolvimento, constituindo este estudo uma etapa inicial de fundamentação teórica. Além da revisão bibliográfica, utilizaram-se ferramentas de inteligência artificial generativa, como ChatGPT, Claude e NotebookLM, como instrumentos auxiliares na organização e revisão textual, sem substituição da autoria intelectual e da análise crítica da pesquisadora. Nessa perspectiva, o letramento digital no envelhecimento precisa ser compreendido como um processo social, cultural e discursivo que ultrapassa o domínio das ferramentas digitais e dispositivos tecnológicos, envolvendo acesso, autonomia, pertencimento, preservação da memória e valorização das narrativas de pessoas idosas enquanto patrimônios sociais, culturais e históricos.
Título do Evento
XII Simpósio Nacional e III Simpósio Internacional sobre Formação de Professores – SIMFOP
Cidade do Evento
Tubarão
Título dos Anais do Evento
Anais do SIMFOP: Simpósio Internacional de Formação de Professores
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RECH, Sindia de Almeida; JÚNIOR, Mario Abel Bressan. ENTRE O ANALÓGICO E O DIGITAL: MEMÓRIA, ENVELHECIMENTO E LETRAMENTO DIGITAL COMO PRÁTICAS DE RESISTÊNCIA E PERTENCIMENTO.. In: Anais do SIMFOP: Simpósio Internacional de Formação de Professores. Anais...Tubarão(SC) Unisul, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-simposio-nacional-e-iii-simposio-internacional-sobre-formacao-de-professores-simfop-691556/1567989-ENTRE-O-ANALOGICO-E-O-DIGITAL--MEMORIA-ENVELHECIMENTO-E-LETRAMENTO-DIGITAL-COMO-PRATICAS-DE-RESISTENCIA-E-PERTE. Acesso em: 01/11/2026

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