A ESCOLA COMO ESPAÇO DE ENFRENTAMENTO AOS PRECONCEITOS ESTRUTURAIS: ESCUTA, ACOLHIMENTO E TRANSFORMAÇÃO

Publicado em 28/09/2026 - ISSN: 2175-9162

Título do Trabalho
A ESCOLA COMO ESPAÇO DE ENFRENTAMENTO AOS PRECONCEITOS ESTRUTURAIS: ESCUTA, ACOLHIMENTO E TRANSFORMAÇÃO
Autores
  • mary cruz
  • RODRIGO RODRIGUES DE FREITAS
Modalidade
Comunicação oral
Área temática
GT 08 - EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM ESPAÇOS FORMAIS E NÃO-FORMAIS
Data de Publicação
28/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-simposio-nacional-e-iii-simposio-internacional-sobre-formacao-de-professores-simfop-691556/1567942-a-escola-como-espaco-de-enfrentamento-aos-preconceitos-estruturais--escuta-acolhimento-e-transformacao
ISSN
2175-9162
Palavras-Chave
educação antirracista; interseccionalidade; racismo ambiental; formação docente; direitos humanos.
Resumo
O presente estudo emerge da necessidade refletir sobre o papel da escola como espaço de enfrentamento aos preconceitos estruturais, partindo do entendimento de que a instituição escolar, embora inserida em uma sociedade historicamente marcada por desigualdades, pode se constituir como um território de escuta, acolhimento e transformação. A reflexão está articulada à pesquisa de mestrado intitulada Educação Antirracista e Desigualdade Socioambiental, que investiga o impacto da formação docente na construção de práticas pedagógicas críticas, éticas e inclusivas no contexto das escolas públicas. Parte-se do pressuposto de que o ambiente escolar é atravessado por diferentes formas de opressão, como racismo, sexismo, intolerância religiosa e desigualdades socioambientais, presentes tanto nas relações interpessoais quanto nas estruturas institucionais. Diante disso, o ensaio fundamenta-se em perspectivas interseccionais e decoloniais, dialogando com autoras como Bell Hooks, María Lugones, Françoise Vergès, Sueli Carneiro, Grada Kilomba, Malcolm Ferdinand e Nilma Lino Gomes, destacando a necessidade de uma educação antirracista voltada ao enfrentamento da colonialidade e à valorização de saberes historicamente marginalizados. A análise é construída a partir de experiências vivenciadas na prática docente na rede pública, evidenciando situações concretas de discriminação racial, religiosa e social no cotidiano escolar. Casos como a desvalorização de identidades culturais, o silenciamento de estudantes de religiões de matriz africana e a reprodução de estigmas raciais revelam a persistência de um modelo educacional que ainda não reconhece a diversidade como princípio estruturante da formação humana. Tais episódios não se configuram como situações isoladas, mas como expressões de um sistema educacional que carece de políticas institucionais efetivas de enfrentamento às violências e de programas de formação continuada com enfoque crítico e interseccional. Destaca-se, ainda, o conceito de racismo ambiental, que permite compreender como populações negras, indígenas e periféricas são desproporcionalmente impactadas por processos de degradação ambiental e exclusão social. No contexto escolar, essa problemática se expressa na precarização das condições educacionais, na invisibilização de territórios vulnerabilizados e na reprodução de desigualdades estruturais, como a segmentação de estudantes por turnos e o acesso desigual a recursos educacionais, evidenciando a relação entre raça, classe e território. O ensaio organiza-se em três eixos principais: (1) interseccionalidade e compromisso com a justiça, que discute a sobreposição de marcadores sociais no cotidiano escolar; (2) a escola e a vivência das opressões, que analisa as violências simbólicas e estruturais e suas implicações na formação dos sujeitos; e (3) racismo ambiental e currículo, que problematiza a necessidade de integrar a justiça socioambiental às práticas pedagógicas e aos projetos político-pedagógicos. Defende-se que a escola assuma seu papel na promoção dos direitos humanos, desenvolvendo práticas pedagógicas pautadas na escuta, no acolhimento e no reconhecimento da diversidade. Para isso, torna-se fundamental fortalecer políticas de formação docente e currículos comprometidos com a equidade e a valorização de saberes plurais. Conclui-se que a construção de uma escola inclusiva e emancipadora exige o enfrentamento das desigualdades estruturais por meio de práticas comprometidas com a justiça social. Nesse sentido, escuta, acolhimento e transformação constituem princípios fundamentais para uma educação democrática e plural.
Título do Evento
XII Simpósio Nacional e III Simpósio Internacional sobre Formação de Professores – SIMFOP
Cidade do Evento
Tubarão
Título dos Anais do Evento
Anais do SIMFOP: Simpósio Internacional de Formação de Professores
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CRUZ, mary; FREITAS, RODRIGO RODRIGUES DE. A ESCOLA COMO ESPAÇO DE ENFRENTAMENTO AOS PRECONCEITOS ESTRUTURAIS: ESCUTA, ACOLHIMENTO E TRANSFORMAÇÃO.. In: Anais do SIMFOP: Simpósio Internacional de Formação de Professores. Anais...Tubarão(SC) Unisul, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-simposio-nacional-e-iii-simposio-internacional-sobre-formacao-de-professores-simfop-691556/1567942-A-ESCOLA-COMO-ESPACO-DE-ENFRENTAMENTO-AOS-PRECONCEITOS-ESTRUTURAIS--ESCUTA-ACOLHIMENTO-E-TRANSFORMACAO. Acesso em: 01/11/2026

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