FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA: CONTRIBUIÇÕES E DESAFIOS NA CRE DE ARARANGUÁ

Publicado em 28/09/2026 - ISSN: 2175-9162

Título do Trabalho
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA: CONTRIBUIÇÕES E DESAFIOS NA CRE DE ARARANGUÁ
Autores
  • Liliani de Souza Pereira
  • RITA DE CÁSSIA DA ROSA DA SILVA DOS SANTOS
  • LETICIA SILVEIRA DA ROSA
Modalidade
Comunicação oral
Área temática
GT 13 - POLÍTICA DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Data de Publicação
28/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-simposio-nacional-e-iii-simposio-internacional-sobre-formacao-de-professores-simfop-691556/1567436-formacao-continuada-de-professores-de-matematica--contribuicoes-e-desafios-na-cre-de-ararangua
ISSN
2175-9162
Palavras-Chave
Formação continuada. Ensino de Matemática, Professores, Políticas educacionais. Desenvolvimento profissional docente.
Resumo
O presente estudo investiga as evidências de contribuição das formações continuadas promovidas pela Secretaria Estadual de Educação de Santa Catarina para o aperfeiçoamento profissional dos professores de Matemática vinculados à Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Araranguá. A temática insere-se em debate histórico que, desde Comenius no século XVII, discute a formação docente como mecanismo indissociável das práticas pedagógicas (SAVIANI, 2011). A pesquisa, de abordagem quanti-qualitativa e natureza exploratória-descritiva, utilizou questionário estruturado aplicado a aproximadamente 40 professores de Matemática que atuam em 25 escolas vinculadas à CRE de Araranguá, organizado em quatro blocos: perfil dos participantes, participação em formações, percepções sobre as formações e sugestões de melhorias. O referencial teórico ancora-se em autores que compreendem a formação continuada como processo permanente e indissociável da prática escolar. Nóvoa (1992) defende sua articulação à identidade profissional do professor, reconhecendo trajetória e experiência como elementos constitutivos do saber pedagógico. Tardif (2002) afirma que os saberes docentes são múltiplos: acadêmicos, curriculares e experienciais, exigindo que as formações contemplem essa pluralidade. Libâneo (2004) alerta que a formação não pode reduzir-se a momentos isolados, devendo articular-se às necessidades reais da escola, enquanto Imbernón (2011) enfatiza o caráter colaborativo e reflexivo que deve orientar as ações formativas. No campo da Matemática, Fiorentini e Lorenzato (2006) e Fiorentini (2003) destacam que a formação eficaz nasce da análise da própria prática e de espaços coletivos de estudo, opondo-se a modelos de mera transmissão de conteúdo. Curi (2008) reforça a necessidade de fortalecer o domínio do conteúdo matemático, o conhecimento didático e o curricular. Em perspectiva internacional, Darling-Hammond, Hyler e Gardner (2017) indicam que os programas mais eficazes combinam atividades práticas, colaboração entre pares e acompanhamento contínuo. Os resultados evidenciam percepções predominantemente positivas: 61,5% dos professores avaliaram como boa a qualidade das formações, e todos os participantes declararam ter tomado parte nas formações realizadas pela CRE nos últimos cinco anos. Destacam-se avanços no uso de tecnologias digitais, inovação metodológica e planejamento pedagógico, com ênfase nas formações sobre Inteligência Artificial e SAEB. Quanto ao perfil, 46,2% têm entre 45 e 54 anos e apenas 7,7% têm menos de 34 anos, evidenciando o baixo interesse dos jovens pela docência em Matemática. Persistem, contudo, desafios: necessidade de maior contextualização das propostas formativas, aprofundamento em conteúdos específicos de Matemática, ampliação de espaços colaborativos e melhores condições de participação. Esses achados dialogam com Almeida e Pimenta (2011), que identificam como lacuna recorrente a pouca articulação entre as formações e a realidade escolar. Conclui-se que as formações continuadas da Secretaria de Estado da Educação e da CRE de Araranguá contribuem significativamente para o desenvolvimento profissional dos professores de Matemática, embora demandem aprimoramentos para atender às necessidades reais da prática pedagógica. Propõe-se a consolidação de uma política formativa contínua, dialógica e sensível às demandas docentes, que articule teoria e prática e fortaleça a autonomia profissional, como cursos de curta duração, colóquios e seminários temáticos.
Título do Evento
XII Simpósio Nacional e III Simpósio Internacional sobre Formação de Professores – SIMFOP
Cidade do Evento
Tubarão
Título dos Anais do Evento
Anais do SIMFOP: Simpósio Internacional de Formação de Professores
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PEREIRA, Liliani de Souza; SANTOS, RITA DE CÁSSIA DA ROSA DA SILVA DOS; ROSA, LETICIA SILVEIRA DA. FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA: CONTRIBUIÇÕES E DESAFIOS NA CRE DE ARARANGUÁ.. In: Anais do SIMFOP: Simpósio Internacional de Formação de Professores. Anais...Tubarão(SC) Unisul, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-simposio-nacional-e-iii-simposio-internacional-sobre-formacao-de-professores-simfop-691556/1567436-FORMACAO-CONTINUADA-DE-PROFESSORES-DE-MATEMATICA--CONTRIBUICOES-E-DESAFIOS-NA-CRE-DE-ARARANGUA. Acesso em: 01/11/2026

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