ENTRE MEMÓRIAS E AFETOS: NARRATIVAS DE VIDA COMO EXPERIÊNCIA FORMATIVA A PARTIR DAS VIVÊNCIAS EM AMBIÊNCIA DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE)

Publicado em 28/09/2026 - ISSN: 2175-9162

Título do Trabalho
ENTRE MEMÓRIAS E AFETOS: NARRATIVAS DE VIDA COMO EXPERIÊNCIA FORMATIVA A PARTIR DAS VIVÊNCIAS EM AMBIÊNCIA DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE)
Autores
  • ANGELA MARIA ANDRADE MARINHO
  • Brunna Brasil Groth
  • Larissa dos Reis Girardi
Modalidade
Comunicação oral
Área temática
GT 10 - IMAGINÁRIO, MEMÓRIA E RELAÇÕES DE AFETO
Data de Publicação
28/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-simposio-nacional-e-iii-simposio-internacional-sobre-formacao-de-professores-simfop-691556/1563342-entre-memorias-e-afetos--narrativas-de-vida-como-experiencia-formativa-a-partir-das-vivencias-em-ambiencia-de-at
ISSN
2175-9162
Palavras-Chave
Memórias e narrativas, Inclusão, Afetividade, Interação, experiências formativas.
Resumo
Este trabalho tem por objetivo analisar as experiências vivenciadas durante a monitoria escolar de um estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA), buscando compreender de que forma o acolhimento, a escuta sensível, a afetividade e a mediação pedagógica contribuem para o desenvolvimento, a participação e a permanência com êxito no ambiente escolar. A pesquisa problematiza as relações estabelecidas entre cultura digital, letramento digital crítico e processos de inclusão na contemporaneidade. Fundamenta-se teoricamente nas contribuições de Freire acerca do diálogo, da humanização e da construção de práticas educativas emancipadoras; em Wallon, ao compreender a afetividade como dimensão constitutiva do desenvolvimento humano; e em autores como Josso e Momberger, que concebem as narrativas de vida e as memórias como dispositivos formativos capazes de produzir reflexão, ressignificação das experiências e construção da identidade docente. No campo da inclusão, dialoga com Mantoan, ao reconhecer a escola como espaço de pertencimento, equidade e valorização das diferenças. No decorrer da pesquisa, observaram-se dificuldades enfrentadas pelo estudante em razão do uso excessivo e pouco mediado das tecnologias digitais. Tais dificuldades manifestavam-se no âmbito cognitivo, especialmente na concentração, interpretação das atividades e organização da rotina, bem como no âmbito socioemocional, evidenciando limitações na interação com colegas e professores e fragilidades nos processos de socialização. Paralelamente, foram percebidos avanços significativos quando o estudante sentia-se acolhido, ouvido e respeitado em suas necessidades e singularidades. A investigação parte da compreensão de que o ambiente escolar ultrapassa a mera transmissão de conteúdos, envolvendo relações humanas fraternas, convivência, sentimentos, construção de vínculos e formação integral, onde a afetividade apresenta-se como elemento essencial para o fortalecimento da confiança, redução da ansiedade e incentivo à participação ativa dos estudantes nos processos educativos. Evidenciou-se ainda a presença constante da cultura digital no cotidiano escolar. Redes sociais, vídeos, jogos, memes e conteúdos da internet permeavam as formas de interação dos estudantes, influenciando comportamentos, linguagens e modos de expressão juvenil. Em diferentes momentos, o estudante relacionava situações vividas na escola com conteúdos digitais, revelando como as tecnologias atravessam dimensões sociais, emocionais e formativas da experiência contemporânea. A metodologia caracteriza-se como qualitativa, de caráter narrativo e reflexivo, fundamentada em relatos de experiência, observações e registros produzidos durante a rotina da monitoria escolar, preservando-se os princípios éticos. As vivências contribuíram para o desenvolvimento de um olhar investigativo sobre os processos educativos, as relações humanas e as práticas inclusivas no cotidiano institucional. Os resultados indicam que práticas pedagógicas acolhedoras e mediadoras favorecem significativamente a inclusão, a autonomia, a participação e o desenvolvimento integral do estudante, além de potencializarem o uso consciente das tecnologias digitais. Por fim, esta narrativa, construída a partir de memórias afetivas e experiências formativas, busca contribuir com as discussões acerca da inclusão, da formação docente e das pedagogias do cuidado, reafirmando a importância de compreender os estudantes como sujeitos históricos, culturais e sociais em constante processo de constituição.
Título do Evento
XII Simpósio Nacional e III Simpósio Internacional sobre Formação de Professores – SIMFOP
Cidade do Evento
Tubarão
Título dos Anais do Evento
Anais do SIMFOP: Simpósio Internacional de Formação de Professores
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MARINHO, ANGELA MARIA ANDRADE; GROTH, Brunna Brasil; GIRARDI, Larissa dos Reis. ENTRE MEMÓRIAS E AFETOS: NARRATIVAS DE VIDA COMO EXPERIÊNCIA FORMATIVA A PARTIR DAS VIVÊNCIAS EM AMBIÊNCIA DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE).. In: Anais do SIMFOP: Simpósio Internacional de Formação de Professores. Anais...Tubarão(SC) Unisul, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-simposio-nacional-e-iii-simposio-internacional-sobre-formacao-de-professores-simfop-691556/1563342-ENTRE-MEMORIAS-E-AFETOS--NARRATIVAS-DE-VIDA-COMO-EXPERIENCIA-FORMATIVA-A-PARTIR-DAS-VIVENCIAS-EM-AMBIENCIA-DE-AT. Acesso em: 01/11/2026

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