OS DESAFIOS E AS ESTRATÉGIAS DE RESISTÊNCIA DE MULHERES NEGRAS QUANTO AO SEU INGRESSO E PERMANÊNCIA EM CURSOS DE LICENCIATURA NA REGIÃO SUL DE SANTA CATARINA

Publicado em 28/09/2026 - ISSN: 2175-9162

Título do Trabalho
OS DESAFIOS E AS ESTRATÉGIAS DE RESISTÊNCIA DE MULHERES NEGRAS QUANTO AO SEU INGRESSO E PERMANÊNCIA EM CURSOS DE LICENCIATURA NA REGIÃO SUL DE SANTA CATARINA
Autores
  • Amanda Duarte Lima
Modalidade
Comunicação oral
Área temática
GT 14 - EDUCAÇÃO, SOCIEDADE E DEMOCRACIA
Data de Publicação
28/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-simposio-nacional-e-iii-simposio-internacional-sobre-formacao-de-professores-simfop-691556/1563189-os-desafios-e-as-estrategias-de-resistencia-de-mulheres-negras--quanto-ao-seu-ingresso-e-permanencia-em-cursos-d
ISSN
2175-9162
Palavras-Chave
mulheres negras,formação docente,educação antirracista,interseccionalidade,decolonialidade
Resumo
Este resumo apresenta uma proposta de pesquisa de dissertação que busca analisar as experiências de mulheres negras durante sua formação docente em universidades do Sul de Santa Catarina. A pesquisa partirá da compreensão de que, apesar dos avanços promovidos pelas políticas afirmativas, especialmente após a implementação da Lei nº 12.711/2012 (Lei de Cotas), mulheres negras ainda enfrentam obstáculos estruturais relacionados ao racismo, ao sexismo e às desigualdades de classe. Esses atravessamentos impactam diretamente no acesso, na permanência e na construção da identidade docente dessas estudantes. O estudo fundamenta-se no conceito de interseccionalidade, desenvolvido por Carla Akotirene, compreendendo que raça, gênero e classe social atuam de forma articulada, produzindo experiências específicas de exclusão e subalternização. A pesquisa também dialoga com as reflexões de Angela Davis sobre o papel histórico das mulheres negras na sustentação de suas famílias e comunidades, embora continuem associadas a funções historicamente subalternizadas, como os trabalhos domésticos e de cuidado. Dados do IPEA e do IBGE evidenciam que mulheres negras permanecem ocupando, majoritariamente, postos de trabalho precarizados, revelando a persistência das desigualdades raciais no Brasil. No campo educacional, a invisibilização das experiências de mulheres negras ainda se manifesta nos currículos e nas práticas institucionais das licenciaturas, frequentemente marcados por perspectivas eurocentradas e pouca representatividade. A ausência de professoras negras em espaços de docência e liderança acadêmica contribui para a sensação de não pertencimento e dificulta o reconhecimento dessas estudantes como futuras docentes. Nesse sentido, a proposta de pesquisa também possui dimensão autobiográfica, pois as vivências da pesquisadora enquanto mulher negra formada em licenciatura no Sul catarinense, foram atravessadas pela falta de representatividade e pelos desafios de permanência no ensino superior. A proposta justifica-se pela necessidade de fortalecer práticas antirracistas na formação docente e ampliar o debate sobre representatividade negra feminina na educação. Busca contribuir para o campo da Educação e das Relações Étnico-Raciais, promovendo reflexões sobre políticas de permanência, racismo institucional e construção da identidade docente de mulheres negras, em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Como objetivo geral, pretende-se analisar os desafios e as estratégias de resistência de mulheres negras durante sua formação em cursos de licenciatura no sul catarinense. Entre os objetivos específicos estão: compreender as manifestações do racismo institucional nas universidades, investigar as experiências acadêmicas dessas mulheres e refletir sobre os impactos do racismo estrutural e institucional em suas trajetórias profissionais e identitárias no contexto catarinense. Trata-se de uma proposta de pesquisa qualitativa que utilizará formulário exploratório e entrevistas semiestruturadas com estudantes negras de cursos de licenciatura da região sul de Santa Catarina, buscando compreender suas vivências de ingresso, permanência e construção da identidade docente no contexto acadêmico.
Título do Evento
XII Simpósio Nacional e III Simpósio Internacional sobre Formação de Professores – SIMFOP
Cidade do Evento
Tubarão
Título dos Anais do Evento
Anais do SIMFOP: Simpósio Internacional de Formação de Professores
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LIMA, Amanda Duarte. OS DESAFIOS E AS ESTRATÉGIAS DE RESISTÊNCIA DE MULHERES NEGRAS QUANTO AO SEU INGRESSO E PERMANÊNCIA EM CURSOS DE LICENCIATURA NA REGIÃO SUL DE SANTA CATARINA.. In: Anais do SIMFOP: Simpósio Internacional de Formação de Professores. Anais...Tubarão(SC) Unisul, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-simposio-nacional-e-iii-simposio-internacional-sobre-formacao-de-professores-simfop-691556/1563189-OS-DESAFIOS-E-AS-ESTRATEGIAS-DE-RESISTENCIA-DE-MULHERES-NEGRAS--QUANTO-AO-SEU-INGRESSO-E-PERMANENCIA-EM-CURSOS-D. Acesso em: 01/11/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes