A RUPTURA SIMBÓLICA DO PODER: O VESTIDO CHEMISE E O DESALINHAMENTO DO IMAGINÁRIO MONÁRQUICO DE MARIA ANTONIETA

Publicado em 28/09/2026 - ISSN: 2175-9162

Título do Trabalho
A RUPTURA SIMBÓLICA DO PODER: O VESTIDO CHEMISE E O DESALINHAMENTO DO IMAGINÁRIO MONÁRQUICO DE MARIA ANTONIETA
Autores
  • Heloisa Juncklaus Preis Moraes
  • Josileni Della Gustina Galvan
Modalidade
Comunicação oral
Área temática
GT 10 - IMAGINÁRIO, MEMÓRIA E RELAÇÕES DE AFETO
Data de Publicação
28/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-simposio-nacional-e-iii-simposio-internacional-sobre-formacao-de-professores-simfop-691556/1560873-a-ruptura-simbolica-do-poder--o-vestido-chemise-e-o-desalinhamento-do-imaginario-monarquico-de-maria-antonieta
ISSN
2175-9162
Palavras-Chave
Imaginário, Moda, Cultura visual, Formação de professores, Poder simbólico.
Resumo
Este trabalho analisa a indumentária de Maria Antonieta como dispositivo simbólico na construção e na tensão do imaginário de poder da monarquia francesa no século XVIII, estabelecendo uma aproximação com o campo da formação de professores ao considerar a imagem e a cultura visual como dimensões formativas. Fundamentado na antropologia do imaginário de Gilbert Durand, o estudo adota uma abordagem qualitativa, de caráter interpretativo, ancorada na hermenêutica simbólica. O corpus é composto por três retratos da rainha, produzidos por Élisabeth Vigée Le Brun, datados de 1778, 1783 e 1784. A análise evidencia que o retrato oficial de 1778 mobiliza predominantemente o Regime Diurno, caracterizado pela verticalidade, distinção e afirmação da autoridade, elementos que garantem a legibilidade simbólica do poder monárquico. Em contraste, o retrato de 1783, no qual a rainha aparece vestida com o chemise, introduz elementos associados ao Regime Noturno, como fluidez, intimidade e naturalização, deslocando os códigos tradicionais de representação da soberania. Argumenta-se que essa inflexão produziu um desalinhamento simbólico no imaginário social da época, uma vez que a ausência de estruturas rígidas na indumentária foi interpretada como enfraquecimento da autoridade monárquica. A reação pública ao retrato evidencia a necessidade de coerência simbólica na representação do poder, levando à produção, em 1784, de uma nova imagem que reitera os elementos formais do Regime Diurno. No âmbito da formação de professores, a discussão contribui ao evidenciar a potência pedagógica da cultura visual e da moda como linguagens simbólicas. Ao analisar imagens históricas como textos culturais, abre-se espaço para práticas educativas que problematizam a construção de sentidos, a produção de identidades e as relações de poder no imaginário social. Tal abordagem favorece o desenvolvimento de uma leitura crítica das imagens, ampliando a compreensão de como elementos visuais, muitas vezes naturalizados no cotidiano, participam ativamente da formação de valores e percepções. Assim, o trabalho propõe um deslocamento do olhar sobre a moda, compreendendo-a não apenas como expressão estética, mas como operadora de tensões simbólicas, com implicações relevantes para a educação, especialmente no que se refere à formação de sujeitos críticos diante das imagens que circulam socialmente.
Título do Evento
XII Simpósio Nacional e III Simpósio Internacional sobre Formação de Professores – SIMFOP
Cidade do Evento
Tubarão
Título dos Anais do Evento
Anais do SIMFOP: Simpósio Internacional de Formação de Professores
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MORAES, Heloisa Juncklaus Preis; GALVAN, Josileni Della Gustina. A RUPTURA SIMBÓLICA DO PODER: O VESTIDO CHEMISE E O DESALINHAMENTO DO IMAGINÁRIO MONÁRQUICO DE MARIA ANTONIETA.. In: Anais do SIMFOP: Simpósio Internacional de Formação de Professores. Anais...Tubarão(SC) Unisul, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-simposio-nacional-e-iii-simposio-internacional-sobre-formacao-de-professores-simfop-691556/1560873-A-RUPTURA-SIMBOLICA-DO-PODER--O-VESTIDO-CHEMISE-E-O-DESALINHAMENTO-DO-IMAGINARIO-MONARQUICO-DE-MARIA-ANTONIETA. Acesso em: 01/11/2026

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