OPSONIZAÇÃO DE LEVEDURAS DE CRYPTOCOCCUS NEOFORMANS COM ANTICORPO MONOCLONAL 18B7 AUMENTA A EFICIÊNCIA DA FAGOCITOSE DE MACRÓFAGOS FELINOS FCWF-4

Publicado em 22/04/2025 - ISBN: 978-65-272-1295-9

Título do Trabalho
OPSONIZAÇÃO DE LEVEDURAS DE CRYPTOCOCCUS NEOFORMANS COM ANTICORPO MONOCLONAL 18B7 AUMENTA A EFICIÊNCIA DA FAGOCITOSE DE MACRÓFAGOS FELINOS FCWF-4
Autores
  • Letícia Seabra Abrantes
  • Beatriz da Silva Dias Lima
  • Renata Quintanilha dos Santos
  • MIlena Torres Chaves
  • Letícia Paixão Gemieski
  • Afonso S. M. M. Velez
  • Elias Barbosa da Silva Junior
  • Lúcia Helena Pinto da Silva
  • Celio Geraldo Freire De Lima
  • Debora Decote Ricardo de Lima
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Biológicas - Imunologia
Data de Publicação
22/04/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/931722-opsonizacao-de-leveduras-de-cryptococcus-neoformans-com-anticorpo-monoclonal-18b7-aumenta-a-eficiencia-da-fagocit
ISBN
978-65-272-1295-9
Palavras-Chave
Cryptococcus neoformans, macro´fagos felinos FCWF-4, fagocitose, opsonização
Resumo
Cryptococcus neoformans é um fungo oportunista, que atinge principalmente o sistema respiratório e o sistema nervoso central. Um dos seus principais fatores de virulência é a cápsula, composta principalmente pelos polissacarídeos glucuronoxilomanana (GXM) e galactoxilomanogalactana (GXMGal). Esses polissacarídeos, quando liberados possuem a capacidade de modular o sistema imunitário do hospedeiro, com os macrófagos sendo uma das principais células-alvo dessa modulação. Os macrófagos fazem parte da primeira linha de defesa, desempenhando um papel crucial na imunidade inata e sendo fundamentais para a imunidade adaptativa. Apesar de terem a capacidade de matar o patógeno, o fungo consegue modular essas células, fazendo com que elas atuem como “cavalo de Tróia”, levando leveduras fagocitadas a locais estratégicos ou tendo sua ativação prejudicada. A carência de informação sobre a criptococose felina nos levou a avaliar a capacidade dos macrófagos Fcwf-4 em fagocitar leveduras de C. neoformans e se o anticorpo monoclonal murino 18B7, que opsoniza o polissacarídeo GXM, seria capaz de modular a ação fagocítica desses macrófagos na presença de leveduras de C. neoformans opsonizadas. Nesse trabalho, foi estabelecido o cultivo da linhagem de macro´fagos felinos Fcwf-4 em meio DMEM (1 mL/L de gentamicina, 3,7 g/L de bicarbonato de so´dio, 2,383 g/L de HEPES, pH 7.0 - Gibco) suplementado com L-glutamina,aminoa´cidos na~o-essenciais, piruvato de so´dio (10 mL/L), ß-mercaptoetanol e soro fetal bovino (10%) mantidas na estufa a 37 ºC e 5% de CO2. Realizamos também o ensaio de fagocitose, onde os macrófagos Fcwf-4 foram plaqueados sobre lamínulas de vidro (2x105 células/poço). Leveduras de C. neoformans foram incubadas com 10 µg/mL do anticorpo monoclonal 18B7 (Mouse IgG). Após 10 minutos, as leveduras opsonizadas foram adicionadas às culturas de Fcwf-4 e incubadas a 37ºC e 5% CO2, durante um período de 4 h e 24 h. Após a incubação, as lamínulas foram retiradas e coradas, pelo método Panótico e através da contagem de 100 macrófagos, avaliamos o número de leveduras que foram fagocitadas pelos macrófagos. Nossos resultados mostraram que os macrófagos felinos Fcwf-4 em cultura apresentam a proliferação máxima entre 3 e 4 dias de cultivo, sendo esse o melhor momento para o repique das culturas. Após 5 dias de cultivo observamos um declínio numérico das culturas e após 6 dias o surgimento de células mortas. No ensaio de fagocitose, observamos que os macrófagos felinos Fcwf-4 são capazes de fagocitar leveduras de C. neoformans e que a fagocitose de leveduras opsonizadas é significantemente aumentada. Indicando que o anticorpo 18B7 ligado especificamente a GXM da cápsula da levedura de C. neoformans teve sua porção Fc ligada ao receptor de Fc presente na superfície dos macrófagos felinos promovendo uma fagocitose facilitada. Com base em nossos resultados, concluímos que os macrófagos felinos Fcwf-4 são capazes de fagocitar leveduras de C. neoformans e que após a opsonização com o anticorpo monoclonal 18B7 a fagocitose é aumentada. Esse é um dado inédito mostrando a capacidade opsonizante de um anticorpo monoclonal murino sendo capaz promover a interação com o receptor Fc de células felinas, abrindo possibilidades para o estudo dos mecanismos de fagocitose e interação do fungo com macrófagos felinos.
Título do Evento
XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2024) & V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2024)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ABRANTES, Letícia Seabra et al.. OPSONIZAÇÃO DE LEVEDURAS DE CRYPTOCOCCUS NEOFORMANS COM ANTICORPO MONOCLONAL 18B7 AUMENTA A EFICIÊNCIA DA FAGOCITOSE DE MACRÓFAGOS FELINOS FCWF-4.. In: Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/931722-OPSONIZACAO-DE-LEVEDURAS-DE-CRYPTOCOCCUS-NEOFORMANS-COM-ANTICORPO-MONOCLONAL-18B7-AUMENTA-A-EFICIENCIA-DA-FAGOCIT. Acesso em: 17/03/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes