ADIÇÃO DA PIMENTA BIQUINHO (CAPSICUM CHINENSE) COMO ANTIOXIDANTE NATURAL EM CONSERVAS DE SARDINHAS.

Publicado em 22/04/2025 - ISBN: 978-65-272-1295-9

Título do Trabalho
ADIÇÃO DA PIMENTA BIQUINHO (CAPSICUM CHINENSE) COMO ANTIOXIDANTE NATURAL EM CONSERVAS DE SARDINHAS.
Autores
  • Vanessa Fernandes Cerqueira
  • Tatiana Saldanha
  • Fernanda De Jorge Gouvêa
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos
Data de Publicação
22/04/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/931403-adicao-da-pimenta-biquinho-(capsicum-chinense)-como-antioxidante-natural-em-conservas-de-sardinhas
ISBN
978-65-272-1295-9
Palavras-Chave
conservas de sardinha, antioxidante, molho de pimenta, oxidação lipídica
Resumo
A sardinha marroquina (Sardina pilchardus) é uma espécie de pescado de elevada importância econômica, visto que a mesma possui baixo custo de mercado com alto valor nutricional. Dentre os benefícios, sua fração lipídica é rica em ácidos graxos poli-insaturados da série ?-3, os quais o consumo é relacionado à prevenção de doenças. No Brasil seu consumo comumente é na forma enlatada, podendo acarretar a oxidação de lipídios insaturados devido às altas temperaturas do tratamento térmico, resultando na perda da qualidade do pescado. Diante ao problema, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito protetor da pimenta biquinho (Capsicum chinense) frente à oxidação lipídica durante o tratamento térmico de conservas de sardinha, considerando a composição de ácidos graxos e a capacidade antioxidante do fruto. As conservas foram produzidas pela indústria Nova Piracema (São Gonçalo, Rio de Janeiro) e o molho de pimenta no LABMULTI PPGCTA. As latas foram preparadas com adição das sardinhas, molho das pimentas (2%, 4%, 6% e 8%), além de óleo de soja como líquido de coberturas. Para determinar a composição de ácidos graxos das sardinhas e do líquido de coberturas, as amostras foram transesterificadas e analisadas em cromatógrafo gasoso (Shimadzu GC 2010, Japão) de acordo com De Oliveira et al (2020). A capacidade antioxidante do molho das pimentas foi determinada a partir das análises de DPPH e FRAP, conforme a metodologia descrita por Salgueiro e Castro (2016) e Thaipong et al. (2006), respectivamente. As análises estatísticas foram realizadas a partir do teste de ANOVA e teste de Tukey comparação múltipla de médias. O extrato da pimenta apresentou capacidade antioxidante pelo ensaio de DPPH e FRAP com valores de 42,60 ± 0,02 µg/mL e 208,08 ± 9,87 µmol ET/g, respectivamente. Os ácidos graxos predominantes nas amostras do líquido de coberturas foram: ácido linoleico (C18:2 ?-6c, 45,85 ± 1,10 g/100 g), ácido oleico (C18:1 ?-9c, 26,43 ± 0,30 g/100 g) e ácido palmítico (C16:0, 10,16 ± 0,12 g/ 100 g). No caso dos principais ácidos graxos observados nas sardinhas, tem-se: palmítico (C16:0, 22,53 ± 0,23 g/100 g), linoleico (C18:2?6c, 18,28 ± 0,2 g/100 g), oleico (C18:1?9c, 16,9 ± 0,53 g/100 g), palmitoleico (C16:1, 7,78 ± 0,09 g/100 g) e mirístico (C14:0, 7,05 ± 0,08 g/100 g). Conclui-se que o ácido linoleico é o principal constituinte no líquido de coberturas (óleo de soja), havendo migração de ácidos graxos do meio líquido para o músculo do pescado. Referente aos somatórios dos teores totais de ácidos graxos poli-insaturados (AGPIs) das sardinhas, o controle apresentou 27,46 ± 0,11 g/100 g, enquanto nas amostras com molho variaram de 34,03 ± 0,49 a 30,33 ± 0,3 g/100 g. Acerca dos AGPIs dos líquidos de coberturas, as amostras controle apresentaram 31,79 ± 0,02 g/100 g e as amostras com o fruto variaram de 33,32 ± 0,06 a 39,84 ± 0,15 g/100 g. Portanto, os resultados das análises demonstraram que os teores de AGPIs determinados nas amostras adicionadas com pimenta foram superiores ao controle, indicando a sua ação protetora. O presente estudo também demonstrou que houve migração de ácidos graxos entre o líquido de coberturas e o músculo dos peixes, bem como a degradação dos mesmos devido à aplicação de altas temperaturas durante a esterilização dos enlatados de sardinha. Ademais, a pimenta biquinho apresentou papel relevante frente à degradação de ácidos graxos poli-insaturados do pescado, reduzindo assim danos decorrentes do tratamento térmico.
Título do Evento
XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2024) & V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2024)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CERQUEIRA, Vanessa Fernandes; SALDANHA, Tatiana; GOUVÊA, Fernanda De Jorge. ADIÇÃO DA PIMENTA BIQUINHO (CAPSICUM CHINENSE) COMO ANTIOXIDANTE NATURAL EM CONSERVAS DE SARDINHAS... In: Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/931403-ADICAO-DA-PIMENTA-BIQUINHO-(CAPSICUM-CHINENSE)-COMO-ANTIOXIDANTE-NATURAL-EM-CONSERVAS-DE-SARDINHAS. Acesso em: 10/03/2026

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