Título do Trabalho
EFEITO DA PEREXILINA NA VIABILIDADE E TOXICIDADE DE LEISHMANIA INFANTUM
Autores
  • Giuliana De Souza Cavalheiro Vieira
  • Bárbara de Souza Cardoso
  • Daniela Cosentino Gomes
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Biológicas - Bioquímica
Data de Publicação
22/04/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/928546-efeito-da-perexilina-na-viabilidade-e-toxicidade-de-leishmania-infantum
ISBN
978-65-272-1295-9
Palavras-Chave
Espécies Reativas de Oxigênio (ROS), Leishmaniose, Reposicionamento de fármacos.
Resumo
Estima-se que a leishmaniose visceral (LV), também conhecida como kala-azar, afeta anualmente entre 50-90 mil pessoas no mundo. A maior parte dos casos ocorre no Brasil, Índia e o leste Africano, e tem como principal agente etiológico o protozoário Leishmania infantum (1). Atualmente, não existem vacinas destinadas à prevenção da LV; e há apenas quatro medicamentos licenciados (anfotericina B, antimoniais, miltefosina e paromomicina), cuja alta toxicidade causa efeitos colaterais adversos, evidenciando a necessidade da busca de novos fármacos para o tratamento (2) da doença. A Perexilina, antianginal profilático desenvolvido na década de 1960, é um medicamento capaz de inibir as enzimas carnitina palmoiltransferase 1 e 2 (CPT-1 e CPT-2), vitais para o metabolismo de ácidos graxos na mitocôndria (3). Tal inibição afeta diretamente o metabolismo energético, passando a oxidar preferencialmente carboidratos. Como resultado, ocorre um desequilíbrio na função mitocondrial, prejudicando inúmeros processos celulares. A disfunção mitocondrial, portanto, pode levar à inibição ou ao desacoplamento da fosforilação oxidativa e à perda do Potencial de Membrana Mitocondrial, resultando no aumento de produção de Espécies Reativas de Oxigênio (ROS) e em mudanças nas vias de sinalização celular, podendo levar à morte celular dos protozoários. O objetivo desta pesquisa é testar a Perexilina como possível fármaco alternativo a ser utilizado como recurso medicinal no tratamento da LV e seu efeito no metabolismo energético de L. infantum. Para isso, ensaios de viabilidade celular, utilizando a técnica da resazurina, foram realizados com células promastigotas de L. infantum na presença de concentrações crescentes (4, 40, 80, 120, 160, 200, 400, 800 e 1200 µM) de perexilina. O veículo Dimetilsulfóxido (DMSO) 1% foi utilizado como controle negativo e a Anfotericina B 1 µM como controle positivo. As leituras de fluorescência foram realizadas em placas de 96 poços, utilizando o fluorímetro Hidex - Chamaleon, nos comprimentos de onda de 534/590 nm (excitação/emissão), 4h após a adição de resazurina 0,02%. Para avaliar o efeito da Perexilina no crescimento dos protozoários, foram realizadas curvas de crescimento na presença de diferentes concentrações (1, 5 e 10 µM) do fármaco. Nesse experimento, as células foram contadas em câmara de Neubauer a cada 24h, durante sete dias. Os resultados apontam um claro efeito antileishmanicida da Perexilina, observando-se um aumento da toxidade de forma dose dependente, proporcionais ao aumento da concentração do fármaco nas diferentes replicatas do experimento. No crescimento celular, a Perexilina apresentou efeito inibitório significativo, sendo mais evidente no terceiro dia do tratamento, com inibição do crescimento de 55% e 76%, na presença de 5 µM e 10 µM, respectivamente. Coletivamente, esses resultados indicam possíveis efeitos tóxicos no metabolismo das células, com consequente comprometimento da proliferação das formas promastigotas do parasito. Os próximos passos da pesquisa consistem em avaliar a geração de ROS vinculadas à presença do fármaco. Mais estudos são necessários para investigar o mecanismo de ação da Perexilina e seu possível uso no tratamento de LV. 1. Referência 1. Leishmaniasis. Disponível em: <https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/leishmaniasis>. Acesso em: 27 ago. 2024; 2. Referência 2. BIGOT, Sophia et al. Thiophene derivatives activity against the protozoan parasite Leishmania infantum. International Journal for Parasitology: Drugs and Drug Resistance, [S. l.], p. 13-20, 25 nov. 2022; 3. Referência 3. DHAKAL, Bimala et al. Perhexiline: Old Drug, New Tricks? A Summary of Its Anti-Cancer Effects. Molecules, [S. l.], p. 3624, 21 abr. 2023;
Título do Evento
XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2024) & V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2024)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

VIEIRA, Giuliana De Souza Cavalheiro; CARDOSO, Bárbara de Souza; GOMES, Daniela Cosentino. EFEITO DA PEREXILINA NA VIABILIDADE E TOXICIDADE DE LEISHMANIA INFANTUM.. In: Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/928546-EFEITO-DA-PEREXILINA-NA-VIABILIDADE-E-TOXICIDADE-DE-LEISHMANIA-INFANTUM. Acesso em: 12/03/2026

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