Título do Trabalho
A FAUNA DE TRICHOPTERA (INSECTA) DA ILHA DA MARAMBAIA, RIO DE JANEIRO, BRASIL
Autores
  • Gabriel Santos Coelho David
  • Leandro Lourenço Dumas
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Biológicas - Zoologia
Data de Publicação
22/04/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/927136-a-fauna-de-trichoptera-(insecta)-da-ilha-da-marambaia-rio-de-janeiro-brasil
ISBN
978-65-272-1295-9
Palavras-Chave
Taxonomia, insetos aquáticos, Mata Atlântica, inventário, novo registro
Resumo
Com cerca de 17.000 espécies distribuídas em todo planeta, Trichoptera constitui a maior ordem de insetos primariamente aquáticos, onde mais de 3.300 destas espécies ocorrem na Região Neotropical. São insetos holometábolos, possuindo os estágios imaturos em ambientes dulcícolas, principalmente lóticos (águas correntes), como rios e córregos. As larvas têm a habilidade de construção de abrigos fixos ao substrato ou portáteis, sendo um dos principais representantes da fauna de macroinvertebrados em ambientes lóticos dulcícolas. Além disso, apresentam ampla importância na diversidade trófica destes ambientes, sendo classificados em diversos grupos funcionais alimentares, como raspadores, coletores (apanhadores e filtradores), fragmentadores, perfuradores e predadores, colonizando uma gama de ambientes aquáticos. No Brasil, são registradas 940 espécies, das quais 230 encontram-se no estado do Rio de Janeiro. A Mata Atlântica, com 535 espécies, é o bioma mais diverso, com aproximadamente 60% das espécies endêmicas. A Ilha de Marambaia, localizada no município de Mangaratiba na Costa Verde fluminense, está inserida no bioma da Mata Atlântica, apresentando diferentes fitofisionomias de floresta Atlântica, com matas de encosta, manguezais e restingas, compondo uma fisionomia única. Os cursos d’água locais compreendem pequenos córregos e riachos que drenam a faixa da restinga ou que afloram nas porções mais altas da Ilha da Marambaia, sendo o principal deles o Rio Marambaia, que nasce a aproximadamente 480 m no Morro da Glória e desagua na Baía de Sepetiba. Assim, esse trabalho visa inventariar a fauna de Trichoptera da Ilha de Marambaia. Foram realizadas quatro campanhas de coleta entre 2023 e 2024. Os adultos foram coletados com auxílio de armadilhas de interceptação de voo Malaise e luminosas do tipo Pensilvânia colábavel posicionadas próximas ou acima dos cursos d’água. Já os imaturos foram coletados manualmente e com uso de peneiras e redes do tipo Brundin em diversos substratos. Os pontos de coleta foram georreferenciados e o material fixado em álcool etílico 70%, sendo posteriormente triado em laboratório. A identificação foi realizada em estereomicroscópio com auxílio de chaves taxonômicas para famílias e gêneros e trabalhos taxonômicos descritivos para as espécies. Somente os adultos machos foram identificados em espécie, já que imaturos e fêmeas estão raramente associados, limitando a identificação até nível de gênero. Até o momento, foram identificados 630 espécimes, sendo 501 larvas e 129 adultos. Para as larvas foram encontrados 13 gêneros distribuídos em oito famílias, com maior abundância das famílias Philopotamidae, Helicopsychidae e Hydropsychidae. Já para os adultos foram encontrados 16 espécies, distribuídas em 12 gêneros e nove famílias, sendo as famílias mais diversas Philopotamidae (quatro spp.) e Hydropsychidae (três spp.), refletindo a abundância encontrada nas larvas. As famílias Hydroptilidae e Xiphocentronidae ainda não foram identificadas em nível taxonômico menor. Dessas espécies, Polyplectropus tragularius Chamorro & Holzenthal, 2010 (Polycentropodidae) constitui um novo registro para o estado do Rio de Janeiro, já que é encontrada apenas para Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo. Também foram encontradas sete possíveis espécies novas, estando esse material ainda em análise. Apesar de haver uma crescente na quantidade de registros e estudos com a ordem, ainda existe uma alta demanda pelo desenvolvimento do conhecimento taxonômico do grupo. Com isso, esse trabalho contribui para a redução dos déficits Linneano (conhecimento das espécies existentes) e Wallaceano (distribuição das espécies), que estão entre os principais impeditivos para melhor tomada de decisões acerca da conservação das espécies no país, especialmente no que tange a fauna de invertebrados.
Título do Evento
XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2024) & V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2024)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

DAVID, Gabriel Santos Coelho; DUMAS, Leandro Lourenço. A FAUNA DE TRICHOPTERA (INSECTA) DA ILHA DA MARAMBAIA, RIO DE JANEIRO, BRASIL.. In: Anais da XI Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC) e V Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec): Transição energética: impactos ambientais e sociais. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xi-raic-e-v-raidtec-ufrrj/927136-A-FAUNA-DE-TRICHOPTERA-(INSECTA)-DA-ILHA-DA-MARAMBAIA-RIO-DE-JANEIRO-BRASIL. Acesso em: 31/08/2025

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