CIBERDISCURSOS E NOVOS PARADIGMAS DA LINGUAGEM: LETRAMENTOS CRÍTICOS, (MULTI)LETRAMENTOS E A PRODUÇÃO DISCURSIVA DE IDENTIDADES SOCIAIS TECNOLÓGICAS

Publicado em 21/05/2025 - ISBN: 978-65-272-1348-2

Título do Trabalho
CIBERDISCURSOS E NOVOS PARADIGMAS DA LINGUAGEM: LETRAMENTOS CRÍTICOS, (MULTI)LETRAMENTOS E A PRODUÇÃO DISCURSIVA DE IDENTIDADES SOCIAIS TECNOLÓGICAS
Autores
  • Francisco Ednardo Barroso Duarte
  • Anair Valenia Martins Dias
  • Aldo Cativo da Silva Filho
Modalidade
Simpósio Temático
Área temática
(Virtual - Remoto) ST: CIBERDISCURSOS E NOVOS PARADIGMAS DA LINGUAGEM: LETRAMENTOS CRÍTICOS, (MULTI)LETRAMENTOS E A PRODUÇÃO DISCURSIVA DE IDENTIDADES SOCIAIS TECNOLÓGICAS
Data de Publicação
21/05/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vii-sinalel/951166-ciberdiscursos-e-novos-paradigmas-da-linguagem---letramentos-criticos-(multi)letramentos-e-a-producao-discursiva
ISBN
978-65-272-1348-2
Palavras-Chave
Palavras-chave: Identidades. Cibercultura. Letramentos Críticos. Formação de Professores. Tecnologia.
Resumo
Na contemporaneidade, as investigações em Linguística Aplicada têm lançado luz sobre as novas tecnologias, sua relação com a hipersemioticidade dos signos linguísticos e a construção discursiva de novas identidades sociais (MOITA LOPES, 2002; 2010; 2013), explorando, assim, a dinâmica da linguagem por meio de fenômenos alinhados à cibercultura, aos [multi]letramentos (KALANTZIS, COPE, PINHEIRO, 2020) e aos letramentos críticos, sociais e visuais (FREEBODY, 2008; PENNYCOOK, 2001; GEE, 2001; KRESS, VAN LEEUWEN, 1996) cujos estudos têm se voltado a explorar as identidades sociais digitais ou tecnológicas da juventude deste tempo atual (PARKINSON et al., 2018; CLARKE, 2008). Essas investigações podem se materializar na experiência didática e nas práticas de ensino docente tanto da educação básica como do ensino superior, o que nos desafia à produção de reflexões mais assertivas sobre a formação de professores de línguas materna e estrangeiras, cuja formação profissional-linguageira esteja voltada para a educação cidadã, para a consciência de classe, para a defesa e prerrogativa da democracia e para a mudança de paradigmas sociais (FAIRLCLOUGH, 1999) onde os meios tecnológicos podem ser aliados na construção de um novo modelo de sociedade, não só recreativamente digitalizado, mas ocupado no reconhecimento, garantia e manutenção de direitos humanos assentados por meio de diferentes formas do que hoje é chamado de cibercidadania. Tais questões também nos obrigam a pensar de forma mais inter e transdisciplinar ou também, como diria Pennycook (2010), indisciplinar, ao passo que visa ao rompimento com o conhecimento cânone fixado na tradição pedagógica, considerando, assim, a existência de outros saberes e outras ciências que sejam capazes de explicar como as aprendizagens e aprendizados da e na era tecnológica se intercambiam não apenas com as questões da linguagem, mas igualmente com uma miríade de fenômenos que podem, certamente, nos ajudar a compreender o mundo moderno pós-tecnológico, onde as nossas identidades são moldadas e forjadas dentro de contextos e espaços digitais, mudando e complementando nossas posições de sujeito (HALL, 2014) dentro da nossa sociedade. É exatamente a partir desta perspectiva, que os letramentos críticos, sociais e visuais se apresentam como teorias capazes de articular as práticas pedagógicas com questões sociais que marcam o século XXI não apenas pelas suas tecnologias sociais, mas principalmente pelo modo como tais tecnologias interferem na produção de identidades discursivamente forjadas nos mais variados contextos sociais (MOITA-LOPES, 2002), como é o caso da produção das fake news, do ciberativismo, do hate speech, da cibersegurança e cibervigilância (stalking), do abuso digital, da cultura do cancelamento e linchamento virtual, além da manipulação do discurso textual-imagético criado pelas práticas de IA (Inteligência Artificial). Assim, a tecnologia passa a criar novas formas de se relacionar com o mundo globalizado, onde todos nós nos comunicamos, de uma forma ou de outra, por meio de e-gêneros ou ciberdiscursos, e assim somos cobrados a não apenas saber usá-los ou reconhecê-los, como também a aprender novas formas de agências por meio e a partir deles. Tal necessidade, nos obriga a reconhecer elementos que ultrapassam os limites da estrutura desses gêneros, ou seja, somos convidados a entender as condições de produção do mesmo, bem como suas razões políticas, ideológicas e culturais, muitas vezes sutilmente impostas como verdade indiscutível, sobretudo no mundo da pós-verdade (PRIOLLI, 2017). Embasado no exposto, este simpósio temático se interessa por trabalhos voltados para a construção de identidades sociais e seus desdobramentos na criação de novos paradigmas de ensino e aprendizagem, estejam eles presentes em contextos acadêmicos, profissionais e socioculturais, ao passo que as novas linguagens do mundo moderno têm relações diretas com nossas formas de ser e de se perceber num modelo de sociedade hibridizada e hipersemiotizada (MOITA-LOPES, 2013).
Título do Evento
VII Simpósio Nacional de Letras e Linguística (SINALEL)
Cidade do Evento
Catalão
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Nacional de Letras e Linguística
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

DUARTE, Francisco Ednardo Barroso; DIAS, Anair Valenia Martins; FILHO, Aldo Cativo da Silva. CIBERDISCURSOS E NOVOS PARADIGMAS DA LINGUAGEM: LETRAMENTOS CRÍTICOS, (MULTI)LETRAMENTOS E A PRODUÇÃO DISCURSIVA DE IDENTIDADES SOCIAIS TECNOLÓGICAS.. In: Anais do Simpósio Nacional de Letras e Linguística. Anais...Catalão(GO) UFCAT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/vii-sinalel/951166-CIBERDISCURSOS-E-NOVOS-PARADIGMAS-DA-LINGUAGEM---LETRAMENTOS-CRITICOS-(MULTI)LETRAMENTOS-E-A-PRODUCAO-DISCURSIVA. Acesso em: 31/08/2025

Trabalho

Even3 Publicacoes