FACES E INTERFACES NAS NARRATIVAS DE EXPRESSÃO PORTUGUESA CONTEMPORÂNEA

Publicado em 21/05/2025 - ISBN: 978-65-272-1348-2

Título do Trabalho
FACES E INTERFACES NAS NARRATIVAS DE EXPRESSÃO PORTUGUESA CONTEMPORÂNEA
Autores
  • ULYSSES ROCHA FILHO
  • Elizete Albina Ferreira
  • Prof. Dr. Márcio Araújo de Melo
Modalidade
Simpósio Temático
Área temática
(Virtual - Remoto) ST: Faces e interfaces nas narrativas de expressão portuguesa contemporânea
Data de Publicação
21/05/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vii-sinalel/951071-faces-e-interfaces-nas-narrativas-de-expressao-portuguesa-contemporanea
ISBN
978-65-272-1348-2
Palavras-Chave
Identidade e deslocamento, Identidade, Literaturas de língua portuguesa.
Resumo
À luz do que denominamos como contemporâneo, muitos olhares em um mesmo espaço são capazes de provocar caminhos do narrar diferenciados, não importando as motivações (de autobiografia ou enredada) mas convergindo, nas tramas, um relato ficcional que guarda, em essência, pressupostos do mundo real (tencionando aprofundar, questionar, testar, transformar ou alterar os limites do mundo conhecido). Para Candido (2000), o texto literário, antes de ser mera refração do que está ao seu redor, é catalisador das mudanças em seu entorno. Da mesma forma, considera-se a figura de um leitor não contemplativo porque agente transformador chamado ao texto por força da expressão artística, por sua vez, modelada pela habilidade do autor situado em algum ponto das relações que procura entender. Reconhecendo a transversalidade e a pluralidade do estudo da literatura contemporânea produzida em língua portuguesa, o Simpósio propõem-se a receber trabalhos para comunicação que tratem de temas e estratégias recorrentes nas obras literárias produzidas em Portugal e/ou países de língua portuguesa no final do século XX ao XXI quer sejam: a releitura da tradição, a consciência crítica sobre o estatuto do fazer artístico, a hibridização entre os gêneros tradicionais, o lugar ocupado pelo artista. Assim, pensar as estratégias inovadoras da literatura portuguesa e/ou africana de língua portuguesa contemporânea é perceber todas as suas modificações desde finais do século, XX, incluindo uma perspectiva comparatista e, sobretudo a construção de um novo(s) sujeito(s) que emerge(m) do âmbito literário deslocando-se, em fluxo contínuo e paradigmático, em relação à sua própria cultura, do seu próprio universo histórico e social, vivenciado através de experiências particulares ou coletivas. As continuidades e rupturas emergentes na tradição cultural dos países de língua portuguesa, especialmente Portugal e África, territórios emergentes do pós-25 de Abril, levam a questionar, inclusive, a centralidade/marginalidade do sujeito, conforme Spivak (2010), tendo em vista o dimensionamento e a complexidade que assume na obra. A revisão de valores, o surgimento de novos temas paralelos àqueles em pauta na literatura, as tensões de foro coletivo ou individual são fatores que contribuem para o contingenciamento das múltiplas identidades do sujeito que se remodela na relação com o outro e com a exterioridade. Evidentemente, a construção de modelos literários e culturais próprios em um processo de autoafirmação, a autoridade e as certezas instituídas pelo discurso hegemônico do colonizador são subvertidas, questionadas ou desestabilizadas para produzir um novo discurso híbrido e libertador (em consonância com o momento político (re)tratado). As antigas questões, revisitadas no texto, somadas ao que de novo essa literatura possa oferecer, permitem aferir temas como os retornados e as migrações atuais, bem como, os paradigmas identitários pós-coloniais e as estratégias do cenário político-cultural pautado por rápidas transformações e pela efemeridade das relações. Quanto ao texto, a literatura faz-se lugar de transformações na figura da personagem, do narrador, do tempo e do espaço enquanto elementos essenciais da narrativa permeada pela intertextualidade, de acordo com Reis (2006), e graças à expressão fabuladora do artista que experimenta sua própria inserção na obra literária. Na era da velocidade e dos inúmeros deslocamentos (de sentidos, valores, identidades), a fabulação de episódios descontínuos, heterogêneos e fragmentados aponta para a ultrapassagem do tempo das grandes narrativas norteadas pela abrangência da totalidade. Neste sentido, no Simpósio Temático “Faces e interfaces em narrativas de expressão portuguesa contemporânea” serão aceitos trabalhos que visem à discussão da atualização de temas nas obras do período delimitado sob os pontos de vistas da intertextualidade, do cânone, da experimentação e do comparatismo, de onde possam advir contribuições que fomentem a discussão a partir dos múltiplos olhares dos pesquisadores envolvidos.
Título do Evento
VII Simpósio Nacional de Letras e Linguística (SINALEL)
Cidade do Evento
Catalão
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Nacional de Letras e Linguística
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FILHO, ULYSSES ROCHA; FERREIRA, Elizete Albina; MELO, Prof. Dr. Márcio Araújo de. FACES E INTERFACES NAS NARRATIVAS DE EXPRESSÃO PORTUGUESA CONTEMPORÂNEA.. In: Anais do Simpósio Nacional de Letras e Linguística. Anais...Catalão(GO) UFCAT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/vii-sinalel/951071-FACES-E-INTERFACES-NAS-NARRATIVAS-DE-EXPRESSAO-PORTUGUESA-CONTEMPORANEA. Acesso em: 31/08/2025

Trabalho

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