EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA, LITERÁRIA E A QUESTÃO RACIAL

Publicado em 21/05/2025 - ISBN: 978-65-272-1348-2

Título do Trabalho
EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA, LITERÁRIA E A QUESTÃO RACIAL
Autores
  • Viviane Cabral Bengezen
  • Aparecida de Jesus Ferreira
  • Glenda Melo
Modalidade
Simpósio Temático
Área temática
(Virtual - Remoto) ST: Educação linguística, literária e a questão racial
Data de Publicação
21/05/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vii-sinalel/928651-educacao-linguistica-literaria-e-a-questao-racial
ISBN
978-65-272-1348-2
Palavras-Chave
Linguística Aplicada, Literatura, Raça.
Resumo
A América Latina tem passado por turbulências políticas e econômicas que afetam os países que a compõem de maneiras distintas. As investidas de uma extrema direita vêm sendo observadas há tempos e culmina com eleições de governos que têm como base ideológica e política a supremacia branca como um valor. Desta forma, um dos pilares de interesse deste público é a educação. Assistimos no Brasil, após 2015, cenas de defesa da terra plana, a incompreensão, por exemplo, dos usos da linguagem neutra na escola e tentativa de apagamentos dos processos de escravização e/ou ditadura. Escolas, currículos e docentes tornaram-se alvos de grupos extremistas que agrediram a educação de diversas formas. Atualmente, a educação passa por menos turbulência, mas respira com cuidados, pois nos deparamos com pessoas que ainda dissipam tal violência nos mais variados espaços educacionais, disseminando dispositivos de opressão. A linguagem em uma perspectiva de prática social e não apartada da sociedade (Melo, 2023) é o campo minado que dá existência ao próprio currículo, profissionais envolvidos com a Educação, à própria violência e às possibilidades de reinvenção e aquilombamento. Nas relações de poder que se dão em linguagem-e-sociedade, a educação como um lugar para transgredir, como propõe hooks (1994), abre caminhos para a construção de conhecimentos outros e que podem transformar as interações e o próprio conhecimento. Partindo, então, dessa premissa, nesta proposta de Simpósio Temático, encorajamos as pessoas a enviarem seus trabalhos e compartilharem suas experiências vividas em diversos lugares, com as conexões ancestrais que pulsam em seus corpos e identidades. Depois de dez anos da chamada Lei de Cotas (Lei nº 12.711/12), um outro público tem acessado o Ensino Superior no Brasil: pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. Como afirma Gomes (2021, p. 13), esse público passou a "produzir conhecimento, realizar pesquisa, ensino, extensão, entrar na pós-graduação, demandar uma reorganização da assistência estudantil, indagar a gestão [...] e questionar os currículos eurocentrados" em que a branquitude ainda é vista como norma (BENTO, 2022). Por isso, entendemos que existe uma crescente necessidade de afrocentrar as práticas e as estruturas curriculares. Nesse sentido, o simpósio se embasa no exposto por Passos e Pinheiro (2021, p. 122): uma "perspectiva negra decolonial brasileira", com suas "proposições político - epistemológicas." As inquietações que nos movem são i) Por que os espaços escolares e universitários são frequentemente vivenciados como espaços não-seguros, onde geralmente o foco é assimilar, remodelar e refazer as pessoas, em que suas potencialidades não são valorizadas? ii) Quais histórias poderiam ser vividas e narradas nas escolas e universidades, se as identidades das pessoas fossem valorizadas e cultivadas? O objetivo deste Simpósio Temático é formar um espaço seguro, onde as pessoas sintam-se acolhidas e tenham a oportunidade de apresentar trabalhos em andamento ou concluídos que foquem em perspectivas afrocentradas do ensino de línguas e literatura. Esperamos que as pesquisas compartilhadas com o grupo contribuam para avançarmos em nossos estudos sobre o senso de (não)pertencimento, alienação, isolamento, colaboração e coletividade na educação linguística. Palavras-chave: Linguística Aplicada, Literatura, Raça. Referências BENTO, C. O pacto da branquitude. Companhia das letras, 2022. GOMES, N. L. Prefácio. In: JESUS, Rodrigo Ednilson. Quem quer (pode) ser negro no Brasil? Autêntica Editora, 2021. hooks, b. Teaching to transgress: education as the practice of freedom. New York: Routledge, 1994. MELO, G. C. V. Linguística Aplicada, raça e Interseccionalidades na contemporaneidade. Rio de Janeiro: Mórula, v. 2, 2023. PASSOS, M. C. A.; PINHEIRO, B. C. S. Do epistemicídio à insurgência: o currículo decolonial da Escola Afro-Brasileira Maria Felipa (2018-2020). Cadernos de Gênero e Diversidade, v. 7, n. 1, p. 118-135, 2021.
Título do Evento
VII Simpósio Nacional de Letras e Linguística (SINALEL)
Cidade do Evento
Catalão
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Nacional de Letras e Linguística
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BENGEZEN, Viviane Cabral; FERREIRA, Aparecida de Jesus; MELO, Glenda. EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA, LITERÁRIA E A QUESTÃO RACIAL.. In: Anais do Simpósio Nacional de Letras e Linguística. Anais...Catalão(GO) UFCAT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/vii-sinalel/928651-EDUCACAO-LINGUISTICA-LITERARIA-E-A-QUESTAO-RACIAL. Acesso em: 16/03/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes