A ESCREVIVÊNCIA NA TRADUÇÃO ECFRÁSTICA EM LIBRAS: (RE) CRIANDO NARRATIVAS E PROTAGONISMOS DE MINORIAS.

Publicado em 21/05/2025 - ISBN: 978-65-272-1348-2

Título do Trabalho
A ESCREVIVÊNCIA NA TRADUÇÃO ECFRÁSTICA EM LIBRAS: (RE) CRIANDO NARRATIVAS E PROTAGONISMOS DE MINORIAS.
Autores
  • Flávia Constantini de Souza Almeida
Modalidade
Poster - Galeria Virtual
Área temática
Estudos da Linguagem - Galeria Virtual
Data de Publicação
21/05/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vii-sinalel/1098298-a-escrevivencia-na-traducao-ecfrastica-em-libras---(re)-criando-narrativas-e-protagonismos-de-minorias
ISBN
978-65-272-1348-2
Palavras-Chave
Tradução Ecfrástica; Libras; Escrevivência; Normas Surdas de Tradução; Xilogravura.
Resumo
Este estudo de caso investiga a tradução ecfrástica de uma xilogravura para Libras como prática de escrevivência (Evaristo, 2017), explorando seu papel na ressignificação de narrativas e na representação de minorias, especialmente das comunidades surda e preta. A pesquisa busca compreender como essa forma de tradução pode funcionar como um ato de resistência e valorização cultural, tendo a xilogravura de uma figura histórica africana como fonte para criar os poemas objetos de análise. Teoricamente fundamentado écfrase como um tipo de tradução (Sutton-Spence; Machado, 2023), nas Normas Surdas de Tradução (Stone, 2009) e no conceito de escrevivência. Metodologicamente, a investigação baseia-se em um processo tradutório colaborativo, prolongado, por tradutores surdos, de método de pensamento compartilhada (West; Sutton-Spence, 2012) A tradução foi documentada e analisada para identificar estratégias linguísticas e culturais empregadas na construção da narrativa poética. Os resultados indicam que a tradução ecfrástica em Libras não apenas reconfigura a obra original, mas também se constitui como um espaço de recriação narrativa, no qual os tradutores, a partir de sua experiência como surdos, incorporam elementos que refletem essa vivência, independentemente de outras identidades, como gênero ou etnia. Conclui-se que essa abordagem amplia o repertório literário e artístico da comunidade surda, fortalece sua representatividade e contribui para a preservação de sua cultura tanto preta quanto surda, consolidando a écfrase como uma ferramenta essencial para o resgate e a reafirmação de histórias marginalizadas.
Título do Evento
VII Simpósio Nacional de Letras e Linguística (SINALEL)
Cidade do Evento
Catalão
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Nacional de Letras e Linguística
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ALMEIDA, Flávia Constantini de Souza. A ESCREVIVÊNCIA NA TRADUÇÃO ECFRÁSTICA EM LIBRAS: (RE) CRIANDO NARRATIVAS E PROTAGONISMOS DE MINORIAS... In: Anais do Simpósio Nacional de Letras e Linguística. Anais...Catalão(GO) UFCAT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/vii-sinalel/1098298-A-ESCREVIVENCIA-NA-TRADUCAO-ECFRASTICA-EM-LIBRAS---(RE)-CRIANDO-NARRATIVAS-E-PROTAGONISMOS-DE-MINORIAS. Acesso em: 31/08/2025

Trabalho

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